<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Alex Thorn on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/alex-thorn/</link><description>Recent content in Alex Thorn on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Mon, 21 Sep 2026 09:15:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/alex-thorn/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Fidelity declara o fim do inverno do Bitcoin: o preço fechou acima da média de 50 semanas — e os US$ 82 mil decidem entre um novo ciclo de 4 anos e outra volta aos US$ 60 mil</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/fidelity-fim-inverno-bitcoin-82-mil-ciclo-4-anos-2026/</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 09:15:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/fidelity-fim-inverno-bitcoin-82-mil-ciclo-4-anos-2026/</guid><description>Jurrien Timmer, diretor de macro global da Fidelity, declarou em 19/09 que o inverno do Bitcoin terminou e que um novo ciclo de alta de 4 anos começou. O BTC fechou a sexta (18/09) acima da média móvel de 50 semanas e operava a US$ 80.562,93 no domingo (20/09), com +4,86% na semana. Os US$ 82 mil — topo de maio — decidem entre os US$ 90 mil e um reteste dos US$ 71 mil ou dos US$ 60 mil. Em reais, com o PTAX de 18/09 (R$ 5,1575), cada R$ 1.000 compra 240.672 sats no preço atual e 236.454 sats na linha dos US$ 82 mil.</description><content:encoded><![CDATA[<h2 id="o-que-a-fidelity-disse-em-uma-frase">O que a Fidelity disse, em uma frase</h2>
<p>&ldquo;É a duração típica de um inverno do Bitcoin, cerca de um ano. Então sinto que um novo ciclo de alta de quatro anos está em curso.&rdquo; A frase é de Jurrien Timmer, diretor de macro global da Fidelity, e circulou no fim de semana de 19 e 20 de setembro (<a href="https://ambcrypto.com/bitcoin-winter-is-over-says-fidelity-as-its-predicts-a-new-4-year-bull-market/">AMBCrypto</a>, <a href="https://cointribune.com/en/two-signals-revive-the-case-for-a-bitcoin-bull-cycle">CryptoCompass</a>). No mesmo dia em que a declaração ganhou tração, o Bitcoin fechou a sexta-feira acima da média móvel de 50 semanas — o mesmo indicador que Galaxy Research vinha monitorando havia semanas (<a href="https://www.galaxy.com/insights/research/bitcoin-50-week-moving-average-bear-market-ceiling-200-week-floor-analysis">Galaxy Research</a>).</p>
<p>Vale separar o que é dado do que é interpretação, porque a diferença decide o seu próximo clique.</p>
<h2 id="os-dois-sinais-que-timmer-está-olhando">Os dois sinais que Timmer está olhando</h2>
<p>O primeiro é o tempo. O Bitcoin passou praticamente um ano apoiado na zona dos US$ 60.000, e essa é a duração média de um inverno cripto histórico — o período de mercado baixo que segue cada topo de ciclo.</p>
<p>O segundo é o comportamento relativo ao ouro. O indicador estatístico (Z-score) da relação BTC/ouro saiu de terreno negativo e virou positivo. Nas vezes anteriores em que isso aconteceu, o movimento coincidiu com formação de fundo de mercado. Timmer publicou o mesmo raciocínio em seu <a href="https://www.linkedin.com/posts/jurrien-timmer-fidelity_finally-bitcoin-has-been-on-the-move-after-activity-7506781782969769984-I5Ih">perfil profissional</a>.</p>
<p>O pano de fundo macro completa a tese: juros estruturais mais altos para governos endividados significam custo de financiamento maior, e a resposta histórica a esse cenário é pressão para conter o rendimento dos títulos públicos — inclusive com expansão monetária. Nesse ambiente, ativos escassos como ouro e Bitcoin ganham demanda. O Bitcoin tem oferta fixa de 21 milhões de unidades.</p>
<h2 id="o-sinal-técnico-fechamento-acima-das-50-semanas">O sinal técnico: fechamento acima das 50 semanas</h2>
<p>Antes de comemorar, entenda o que a média móvel de 50 semanas representa. Ela funciona como o teto dos bear markets do Bitcoin; a média de 200 semanas costuma funcionar como o piso. Quando o preço semanal fecha acima da linha de 50 semanas depois de um mercado baixo, historicamente isso marcou a virada.</p>
<p>A Galaxy Research fez a contagem: em bear markets já encerrados, houve 13 fechamentos semanais de volta acima da média de 50 semanas, e apenas dois foram seguidos de fundo mais baixo. Em cinco mercados baixos que perderam essa linha, quatro tiveram a primeira retomada como confirmação de fundo. Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy, resumiu: &ldquo;O BTC está forte aqui, negociando acima da média móvel de 50 semanas. O movimento parece real.&rdquo;</p>
