<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>B3 on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/b3/</link><description>Recent content in B3 on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Wed, 23 Sep 2026 09:10:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/b3/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Bitcoin a US$ 87 mil e a B3 estreia o futuro de Bitcoin em dólar: agora dá para separar o preço do BTC do risco do câmbio</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-87-mil-b3-futuro-bitcoin-dolar-2026/</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 09:10:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-87-mil-b3-futuro-bitcoin-dolar-2026/</guid><description>O Bitcoin tocou US$ 87.374 na segunda (21/09), o maior preço desde janeiro, com US$ 998,95 milhões entrando nos ETFs americanos à vista — a maior entrada diária em 11 meses — e US$ 844 milhões em posições vendidas liquidadas. No mesmo dia, a B3 começou a negociar o Contrato Futuro de Bitcoin em Dólares Americanos (ticker BTC), de 0,01 Bitcoin por contrato e liquidação exclusivamente financeira, que convive com o futuro em reais (BIT). Com a PTAX de 22/09 em R$ 5,1161, uma unidade do novo contrato equivale a R$ 4.409,71 no preço da manhã, e a distância entre US$ 82.225 e US$ 87.374 vale R$ 26.342,80 por Bitcoin.</description><content:encoded><![CDATA[<h2 id="o-dia-em-que-o-bitcoin-voltou-ao-nível-de-janeiro--e-a-prateleira-da-b3-mudou">O dia em que o Bitcoin voltou ao nível de janeiro — e a prateleira da B3 mudou</h2>
<p>Na segunda-feira (21/09), o Bitcoin marcou US$ 87.374 na máxima do dia, o maior preço desde o fim de janeiro, e na terça-feira (22/09) ainda sustentava a região dos US$ 86 mil. O número que chama atenção, porém, não é o preço. É que no mesmo dia em que o Bitcoin rompia essa faixa, a B3 começou a negociar um contrato futuro de Bitcoin com cotação em dólar.</p>
<p>São duas notícias que se cruzam de um jeito específico: o preço de referência mundial subiu, e a bolsa brasileira passou a oferecer uma forma de operar esse preço sem carregar automaticamente o risco do câmbio no meio. Quem acompanha o mercado daqui costuma olhar só o valor em dólar e esquecer que o preço que aparece na sua tela, em reais, é a multiplicação de duas variáveis. A partir de 21 de setembro, existe na B3 uma forma de olhar para cada uma delas separadamente.</p>
<h2 id="o-que-empurrou-o-preço">O que empurrou o preço</h2>
<p>A alta não veio de uma notícia só. Ela veio de três forças na mesma direção, e uma delas tem tamanho registrado.</p>
<p>A primeira é dinheiro novo entrando por fundos de índice. Os ETFs americanos de Bitcoin à vista receberam US$ 998,95 milhões em entrada líquida em 21/09, segundo dados da SoSoValue — a maior entrada diária em 11 meses. O IBIT, da BlackRock, puxou com US$ 381,4 milhões; o ARKB, da ARK com a 21Shares, somou US$ 289,1 milhões; e o FBTC, da Fidelity, US$ 238,8 milhões (<a href="https://www.gate.com/pt-br/news/detail/spot-bitcoin-etfs-record-99895m-daily-inflow-largest-in-11-months-as-btc-24471440">Gate News</a>). Os ETFs de Ethereum à vista também tiveram seu melhor dia desde outubro de 2025, com US$ 269,98 milhões. Para efeito de comparação: em 15 e 16 de setembro esses mesmos fundos de Bitcoin tinham perdido US$ 746,3 milhões somados. O fluxo virou, e virou com força.</p>
<p>A segunda força é técnica. Na sexta-feira (18/09), o Bitcoin fechou a semana em US$ 81.159, acima da média móvel de 50 semanas pela primeira vez depois de 44 semanas rodando abaixo dela, e rompeu o intervalo em que estava preso entre US$ 75.000 e US$ 81.000 (<a href="https://forklog.com/en/bitcoin-tops-87000-as-1-billion-flows-into-spot-bitcoin-etfs/">ForkLog</a>).</p>
<p>A terceira força é a mais barulhenta: gente que apostou na queda e foi obrigada a desfazer a aposta. Um trader que vende a descoberto deposita garantia; se o preço sobe, a plataforma fecha a posição automaticamente e, para fechar, precisa comprar o ativo no mercado. Essa compra empurra o preço para cima, liquida a próxima posição vendida, e o ciclo se alimenta até não sobrar ninguém vendido.</p>
