<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Ata Do FOMC on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/ata-do-fomc/</link><description>Recent content in Ata Do FOMC on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Thu, 08 Oct 2026 08:45:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/ata-do-fomc/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>A ata do Fed sinalizou mais uma alta de juros em 2026, o bitcoin devolveu todo o ganho de outubro com cerca de US$ 700 milhões liquidados e o Treasury de 10 anos renovou o maior nível desde 2002 — e, com o dólar abaixo de R$ 5, o mesmo bitcoin ficou R$ 17,8 mil mais barato em reais só por causa do câmbio</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/ata-fed-bitcoin-83-mil-liquidacoes-dolar-abaixo-5-reais-2026/</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 08:45:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/ata-fed-bitcoin-83-mil-liquidacoes-dolar-abaixo-5-reais-2026/</guid><description>A ata da reunião de 15 e 16 de setembro do Fed, divulgada em 7/10, mostrou que a maioria dos dirigentes considera provável mais uma alta de juros até o fim do ano. No mesmo dia, o bitcoin perdeu os US$ 83 mil e zerou os ganhos de outubro, com cerca de US$ 700 milhões liquidados em 24 horas, mais de 90% em posições compradas, e o Treasury de 10 anos perto de 5,33%. No Brasil, o dólar caiu abaixo de R$ 5: com a PTAX de venda de 1º de outubro em R$ 5,2079 e a de 7 de outubro em R$ 4,9935, um bitcoin de US$ 83.100 ficou R$ 17.816,64 mais barato em reais — 4,12% — apenas pela variação do câmbio.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira (7) foi o dia em que o bitcoin devolveu tudo o que tinha ganhado em outubro. A maior criptomoeda do mundo perdeu o patamar dos <strong>US$ 83 mil</strong> com queda de cerca de <strong>4% em 24 horas</strong>, apagou a alta acumulada no mês e ainda viu a ata do Federal Reserve confirmar que a maioria dos dirigentes considera <strong>provável mais uma alta de juros até o fim de 2026</strong>. No mercado de derivativos, o estrago passou de <strong>US$ 658 milhões</strong> em 24 horas.</p>
<p>Mas quem compra em real olhou para a tela e viu outra coisa. Na mesma semana, o dólar caiu abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio, e o câmbio passou a trabalhar a favor de quem compra em reais: o mesmo bitcoin de <strong>US$ 83.100</strong> custava <strong>R$ 432.776,49</strong> com a PTAX de venda de 1º de outubro e passou a <strong>R$ 414.959,85</strong> com a PTAX de 7 de outubro — <strong>R$ 17.816,64 a menos, ou 4,12%, só pela valorização do real</strong>.</p>
<p>Vamos por partes, porque são duas histórias acontecendo ao mesmo tempo: a americana, que empurrou o preço para baixo, e a brasileira, que mudou o preço que você efetivamente paga.</p>
<h2 id="o-que-a-ata-do-fed-divulgada-em-7-de-outubro-diz">O que a ata do Fed divulgada em 7 de outubro diz</h2>
<p>As atas da reunião de <strong>15 e 16 de setembro</strong> foram publicadas na quarta-feira, às 15h no horário de Brasília, e o trecho que interessa ao mercado é curto e direto: <strong>&ldquo;a maioria dos participantes avaliou que um novo aumento do intervalo meta da taxa dos fed funds provavelmente seria apropriado até o fim do ano&rdquo;</strong>. O documento está no <a href="https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/fomcminutes20260916.htm">site do Federal Reserve</a>.</p>