<p>A ressalva importante: em setembro houve uma primeira tentativa de romper essa linha, e ela foi rejeitada. O fechamento da sexta-feira é o que muda a leitura.</p>
<h2 id="a-semana-em-que-o-preço-levou-dois-choques-seguidos">A semana em que o preço levou dois choques seguidos</h2>
<p>O Bitcoin atravessou dois eventos em 48 horas e não cedeu. Em 15 de setembro, o Senado americano rejeitou por 49 a 50 a votação de encerramento de debate do CLARITY Act, e o preço caiu 4%, para US$ 75,9 mil. No dia seguinte, o Federal Reserve subiu os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4,00% — decisão já precificada, com a atenção voltada ao discurso de Kevin Warsh, que afirmou que a inflação segue alta demais e que as condições financeiras não parecem restritivas.</p>
<p>O saldo da semana: US$ 80.562,93 no domingo (20/09), por volta das 11h de Brasília, queda de 0,92% em 24 horas e alta de 4,86% em sete dias, segundo dados de mercado compilados pelo <a href="https://www.moneytimes.com.br/bitcoin-btc-recua-neste-domingo-20-aos-us-80-mil-veja-os-precos-das-criptomoedas-lmrs/">Money Times</a>. No sábado, o BTC havia tocado a região dos US$ 81 mil.</p>
<p>O Ethereum operava a US$ 2.581,26 (-2,14% no dia, +4,15% na semana). Quem mais subiu na semana não foi o Bitcoin: Zcash avançou 32,54% e Hyperliquid, 17,57%.</p>
<p>Nos fundos de índice à vista americanos, os fluxos contam a mesma história de volatilidade: saída de US$ 450 milhões em 15 de setembro, saída de US$ 296 milhões em 16, e entrada de US$ 159 milhões em 17.</p>
<h2 id="o-nível-que-decide-us-82-mil">O nível que decide: US$ 82 mil</h2>
<p>US$ 82 mil é a máxima de maio deste ano. É a linha que separa duas narrativas com resultados bem diferentes.</p>
<p>Se o preço romper esse teto, o caminho apontado por traders como Bob Loukas é a região acima dos US$ 90 mil. Se não romper, a leitura muda: a média móvel de 200 dias e o preço realizado dos detentores de curto prazo ficam na casa dos US$ 71 mil, e abaixo disso o mercado volta a olhar os fundos próximos dos US$ 60 mil.</p>
<p>O mercado de opções está mais cauteloso que a tese da Fidelity. Segundo o <a href="https://cointribune.com/en/two-signals-revive-the-case-for-a-bitcoin-bull-cycle">CryptoCompass</a>, os contratos precificam cerca de 35% de chance de o Bitcoin voltar aos US$ 90 mil até dezembro e apenas 18% de chance de furar os US$ 100 mil.</p>



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      ⚠️ Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).
    </p>
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<h2 id="quanto-isso-custa-em-reais">Quanto isso custa em reais</h2>
<p>O PTAX de venda divulgado pelo Banco Central em 18 de setembro ficou em R$ 5,1575 (<a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/historicocotacoes">série histórica oficial</a>). Com esse câmbio, os níveis que importam viram estes números:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do BTC (US$)</th>
          <th>Preço em reais (R$)</th>
          <th>R$ 1.000 compra</th>
          <th>R$ 10.000 compra</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>80.562,93 (domingo, 20/09)</td>
          <td>415.503,31</td>
          <td>240.672 sats</td>
          <td>0,02406720 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.000 (topo de maio)</td>
          <td>422.915,00</td>
          <td>236.454 sats</td>
          <td>0,02364541 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>90.000 (alvo do rompimento)</td>
          <td>464.175,00</td>
          <td>215.436 sats</td>
          <td>0,02154360 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>71.000 (média de 200 dias)</td>
          <td>366.182,50</td>
          <td>273.088 sats</td>
          <td>0,02730879 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>60.000 (fundo de setembro)</td>
          <td>309.450,00</td>
          <td>323.154 sats</td>
          <td>0,03231540 BTC</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>A leitura prática: os mesmos R$ 1.000 compram 236.454 sats na linha dos US$ 82 mil e 240.672 sats no preço do domingo — uma diferença de 4.218 sats. Contra o cenário dos US$ 60 mil, a diferença sobe para 82.482 sats. Ou seja, um intervalo de US$ 22.000 decide quase 35% da quantidade de Bitcoin que o seu dinheiro compra.</p>
<h2 id="o-que-o-investidor-brasileiro-precisa-fazer-antes-de-outubro">O que o investidor brasileiro precisa fazer antes de outubro</h2>
<p>Três frentes mexem no seu bolso neste momento.</p>