<p>Nas últimas 24 horas, mais de US$ 1 bilhão em posições foram liquidadas no mercado cripto, sendo US$ 844 milhões em apostas na queda, segundo a CoinGlass (<a href="https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/09/22/bitcoin-avanca-a-us-86-mil-com-demanda-e-fechamento-de-apostas-de-baixa.ghtml">Valor</a>). Só em Bitcoin, foram US$ 454 milhões em posições vendidas contra US$ 53 milhões em compradas, com cerca de 139 mil traders zerados e a maior posição individual passando de US$ 20 milhões (<a href="https://www.cointribune.com/pt-br/bitcoin-chega-a-us-87-mil-apos-forte-liquidacao-de-posicoes-vendidas/">Cointribune</a>).</p>
<h2 id="quem-comprou-de-verdade-e-quem-só-voltou-alavancado">Quem comprou de verdade, e quem só voltou alavancado</h2>
<p>Liquidação sozinha não sustenta preço. O que sustenta é comprador pagando.</p>
<p>E houve comprador. A Glassnode registrou a virada do fluxo agressivo de venda para compra nas exchanges, com volume subindo junto. O analista Nikolai Sondergaard, da Nansen, aponta que o caminho para US$ 87 mil, US$ 90 mil e depois a região de US$ 92 mil depende de a compra à vista e o fluxo de ETF continuarem chegando — sem isso, a alta vira um movimento de alavancagem. A Strategy comprou 950 Bitcoin por US$ 75,7 milhões, a um preço médio de US$ 79.670, chegando a cerca de 846 mil Bitcoin em tesouraria. E o sentimento nas redes sociais bateu o nível mais otimista desde 2024, segundo a Santiment (<a href="https://cryptoadventure.com/bitcoin-fomo-hits-highest-since-2024-as-etfs-pull-in-999m/">Crypto Adventure</a>, <a href="https://forklog.com/en/bitcoin-tops-87000-as-1-billion-flows-into-spot-bitcoin-etfs/">ForkLog</a>).</p>
<p>Do outro lado, tem um detalhe que costuma ser lido errado. O open interest — o total de contratos abertos — não caiu depois do short squeeze: subiu. Os futuros de Bitcoin chegaram a US$ 30,5 bilhões em posições abertas, alta de 5,5% em um dia, e o mercado inteiro cresceu 7,6%, para perto de US$ 156 bilhões. Ou seja, a alavancagem que foi destruída de um lado foi reposta do outro. Quando o preço sobe junto com o open interest, existe dinheiro novo apostando na continuação — e existe mais capital vulnerável se o movimento virar.</p>



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      ⚠️ Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).
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<h2 id="o-que-exatamente-começou-a-ser-negociado-na-b3">O que exatamente começou a ser negociado na B3</h2>
<p>O novo produto é o Contrato Futuro de Bitcoin em Dólares Americanos, com ticker <strong>BTC</strong>. Ele passou a ser negociado em 21/09 e o investidor não precisa comprar nem custodiar a criptomoeda — a exposição é via derivativo, dentro da infraestrutura da bolsa brasileira (<a href="https://br.beincrypto.com/b3-futuro-bitcoin-dolar-btc/">BeInCrypto Brasil</a>).</p>
<p>As regras do contrato, em português claro:</p>
<ul>
<li><strong>Tamanho</strong>: cada contrato representa 0,01 Bitcoin. Não é um Bitcoin inteiro; é um centésimo dele.</li>
<li><strong>Cotação</strong>: em dólares americanos por Bitcoin.</li>
<li><strong>Vencimento</strong>: todos os meses, sempre na última sexta-feira.</li>
<li><strong>Liquidação</strong>: exclusivamente financeira. Não há entrega de criptomoeda no vencimento — só a diferença de preço é acertada em dinheiro.</li>
<li><strong>Referência de preço</strong>: o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price – Settlement.</li>
</ul>
<p>Junto com o contrato, a B3 iniciou a negociação da Operação Estruturada de Rolagem (ticker <strong>BC1</strong>), conhecida como spread calendário, que permite trocar um contrato próximo do vencimento por outro mais distante em uma única operação, em vez de encerrar uma posição e abrir outra em duas etapas separadas. O BTC também entrou no Programa de Formador de Mercado de Futuros de Criptomoedas da B3, que prevê dez vagas para instituições que mantêm ofertas de compra e venda de forma contínua.</p>
<p>&ldquo;O investidor passa a poder escolher entre uma referência em reais ou uma cotação diretamente em dólares e, para os participantes mais sofisticados, combinar Bitcoin e câmbio em estratégias de proteção, posicionamento e arbitragem&rdquo;, diz Marcos Skistymas, diretor de Produtos Listados da B3.</p>
<p>Vale ser direto sobre o que isso também é: um produto com margem de garantia, ajustes diários e alavancagem embutida. Alavancagem amplia ganho e amplia perda na mesma proporção, e o Bitcoin é um ativo de volatilidade alta. O contrato exige conhecimento de derivativos e disciplina de risco — não é uma versão mais prática de comprar Bitcoin.</p>