<p>A reunião coberta pela ata foi a que elevou a taxa básica americana em 0,25 ponto percentual, para a faixa de <strong>3,75% a 4,00%</strong> — a primeira alta desde 2023, aprovada por <strong>12 votos a 0</strong>. O intervalo é o que o Fed chama de 3-3/4 a 4 por cento, e a decisão foi acompanhada de uma frase que a autoridade repetiu no comunicado: o Comitê &ldquo;entregará estabilidade de preços&rdquo;.</p>
<p>O que os dirigentes escreveram sobre a economia ajuda a entender o tom:</p>
<ul>
<li>A inflação medida pelo PCE foi estimada em <strong>3,8% em 12 meses em agosto</strong>, com o núcleo — que exclui energia e parte dos alimentos — em <strong>3,4%</strong>;</li>
<li>O desemprego ficou em <strong>4,1%</strong> em julho e agosto;</li>
<li><strong>Vários participantes</strong> avaliaram que a taxa de juros atual <strong>não é restritiva, ou é apenas levemente restritiva</strong>;</li>
<li>Os riscos para a inflação foram classificados como <strong>inclinados para cima</strong>, e alguns dirigentes afirmaram que essa assimetria aumentou nos últimos meses;</li>
<li>Vários participantes registraram surpresa com a <strong>escala e o ritmo dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial</strong>, que aparecem no texto tanto como pressão de custos quanto como motor de produtividade.</li>
</ul>
<p>Sobre os próximos passos, o documento faz a ressalva de praxe — cada reunião é decidida com &ldquo;mente aberta&rdquo;, a partir dos dados —, mas o recado é claro o suficiente para o mercado ter reagido na hora. O <a href="https://br.beincrypto.com/ata-decisao-fed-novo-aumento-juros-2026/">BeInCrypto Brasil</a> registrou que, nos cinco minutos seguintes à publicação, o bitcoin subiu de cerca de US$ 83.159 para US$ 83.306 (+0,18%), o S&amp;P 500 ficou praticamente estável, perto de 7.801 (-0,02%), e o ouro seguiu em torno de <strong>US$ 4.110 a onça</strong>. Entre os três mercados, o cripto foi o único que se mexeu de verdade.</p>
<p>A leitura de contexto importa. A expectativa de mais uma alta já havia aparecido em 16 de setembro, quando as projeções do próprio Fed mostraram que a maioria dos dirigentes previa ao menos um novo ajuste de 0,25 ponto até dezembro. E o relatório de emprego de setembro, com apenas <strong>29 mil vagas criadas</strong> contra as 90 mil esperadas e desemprego em <strong>4,2%</strong>, fez o mercado reduzir a aposta em uma alta já em outubro para cerca de <a href="https://redecambioseguro.com.br/previsao-de-mercado-cambio-e-ouro/previsao-de-mercado-cambio-e-ouro-06-de-outubro-de-2026/"><strong>20%</strong></a> — antes do payroll, essa aposta passava de <strong>70%</strong>. Bancos como o J.P. Morgan trabalham com o próximo aumento em <strong>dezembro</strong>.</p>
<p>Ou seja: a ata não mudou a direção, mudou o calendário. E, num mercado que vive de antecipação, isso já é o suficiente para mexer preço.</p>
<h2 id="o-gatilho-que-veio-antes-da-ata-o-juro-longo-americano">O gatilho que veio antes da ata: o juro longo americano</h2>
<p>A queda do bitcoin começou na noite de terça-feira (6), quando o preço perdeu o suporte de <strong>US$ 85,2 mil</strong>, e se aprofundou antes mesmo de a ata sair. Por volta das 12h20 de quarta, em Brasília, a cripto era negociada perto de <strong>US$ 82,9 mil</strong>, como reportaram o <a href="https://www.infomoney.com.br/onde-investir/bitcoin-perde-us-83-mil-e-zera-ganhos-de-outubro-com-disparada-dos-juros-americanos/">InfoMoney</a> e o <a href="https://bpmoney.com.br/mercado/cripto/bitcoin-perde-us-83-mil-zera-ganhos-outubro-juros-eua/">BP Money</a>.</p>