<p><strong>Dinheiro entrando.</strong> O Pix continua sendo o caminho mais rápido. O fluxo é: conta validada com CPF e documento, opção de depósito em reais, QR Code ou chave Pix gerada pela plataforma, transferência a partir de conta de mesma titularidade (depósito de terceiro é recusado) e só então a ordem de compra. O Pix de entrada costuma ser gratuito e cai na hora. Guarde o comprovante, o horário da ordem e a cotação praticada — é esse conjunto que sustenta o seu custo de aquisição depois. Limites: no período diurno, das 6h às 20h, o teto é definido por cada instituição; no período noturno, das 20h às 6h, transferências entre pessoas físicas ficam limitadas a R$ 1.000, a menos que o cliente peça a ampliação com antecedência, e a janela noturna pode ser deslocada para começar às 22h, com efeito em 24 a 48 horas. Quem planeja aportes maiores faz a operação durante o dia.</p>
<p><strong>Juros de 13,75% ao ano.</strong> O Copom cortou a Selic para 13,75% em 16 de setembro (<a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/copom">Banco Central</a>). Esse é o retorno livre de risco disponível em reais. É o número que qualquer alocação em cripto precisa superar para valer a pena — e o que dá contexto a manchetes de &ldquo;novo ciclo de alta&rdquo;.</p>
<p><strong>Prazo regulatório.</strong> O Banco Central exige autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais, com prazo final no fim de outubro e capital mínimo que varia de cerca de R$ 10 milhões a R$ 37 milhões conforme a atividade, como detalha a <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/ativosvirtuais">página de ativos virtuais do BC</a> e a reportagem do <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/06/12/regulacao-do-bc-aumenta-pressao-sobre-empresas-de-cripto.ghtml">Valor</a>. Na prática, isso reorganiza o mercado nos próximos meses e reforça a importância de conferir se a plataforma onde o seu dinheiro está tem estrutura local.</p>
<h2 id="imposto-o-que-separar-na-sua-planilha">Imposto: o que separar na sua planilha</h2>
<p>A regra segue a mesma: pessoa física que vende cripto tem isenção no mês em que o total das vendas fica em até R$ 35.000, contando apenas o que foi vendido — comprar não consome o limite. O material oficial está na <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">Receita Federal</a>.</p>
<p>Duas mudanças recentes mudam o padrão de conferência. Desde 1º de julho de 2026, a IN RFB nº 2.291/2025 pôs em vigor o DeCripto, alinhando o Brasil ao padrão internacional de troca de informações (CARF) da OCDE — operações em plataformas no exterior que passem de R$ 35.000 por mês entram na declaração. E o volume declarado mostra o tamanho do mercado: no primeiro semestre de 2026 os brasileiros reportaram R$ 283 bilhões em transações com criptoativos, alta de 21% sobre os R$ 233 bilhões do mesmo período de 2025, com mais de 4 milhões de CPFs declarando posição em praticamente todos os meses e cinco milhões em abril (<a href="https://livecoins.com.br/receita-federal-do-brasil-divulga-volume-de-criptomoedas-declaradas-no-primeiro-semestre-de-2026-ultimo-antes-da-decripto-entrar-em-vigor/">Livecoins</a>). Os ativos com maior volume declarado são USDT, BTC, USDC, ETH e XRP — a ordem importa: o volume diário roda em stablecoin, enquanto a exposição à alta segue concentrada no Bitcoin.</p>
<p>Na prática, o que se separa é simples: comprovantes de Pix de entrada, histórico de ordens com data e horário, cotação de entrada e saída de cada posição e, no caso de transferência para carteira própria, o registro da movimentação.</p>



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<h2 id="o-que-ainda-pode-dar-errado">O que ainda pode dar errado</h2>
<p>A própria cobertura internacional é explícita: o fim do inverno do Bitcoin continua sendo uma interpretação de mercado, não um fato fechado. Um fechamento semanal consistente acima dos US$ 82 mil, com fluxo institucional mais forte, é o que dá confirmação à tese. Sem isso, os US$ 71 mil continuam sendo uma referência realista de suporte, e os US$ 60 mil seguem no mapa dos cenários.</p>
<p>Para quem aportou em agosto e viu fevereiro e março passados, a diferença agora é ter um nível objetivo para acompanhar, um preço em reais calculado no câmbio oficial e um prazo regulatório que muda o desenho do mercado brasileiro independentemente do preço.</p>
<p><em>Conteúdo jornalístico e educacional. Criptoativos são de alto risco, não contam com garantia do FGC e podem perder valor. Confira os termos e as taxas da plataforma escolhida antes de operar.</em></p>
]]></content:encoded></item></channel></rss>