<h2 id="bit-e-btc-dois-contratos-duas-exposições-diferentes">BIT e BTC: dois contratos, duas exposições diferentes</h2>
<p>O novo BTC não substitui nada. Ele convive com o Futuro de Bitcoin em reais, ticker <strong>BIT</strong>, que já existia na B3. Os dois acompanham o mesmo ativo. A diferença está na moeda de cotação.</p>
<p>O BIT carrega duas variáveis na formação do preço: a oscilação internacional do Bitcoin e o comportamento do câmbio. Mesmo que o Bitcoin fique parado em dólar, um movimento do dólar contra o real muda o valor do contrato em reais. O BTC novo tem cotação direta em dólar — a variação do real frente ao dólar não entra diretamente na formação do preço.</p>
<p>Isso abre três usos possíveis, e nenhum deles é recomendação: expressar uma visão sobre o preço internacional do Bitcoin isoladamente; combinar a posição com contratos futuros de dólar para administrar a exposição cambial em separado; e acompanhar a diferença relativa entre o futuro em reais, o futuro em dólares e o mercado de câmbio, que é onde aparecem operações de valor relativo e arbitragem.</p>
<h2 id="quanto-vale-isso-em-reais">Quanto vale isso em reais</h2>
<p>A PTAX de venda de 22/09 fechou em R$ 5,1161, alta de 0,09% sobre o dia anterior (<a href="https://trademap.com.br/noticias/news-8332121">TradeMap</a>). Com esse câmbio, os níveis que importam viram estes números:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do BTC (US$)</th>
          <th>Preço em reais (R$)</th>
          <th>1 contrato B3 em dólar (0,01 BTC)</th>
          <th>R$ 1.000 compra</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>87.374 (máxima de 21/09)</td>
          <td>447.014,12</td>
          <td>4.470,14</td>
          <td>223.707 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>86.192,88 (22/09, 11h16)</td>
          <td>440.971,39</td>
          <td>4.409,71</td>
          <td>226.772 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>85.803,36 (22/09, 10h45)</td>
          <td>438.978,57</td>
          <td>4.389,79</td>
          <td>227.802 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>84.000</td>
          <td>429.752,40</td>
          <td>4.297,52</td>
          <td>232.692 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.500</td>
          <td>422.078,25</td>
          <td>4.220,78</td>
          <td>236.923 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.225 (custo médio dos ETFs)</td>
          <td>420.671,32</td>
          <td>4.206,71</td>
          <td>237.715 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>81.159 (fechamento de 18/09)</td>
          <td>415.217,56</td>
          <td>4.152,18</td>
          <td>240.838 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>80.000</td>
          <td>409.288,00</td>
          <td>4.092,88</td>
          <td>244.327 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>75.000</td>
          <td>383.707,50</td>
          <td>3.837,08</td>
          <td>260.615 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>126.198 (recorde de 06/10/2025)</td>
          <td>645.641,59</td>
          <td>6.456,42</td>
          <td>154.885 sats</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>A leitura prática: uma unidade do novo contrato em dólar vale US$ 861,93 no preço de 11h16 de 22/09, o equivalente a R$ 4.409,71. Se o Bitcoin voltar a US$ 82.225, essa mesma unidade vale R$ 4.206,71 — diferença de R$ 203,00 por contrato em uma variação de US$ 3.967 no preço da moeda. E o mesmo R$ 1.000 que hoje compra 226.772 sats compraria 260.615 sats a US$ 75.000, uma diferença de 33.843 sats.</p>
<p>Existe ainda um detalhe que só aparece para quem opera daqui. No dia 22/09, o monitor de preços das corretoras brasileiras mostrava o Bitcoin a R$ 440.309, enquanto o preço internacional de US$ 85.803,36 convertido pela PTAX do dia daria R$ 438.978,57. A diferença de cerca de 0,30% é o espaço entre a cotação de referência e o preço praticado nas plataformas locais — em boa parte, estrutura de custo e liquidez de cada casa.</p>



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</div>

<h2 id="copom-pix-e-o-prazo-de-30-de-outubro">Copom, Pix e o prazo de 30 de outubro</h2>
<p>Três frentes mexem no bolso de quem aporta em reais nesta semana.</p>