<p>O motivo estava na renda fixa americana, não no mercado cripto. O rendimento do <strong>Treasury de 10 anos</strong> operava perto de <strong>5,33%</strong>, e chegou a <strong>5,365%</strong>, o maior nível em 22 anos. O papel de <strong>30 anos</strong> renovou o maior patamar <strong>desde 2002</strong>, como mostrou o <a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/rendimento-do-titulo-de-30-anos-dos-eua-atinge-nova-maxima-em-24-anos/">InfoMoney</a>. O <a href="https://blocktrends.com.br/por-que-bitcoin-caiu-abaixo-83500-outubro/">BlockTrends</a> lembrou um detalhe que dá a medida do que aconteceu: a última vez que os juros longos americanos estiveram nesse patamar, o mercado de criptomoedas nem existia.</p>
<p>A lógica é simples e vale ser dita sem rodeios: quando o título mais seguro do mundo paga mais de 5% ao ano, carregar risco fica caro. O investidor institucional que já trata bitcoin como parte de um portfólio recalculou a conta, e o movimento não ficou restrito ao cripto — ações de tecnologia e small caps sofreram junto.</p>
<p>Do lado da demanda, os <strong>ETFs de bitcoin à vista</strong> negociados nos Estados Unidos registraram saída líquida de <strong>US$ 89,9 milhões</strong> na segunda-feira (5), segundo dados da SoSoValue. O mercado à vista, na leitura de quem opera, ainda não tem comprador suficiente para segurar o preço sozinho.</p>
<h2 id="us-700-milhões-liquidados-mais-de-90-em-apostas-de-alta">US$ 700 milhões liquidados, mais de 90% em apostas de alta</h2>
<p>O número que melhor resume a quarta-feira é o das liquidações. Em 24 horas, o volume liquidado no mercado cripto chegou perto de <strong>US$ 700 milhões</strong>, e <strong>mais de 90%</strong> desse total estava em posições compradas — gente que apostava na alta e foi retirada da operação à força.</p>
<p>Os dados da CoinGlass compilados pelo <a href="https://blocktrends.com.br/por-que-bitcoin-caiu-abaixo-83500-outubro/">BlockTrends</a> detalham o estrago: <strong>mais de 100 mil traders</strong> liquidados, <strong>US$ 658 milhões</strong> no total, sendo <strong>US$ 218 milhões</strong> em posições compradas de ethereum e <strong>US$ 148 milhões</strong> em bitcoin. A maior liquidação individual aconteceu no par ETH/USDC da Binance, no valor de <strong>US$ 26,64 milhões</strong>. O ether caiu 5,8% no período — mais que o próprio bitcoin.</p>
<p>Há um detalhe técnico nessa queda que merece atenção, porque foge do roteiro habitual. Em correções desse tipo, o normal é o número de contratos em aberto no mercado futuro encolher, à medida que posições alavancadas são destruídas. Desta vez não foi o que aconteceu: as posições voltaram, em poucas horas, para um nível <strong>acima</strong> do que existia antes da queda. &ldquo;A alavancagem não foi reajustada, ela trocou de mão&rdquo;, resumiu Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital, ao <a href="https://www.infomoney.com.br/onde-investir/bitcoin-perde-us-83-mil-e-zera-ganhos-de-outubro-com-disparada-dos-juros-americanos/">InfoMoney</a>.</p>
<p>Na leitura gráfica do mesmo gestor, <strong>US$ 82,5 mil</strong> é o divisor de águas. Abaixo dele, o caminho técnico aponta para <strong>US$ 79 mil</strong>. Acima, com fluxo comprador aparecendo, a recompra de quem entrou vendido no fundo pode servir de combustível — e, na avaliação dele, levar o bitcoin de volta acima dos <strong>US$ 87 mil</strong>. É um cenário, não uma previsão.</p>
<p>Para dar escala: o recorde histórico do bitcoin segue em cerca de <strong>US$ 126 mil</strong>, registrado em outubro de 2025. O preço atual está aproximadamente um terço abaixo disso.</p>
<h2 id="enquanto-isso-no-brasil-o-dólar-perdeu-os-r-5">Enquanto isso, no Brasil, o dólar perdeu os R$ 5</h2>
<p>Aqui a história vira de cabeça para baixo — e começa antes, no resultado da eleição.</p>