<p><strong>A taxa de juros.</strong> O Banco Central divulgou em 22/09 a ata da última reunião do Copom, reforçando a mensagem de que vê necessidade de manter condução cautelosa da política monetária, apesar dos sinais de desaceleração da atividade e da queda recente da inflação. A reunião terminou com corte de 0,25 ponto, levando a Selic a 13,75% ao ano, e a pesquisa Focus passou a projetar 13,50% no fim do ano (<a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/dolar-hoje-abertura-fechamento-comercial-turismo-22092026/">InfoMoney</a>, <a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/copom">Copom</a>). Esse é o retorno livre de risco em reais, sem volatilidade — o número que qualquer alocação em cripto precisa superar para valer a pena.</p>
<p><strong>O caminho do dinheiro.</strong> O Pix continua sendo a via mais rápida de entrada: conta verificada com CPF e documento, opção de depósito em reais, QR Code ou chave Pix gerada pela plataforma, transferência a partir de conta de mesma titularidade — depósito de terceiro é recusado — e só então a ordem de compra. No período noturno, das 20h às 6h, transferências entre pessoas físicas ficam limitadas a R$ 1.000, a menos que o cliente peça ampliação com antecedência; no período diurno, o teto é definido por cada instituição. Guarde o comprovante do Pix, o horário da ordem e a cotação praticada.</p>
<p><strong>O prazo regulatório.</strong> As prestadoras de serviços de ativos virtuais que já operavam em 2 de fevereiro têm até 30 de outubro de 2026 para protocolar pedido de autorização no Banco Central. Até 18 de setembro, apenas cinco empresas haviam protocolado: quatro processos seguem em análise e um já foi indeferido, por problemas de documentação e por não atender ao capital mínimo exigido (<a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/09/18/bc-recebeu-so-cinco-pedidos-de-licenca-cripto-1.ghtml">Valor</a>, <a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/so-5-empresas-pediram-licenca-cripto-ao-banco-central-e-uma-ja-foi-rejeitada/">Portal do Bitcoin</a>). O número é baixo para um prazo curto, e parte do setor trabalha com a leitura de que muitos pedidos serão apresentados na reta final. O capital exigido varia de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões conforme a combinação de atividades, e plataformas estrangeiras que atendem brasileiros precisam migrar operações e clientes para uma instituição autorizada — não há previsão de continuidade do modelo só offshore. Depois do prazo, ainda será possível pedir autorização, mas quem não estava operando antes da regra só começa a funcionar depois do aval, em um processo que pode levar de dois a três anos. Vale lembrar que o Mercado Bitcoin, mesmo já tendo autorização como corretora de títulos e valores mobiliários, optou por pedir a licença para a exchange original.</p>
<p>Na parte tributária, a regra é a mesma: pessoa física que vende cripto tem isenção no mês em que o total das vendas fica em até R$ 35.000 — só o que foi vendido entra na conta. Desde 1º de julho de 2026, o DeCripto entrou em vigor, alinhando o Brasil ao padrão de troca de informações da OCDE, e operações em plataformas no exterior acima de R$ 35.000 por mês entram na declaração (<a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">Receita Federal</a>). Com o novo contrato da B3, o ponto de atenção é separar as duas coisas: operações em derivativos seguem a tributação de derivativos, com apuração sobre o lucro líquido, e não a lógica de isenção de R$ 35.000 aplicada à venda de cripto à vista.</p>
<h2 id="os-níveis-que-definem-se-isso-continua">Os níveis que definem se isso continua</h2>
<p>Do lado técnico, a referência mais citada virou o custo médio estimado dos ETFs americanos, em US$ 82.225. O Bitcoin passou oito meses abaixo desse nível, e recuperá-lo devolveu o investidor médio desses fundos ao lucro pela primeira vez desde janeiro (<a href="https://blockchainreporter.net/bitcoin-tops-86000-for-the-first-time-since-january-and-the-average-etf-buyer-is-back-in-profit/">Blockchain Reporter</a>). É um nível com motivo para existir: quem estava no empate tende a vender na primeira chance, e agora quem está no lucro decide se aumenta.</p>
<p>Acima, os alvos citados pela Nansen são US$ 87 mil, US$ 90 mil e a faixa dos US$ 92 mil. Na sexta-feira (25/09) vence o trimestral de opções, e cerca de 43% do open interest está concentrado nesse vencimento, com boa parte nos strikes de US$ 85 mil, US$ 90 mil, US$ 95 mil e US$ 100 mil (<a href="https://www.moneytimes.com.br/bom-dia-bitcoin-btc-criptomoedas-precos-hoje-rens-220926/">Money Times</a>). Vencimento concentrado costuma produzir movimento brusco perto do preço de exercício — nos dois sentidos.</p>
<p>Do lado oposto, a estrutura da alta tem uma fragilidade identificada: parte da força veio de posição vendida sendo desfeita, e posição desfeita não é comprador novo. Se o fluxo para os ETFs esfriar e o short squeeze se esgotar, não sobra nada estrutural segurando o preço nesse patamar. A referência de baixa é a faixa entre US$ 82 mil e US$ 80 mil; abaixo dela, a comparação com as tentativas fracassadas de maio e agosto volta a fazer sentido.</p>
<p>Para quem aporta em reais, o saldo dos dois dias é concreto: existe um preço de referência na tela, existe um câmbio oficial de R$ 5,1161, existe um contrato novo na B3 que permite separar as duas variáveis, e existe um prazo regulatório em 30 de outubro que vai redesenhar quais plataformas continuam operando no país. O resto é volatilidade — e a velocidade desta semana mostrou que ela corre nos dois sentidos.</p>
<p><em>Conteúdo jornalístico e educacional. Criptoativos e derivativos são de alto risco, envolvem alavancagem e não contam com garantia do FGC. Confira os termos e as taxas da plataforma escolhida antes de operar.</em></p>
]]></content:encoded></item><item><title>DIGY11 Chega à B3: o Primeiro ETF de Renda Mensal com Tesourarias de Bitcoin Paga CDI + 3% a 5% — e a Selic Acabou de Cair para 13,75%</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/digy11-etf-renda-mensal-b3-bitcoin-selic-cdi-2026/</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 09:10:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/digy11-etf-renda-mensal-b3-bitcoin-selic-cdi-2026/</guid><description>O DIGY11 estreou na B3 em 15/09 com distribuições mensais em reais, carteira de ações preferenciais da Strategy (STRC) e da Strive (SATA) e estimativa de CDI + 3% a 5% ao ano. Dois dias depois o Copom cortou a Selic para 13,75%. Veja como o produto funciona, quanto o real rende por mês, os níveis de Bitcoin em reais pela PTAX de R$ 5,1575 e a tributação.</description><content:encoded><![CDATA[<p>A B3 tocou o sino em São Paulo na terça-feira, <strong>15 de setembro</strong>, para o <strong>DIGY11</strong> — o primeiro ETF listado na bolsa brasileira dedicado a ações preferenciais internacionais de companhias que carregam bitcoin em tesouraria. Dois dias depois, em <strong>16 de setembro</strong>, o Copom cortou a Selic para <strong>13,75% ao ano</strong>: o quinto corte consecutivo, <strong>1,25 ponto</strong> desde março. O piso da renda prometida pelo produto novo desceu na mesma semana em que ele nasceu.</p>
<p>A promessa é <strong>CDI mais 3% a 5% ao ano</strong>, distribuído em reais, todo mês. O Copom acabou de tirar <strong>0,25 ponto</strong> da base desse CDI. A pergunta que importa, então, não é se o produto existe — é quanto o real rende por mês, quanto o fundo cobra, onde o dinheiro está concentrado e o que o investidor abre mão ao trocar a renda fixa de 13,75% por uma cota nova na B3.</p>
<h2 id="o-que-o-digy11-é-em-uma-frase-renda-em-dólar-empacotada-em-real">O que o DIGY11 é, em uma frase: renda em dólar empacotada em real</h2>
<p>O fundo <strong>não compra bitcoin</strong>. Ele compra a renda distribuída por empresas que já carregam bitcoin nos balanços. A carteira inicial é formada por ações preferenciais <strong>perpétuas</strong> — papéis que pagam distribuição recorrente e não têm data de vencimento — emitidas pela <strong>Strategy</strong>, por meio do <strong>STRC</strong>, e pela <strong>Strive</strong>, por meio do <strong>SATA</strong>. Os valores recebidos em dólar são convertidos e pagos aos cotistas em reais, mensalmente, depois das despesas do fundo.</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Item</th>
          <th>Dado</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>Estreia</td>
          <td>15 de setembro de 2026, com cerimônia de toque do sino na sede da B3, em São Paulo</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Carteira inicial</td>
          <td>ações preferenciais da Strategy (STRC) e da Strive (SATA), com o STRC na maior parcela — cerca de <strong>95% em STRC</strong> e <strong>5% em SATA</strong>, conforme divulgado no anúncio do produto</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Estruturador e distribuidor</td>
          <td>Itaú BBA</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Gestão</td>