<p>Na segunda-feira (5), primeiro pregão depois do primeiro turno, o dólar à vista caiu <strong>4,12%</strong> e fechou a <strong>R$ 5,0022</strong>, com a PTAX em <strong>R$ 4,9859</strong>, o menor nível desde 21 de maio, segundo dados do Banco Central. O Ibovespa disparou <strong>7,70%</strong>, para <strong>206.911,89 pontos</strong>, recorde de fechamento e maior alta diária desde março de 2020.</p>
<p>Na terça (6), o movimento continuou: o dólar comercial recuou para <strong>R$ 4,968</strong> (-0,66%) e o Ibovespa subiu <strong>7,85%</strong>, aos <strong>207.190 pontos</strong>, novo recorde histórico.</p>
<p>Na quarta (7), houve alguma devolução. O <a href="https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2026/10/07/fechamento-do-mercado-financeiro.amp.htm">fechamento do mercado financeiro</a> mostrou o Ibovespa em <strong>204.302,33 pontos (-0,74%)</strong>, com máxima de 206.877 e mínima de 204.176, e volume de R$ 40 bilhões. No acumulado do ano, a bolsa brasileira sobe <strong>26,8%</strong>; no mês, <strong>9,64%</strong>. O dólar comercial fechou com venda a <strong>R$ 5,0112</strong> (+0,72%), a PTAX de venda ficou em <strong>R$ 4,9935</strong> (+0,48%) e o dólar futuro de outubro foi cotado a <strong>R$ 5,0435</strong> (+0,74%).</p>
<p>Traduzindo: mesmo com o dólar tendo subido um pouco na quarta, ele passou a semana inteira <strong>abaixo de R$ 5</strong>, um nível que não se via desde maio. E é esse detalhe que muda a conta de quem compra cripto com Pix.</p>
<h2 id="o-mesmo-bitcoin-r-178-mil-mais-barato-só-por-causa-do-câmbio">O mesmo bitcoin, R$ 17,8 mil mais barato só por causa do câmbio</h2>
<p>Aqui está o ponto que quase nenhuma análise gringa vai mostrar para você.</p>
<p>A conta usa só números oficiais. A PTAX de venda — a taxa de referência do Banco Central para o dólar — estava em <strong>R$ 5,2079</strong> em 1º de outubro e caiu para <strong>R$ 4,9935</strong> em 7 de outubro, uma variação de <strong>-4,12%</strong>. Aplique as duas ao <strong>mesmo</strong> bitcoin de <strong>US$ 83.100</strong>, o preço de referência da quarta-feira: no começo do mês ele custava <strong>R$ 432.776,49</strong>; na quarta, <strong>R$ 414.959,85</strong>. São <strong>R$ 17.816,64 a menos</strong>, sem que o preço internacional tivesse caído um centavo. Foi só câmbio.</p>
<p>E o preço internacional também recuou, em outro intervalo: o bitcoin fechou a segunda-feira (5) a <strong>US$ 85.825</strong> e operava a <strong>US$ 83.100</strong> na quarta (7), recuo de <strong>3,18%</strong> em dólar. Para quem compra em reais, os dois movimentos apontam para o mesmo lado — e é por isso que a queda aparece maior na tela em reais do que na tela em dólar.</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do bitcoin</th>
          <th>Em reais (PTAX de venda de 7/10, R$ 4,9935)</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>US$ 87.000 (resistência citada)</td>
          <td>R$ 434.434,50</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>US$ 83.100 (referência de 7/10)</td>
          <td>R$ 414.959,85</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>US$ 82.500 (divisor técnico)</td>
          <td>R$ 411.963,75</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>US$ 79.000 (alvo em caso de perda)</td>
          <td>R$ 394.486,50</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>Dois números práticos para fechar a conta: com R$ 1.000, ao preço de US$ 83.100 e PTAX de R$ 4,9935, dá para comprar aproximadamente <strong>240.987 satoshis</strong> — um bitcoin é dividido em 100 milhões de satoshis. E o contrato futuro de bitcoin em reais da B3, que tem <strong>0,01 bitcoin</strong> de tamanho, equivale hoje a cerca de <strong>R$ 4.149,60</strong> por contrato. O câmbio usado em todas as contas é a PTAX de venda de 7 de outubro, do <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/fechamentodolar">Banco Central</a>, para que qualquer pessoa possa conferir a conta.</p>