          <td>3R Investimentos</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Índice de referência</td>
          <td>MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index (MarketVector é do grupo VanEck)</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Administração fiduciária</td>
          <td>Banco Daycoval</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Taxa de administração</td>
          <td><strong>0,90% ao ano</strong></td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Distribuições</td>
          <td>mensais, em reais, depois das despesas do fundo</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Proteção cambial</td>
          <td>contratos de câmbio de um mês, renovados mensalmente, com rebalanceamento trimestral</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Liquidez</td>
          <td>diária, na B3, em reais</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>FGC</td>
          <td><strong>não conta com garantia do Fundo Garantidor de Créditos</strong></td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>Essas informações estão na <a href="https://www.oranjebtc.com/digy11">página oficial do produto</a> e foram confirmadas no dia da estreia. A <a href="https://livecoins.com.br/digy11-etf-da-oranjebtc-focado-em-acoes-preferenciais-do-ecossistema-bitcoin-estreia-na-b3/">cobertura da Livecoins</a> registra a composição inicial e a presença dos parceiros na cerimônia; o <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/09/15/oranjebtc-lana-etf-tendo-ita-bba-como-estruturador-e-distribuidor.ghtml">Valor Econômico</a> reporta o pagamento mensal em reais e o Itaú BBA como estruturador e distribuidor.</p>
<p>Duas frases do próprio material do fundo definem o que ele é e o que ele não é: o DIGY11 <strong>não investe diretamente em Bitcoin</strong> e <strong>não busca reproduzir a rentabilidade</strong> do bitcoin. Ele captura renda de instrumentos emitidos por companhias com reservas relevantes da moeda.</p>
<h2 id="digital-credit-a-categoria-que-ganhou-trilho-em-reais">Digital Credit: a categoria que ganhou trilho em reais</h2>
<p>O STRC e o SATA não são ações ordinárias. São preferenciais perpétuas desenhadas para pagar renda recorrente em dólar, e o segmento ganhou escala. O STRC passou de <strong>US$ 10 bilhões</strong> em valor nocional, com volume médio diário de aproximadamente <strong>US$ 160 milhões</strong> nos últimos 30 dias, segundo os números divulgados pela OranjeBTC. O dividendo anualizado é de <strong>12%</strong> no STRC e <strong>13%</strong> no SATA, conforme as divulgações dos emissores.</p>
<p>O dado que sustenta a tese de cobertura é o seguinte: para cada <strong>US$ 1</strong> distribuído por ano, os emissores da carteira mantêm aproximadamente <strong>US$ 28 em bitcoin</strong> e <strong>US$ 2 em caixa</strong>. O bitcoin fica no balanço das empresas e <strong>não é dado em garantia</strong> aos preferencialistas — quem compra a preferencial não empresta bitcoin, compra um direito de renda sobre uma empresa que o acumula.</p>
<p>O índice que o fundo segue tem regra de entrada objetiva: só entram preferenciais perpétuas de emissores com mais de <strong>50% dos ativos em bitcoin</strong> e pelo menos <strong>4.000 BTC</strong> em tesouraria, com filtros adicionais de liquidez, robustez de balanço, alavancagem, volatilidade e cobertura. Michael Saylor, fundador da Strategy, classificou o segmento como <strong>&ldquo;Digital Credit&rdquo;</strong> e descreveu a categoria como uma nova classe de ativos dentro da economia digital.</p>
<p>A idealizadora é a <strong>OranjeBTC</strong>, companhia brasileira de tesouraria em bitcoin listada na B3 desde outubro de 2025 sob o ticker <strong>OBTC3</strong>. O DIGY11 é o primeiro produto financeiro do tipo que ela leva ao mercado fora do próprio balanço.</p>



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<h2 id="o-problema-da-conta-o-cdi-está-caindo-e-a-estimativa-é-cdi--3-a-5">O problema da conta: o CDI está caindo e a estimativa é CDI + 3% a 5%</h2>
<p>A estimativa divulgada é de <strong>CDI mais 3 a 5 pontos percentuais ao ano</strong>, líquida de custos, com o objetivo de distribuições mensais em reais. Essa estimativa <strong>não considera a variação do valor das cotas</strong>: é renda de distribuição, não rentabilidade total do investimento.</p>