<h2 id="a-agenda-das-próximas-três-semanas">A agenda das próximas três semanas</h2>
<p>São cinco datas, e cada uma mexe com um pedaço diferente da sua carteira:</p>
<ul>
<li><strong>14 de outubro</strong> — inflação ao consumidor de setembro nos Estados Unidos (CPI). É o último dado relevante antes da próxima decisão do Fed;</li>
<li><strong>25 de outubro</strong> — segundo turno da eleição presidencial brasileira, com Flávio Bolsonaro (<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-09/flavio-e-lula-vao-disputar-2o-turno-para-presidente-da-republica">47,03% no primeiro turno, 56.103.033 votos</a>) e Lula (45,16%, 53.870.724 votos) na disputa. É o evento que explica boa parte da queda do dólar e da alta da bolsa;</li>
<li><strong>27 e 28 de outubro</strong> — reunião do FOMC. A ata mostrou que a porta está aberta, mas o mercado, depois do payroll fraco, aposta majoritariamente em uma alta só em dezembro;</li>
<li><strong>30 de outubro</strong> — prazo para as exchanges que já operavam no Brasil protocolarem o pedido de autorização como <strong>PSAV</strong> (prestadora de serviços de ativos virtuais) no Banco Central, conforme a IN BCB 704. Quem protocolar dentro do prazo continua operando durante a análise; quem não protocolar precisa encerrar os serviços;</li>
<li><strong>6 de novembro</strong> — passa a valer a proibição de instituições autorizadas no país realizarem ou viabilizarem operações com prestadoras de serviços de ativos virtuais <strong>não autorizadas no Brasil</strong>. A data foi deslocada de 30 de outubro para 6 de novembro pela <a href="https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=502015">Resolução BCB 589</a>, de 23 de setembro, publicada no Diário Oficial em 25 de setembro.</li>
</ul>
<p>Essa última merece uma linha a mais, porque reorganiza o mercado. Pela Resolução BCB 589, que alterou a Resolução BCB 520/2025, além de transferir a data da vedação, passam a valer, a partir de <strong>1º de janeiro de 2027</strong>, os deveres de <strong>prova de reservas</strong> verificável e de reporte ao Banco Central sobre saldos contábeis mantidos em favor de clientes, ativos virtuais sob custódia por cliente e por ativo e ativos destinados a staking, quando o serviço for oferecido. O <a href="https://gsga.com.br/pt/informativo/banco-central-adia-a-vedacao-de-operacoes-com-prestadoras-de-servicos-de-ativos-virtuais-nao-autorizadas-e-amplia-as-informacoes-exigidas-no-regime-de-transicao">escritório GSGA</a> resume bem o efeito prático: a norma estende a supervisão do Banco Central a toda a cadeia, alcançando também as contrapartes estrangeiras com que as instituições autorizadas se relacionam.</p>
<p>O detalhe operacional que trava o setor é o volume de papel. A <a href="https://financefeeds.com/pt/brasil-cripto-prazo-30-outubro-exige-auditoria/">FinanceFeeds</a> mostrou que o pedido de autorização deixou de ser formulário e passou a exigir um relatório de asseguração razoável, no padrão NBC TO 3000, emitido por empresa de auditoria registrada na CVM, testando na prática a eficácia dos controles de prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e a sanções. Segundo estimativa da CertiK compilada pela mesma reportagem, cerca de <strong>120 prestadoras</strong> estão sujeitas ao regime de transição, com exigência de capital e patrimônio líquido que varia de <strong>R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões</strong> conforme as atividades — custódia, intermediação e corretagem têm componentes de risco diferentes, e uma plataforma que combina vários serviços tende ao teto da faixa.</p>