<p>Quando o produto foi anunciado, em <strong>12 de agosto</strong>, a referência de CDI usada era de <strong>14,15% ao ano</strong>. Desde então o Copom cortou a Selic duas vezes — em agosto, para <strong>14,00%</strong>, e em 16 de setembro, para <strong>13,75%</strong>. Com a referência de CDI em torno de <strong>13,65% ao ano</strong>, a conta fica assim:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Cenário</th>
          <th style="text-align: right">Rendimento anualizado</th>
          <th style="text-align: right">R$ 10.000 rendem</th>
          <th style="text-align: right">Equivalente mensal</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>100% do CDI (renda fixa de referência)</td>
          <td style="text-align: right">13,65%</td>
          <td style="text-align: right">R$ 1.365</td>
          <td style="text-align: right">R$ 113,75</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Estimativa DIGY11 — CDI + 3 p.p.</td>
          <td style="text-align: right">16,65%</td>
          <td style="text-align: right">R$ 1.665</td>
          <td style="text-align: right">R$ 138,75</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Estimativa DIGY11 — CDI + 5 p.p.</td>
          <td style="text-align: right">18,65%</td>
          <td style="text-align: right">R$ 1.865</td>
          <td style="text-align: right">R$ 155,42</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>O mecanismo é simples e é o ponto que separa promessa de contrato. A taxa de administração é fixa, de <strong>0,90% ao ano</strong>. O prêmio sobre o CDI é um alvo, não uma cláusula: se a base cai, o prêmio em pontos percentuais continua igual e o valor em reais encolhe. Entre o anúncio e a estreia, a base caiu cerca de <strong>0,50 ponto percentual</strong> em dois encontros do Copom.</p>
<p>O pano de fundo do corte é este, segundo o próprio Banco Central: a inflação de agosto caiu <strong>0,32%</strong> no mês e ficou em <strong>4,22%</strong> em 12 meses. As projeções do Boletim Focus para 2026 e 2027 estão em <strong>4,9%</strong> e <strong>4,3%</strong>, ambas acima da meta. A projeção do Copom para o primeiro trimestre de 2028 — o horizonte relevante da política monetária — é de <strong>3,2%</strong>. A decisão foi unânime. Foi o primeiro corte de juros do Banco Central às vésperas de uma eleição em duas décadas, e o primeiro turno está marcado para <strong>4 de outubro</strong>. Os documentos oficiais estão em <a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/copom">publicações do Copom</a>.</p>
<p>A conclusão é afirmativa, não condicional: quem compra o DIGY11 está comprando um prêmio de crédito e uma tese de renda em dólar, e assume o risco de a base do CDI continuar descendo a cada 45 dias.</p>
<h2 id="o-risco-é-concentração-e-ele-tem-nome-95-em-um-único-emissor">O risco é concentração, e ele tem nome: 95% em um único emissor</h2>
<p>A carteira inicial é, na prática, uma aposta em um papel só: cerca de <strong>95% em STRC</strong>. O destino do fundo fica amarrado à capacidade da Strategy de sustentar a distribuição da preferencial perpétua. Preferencial perpétua não vence: o pagamento depende de decisão de distribuição do emissor, não do calendário de um devedor tradicional. Se a distribuição for reduzida, o fundo recebe menos e distribui menos.</p>
<p>Não há cobertura do FGC neste produto. O investidor carrega risco de crédito do emissor, risco de mercado e risco de liquidez da cota, e nenhum deles é segurado pelo Fundo Garantidor de Créditos.</p>
<p>E há um ponto que costuma ser lido errado: o DIGY11 <strong>não participa da alta do bitcoin linha a linha</strong>. Ele captura renda. Se o setor de tesourarias corporativas cair de humor, a cota pode cair junto sem que o pagamento mensal acompanhe o preço do bitcoin.</p>



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<h2 id="bitcoin-a-us-81-mil-onde-o-preço-está-e-o-que-isso-vale-em-reais">Bitcoin a US$ 81 mil: onde o preço está e o que isso vale em reais</h2>
<p>A sexta-feira, <strong>18 de setembro</strong>, fechou com o Bitcoin acima dos <strong>US$ 80.000</strong>: alta de aproximadamente <strong>6%</strong> no dia, máxima intradiária de <strong>US$ 81.238</strong> e fechamento perto de <strong>US$ 80.800</strong>. Em 19 de setembro, por volta de <strong>06:38 UTC</strong>, a moeda era negociada a <strong>US$ 81.043</strong>, subindo <strong>4,58%</strong> em 24 horas — o primeiro período sustentado acima dos US$ 80 mil desde <strong>7 de setembro</strong>, segundo a <a href="https://cointelegraph.com.br/markets/bitcoin-hits-81k-as-us-bond-yields-rebound-on-global-oil-woes">cobertura do Cointelegraph Brasil</a>.</p>