<p>Para dimensionar o mercado que está sendo organizado: o Brasil recebeu cerca de <strong>US$ 318,8 bilhões</strong> em valor on-chain no ano encerrado em junho de 2025, quase um terço do total da América Latina, e cerca de <strong>80%</strong> do volume declarado à Receita Federal circula em stablecoins, com o USDT respondendo por <strong>88,7%</strong> desse total. Não é nicho: é infraestrutura de pagamento rodando dentro de uma regra nova.</p>
<p>O <strong>Mercado Bitcoin</strong> já declarou que vai protocolar, dentro do prazo, tanto o pedido de autorização como PSAV quanto o de operação no mercado de câmbio, necessário para intermediar stablecoins. Com o protocolo feito a tempo, a regra de transição permite que a plataforma siga oferecendo essas operações enquanto o pedido é analisado, <a href="https://www.mercadobitcoin.com.br/blog/mb-explica/regulacao-cripto-no-brasil-o-que-muda/">explica a própria exchange</a>.</p>
<h2 id="o-que-isso-significa-para-quem-compra-com-pix">O que isso significa para quem compra com Pix</h2>
<p>Junte as duas histórias e o retrato fica mais claro.</p>
<p>A queda de quarta-feira foi um evento de <strong>derivativos</strong>: quem foi liquidado estava alavancado, e alavancagem de cripto para o varejo brasileiro deixou de existir nas corretoras que atendem residentes no país ao longo deste ano. O investidor que compra à vista, com o dinheiro que já é seu, <strong>não tem preço de liquidação</strong> — ninguém é retirado da posição por uma oscilação de madrugada, porque não existe dívida para cobrar. É a diferença estrutural entre as duas formas de se expor ao mesmo ativo.</p>
<p>A segunda história é de câmbio. Com o dólar abaixo de R$ 5, todo ativo precificado em dólar fica mais barato em reais. Foi o que aconteceu com o bitcoin nesta semana: a PTAX de venda caiu 4,12% entre 1º e 7 de outubro e, só com isso, o mesmo bitcoin de US$ 83.100 ficou R$ 17.816,64 mais barato em reais. Se você compra recorrentemente com Pix, o câmbio é uma variável tão relevante quanto o gráfico do bitcoin.</p>
<p>E há a terceira ponta, a tributária, que continua igual — e vale registrar porque muita gente ainda repete informação antiga. Seguem valendo a <strong>isenção de Imposto de Renda para vendas mensais de até R$ 35 mil</strong> e as alíquotas de <strong>15% a 22,5%</strong> sobre o ganho nas alienações acima desse limite, conforme as <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">orientações da Receita Federal</a>. O que mudou de verdade foi o rastreamento: a <strong>DeCripto</strong>, criada pela Instrução Normativa RFB 2.291/2025 e alinhada ao padrão CARF da OCDE, passou a exigir declaração mensal, com a primeira entrega em <strong>31 de agosto de 2026</strong> referente às operações de julho.</p>
<p>O caminho para quem está começando segue o mais direto possível: abrir conta em uma corretora que aceita Pix — Binance, Mercado Bitcoin, Bybit Brasil — e fazer a compra à vista, sem margem, com o ativo sob sua custódia. Um depósito em reais cai em segundos, e a conversão em bitcoin, ether ou USDT pode ser feita na mesma hora.</p>



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<p>Se você prefere uma alternativa, a <strong>Bybit Brasil</strong> continua atendendo residentes no país com negociação à vista, staking e alguns bots, com transações fiduciárias em real.</p>



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