<p>O combustível da alta foi mecânico, e isso importa para quem está decidindo agora. Aproximadamente <strong>US$ 238 milhões</strong> em posições short de Bitcoin foram liquidadas e cerca de <strong>US$ 470 milhões</strong> em posições vendidas do mercado cripto como um todo foram encerradas à força em 24 horas. No mesmo dia, os ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos registraram <strong>US$ 159,5 milhões</strong> de entrada, depois de <strong>US$ 520 milhões</strong> de saída no início da semana. É compra forçada de quem estava posicionado no lado errado somada a fluxo institucional que voltou — movimento real de preço, indicador fraco do próximo passo.</p>
<p>No cenário macro, o Fed subiu os juros em <strong>16 de setembro</strong>, para <strong>3,75%-4,00%</strong>, o Banco do Japão elevou a taxa para <strong>1,25%</strong> por 7 votos a 2, e o rendimento do Treasury de 30 anos tocou <strong>5,34%</strong>. O bitcoin subiu no meio do aperto.</p>
<p>Os níveis que decidem a continuidade são objetivos: <strong>US$ 82.200</strong> é a resistência que precisa ser rompida em fechamento diário; acima dela, as referências são <strong>US$ 85.000</strong> e depois a média móvel de 100 dias, perto de <strong>US$ 88.000</strong>. Em baixo, a média exponencial de 20 dias em <strong>US$ 77.162</strong> é o primeiro suporte, e a média exponencial de 200 dias, em aproximadamente <strong>US$ 73.077</strong>, marcaria a falha do rompimento.</p>
<p>Convertendo pela <strong>PTAX de venda do Banco Central de 18 de setembro de 2026, R$ 5,1575 por dólar</strong>, sem spread e sem taxa de corretora:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do Bitcoin (US$)</th>
          <th style="text-align: right">Preço em reais</th>
          <th style="text-align: right">BTC com R$ 1.000</th>
          <th style="text-align: right">BTC com R$ 10.000</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>EMA de 200 dias — US$ 73.077</td>
          <td style="text-align: right">R$ 376.894,63</td>
          <td style="text-align: right">0,00265327 BTC</td>
          <td style="text-align: right">0,02653261 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>EMA de 20 dias — US$ 77.162</td>
          <td style="text-align: right">R$ 397.963,01</td>
          <td style="text-align: right">0,00251280 BTC</td>
          <td style="text-align: right">0,02512796 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Fechamento de 18/09 — US$ 80.800</td>
          <td style="text-align: right">R$ 416.726,00</td>
          <td style="text-align: right">0,00239966 BTC</td>
          <td style="text-align: right">0,02399658 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Marca de 19/09 — US$ 81.043</td>
          <td style="text-align: right">R$ 417.979,27</td>
          <td style="text-align: right">0,00239246 BTC</td>
          <td style="text-align: right">0,02392463 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Máxima de 18/09 — US$ 81.238</td>
          <td style="text-align: right">R$ 418.984,98</td>
          <td style="text-align: right">0,00238672 BTC</td>
          <td style="text-align: right">0,02386720 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Resistência — US$ 82.200</td>
          <td style="text-align: right">R$ 423.946,50</td>
          <td style="text-align: right">0,00235879 BTC</td>
          <td style="text-align: right">0,02358788 BTC</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>O mesmo <strong>R$ 1.000</strong> compra <strong>251.280 satoshis</strong> na linha da EMA de 20 dias e <strong>235.879 satoshis</strong> na linha da resistência de US$ 82.200 — uma diferença de <strong>15.401 satoshis</strong>, cerca de <strong>6,4%</strong>, decidida por um intervalo de <strong>US$ 5.038</strong> na cotação. Com <strong>R$ 10.000</strong> no nível de US$ 81.043, a compra é de <strong>0,02392463 BTC</strong>. A cotação de referência está nas <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/historicocotacoes">cotações oficiais do Banco Central</a>.</p>
<h2 id="pix-limite-noturno-e-o-caminho-para-o-bitcoin-direto">Pix, limite noturno e o caminho para o Bitcoin direto</h2>
<p>Para a parte da carteira que vai para preço, e não para renda, o trilho é o Pix. No período <strong>diurno, entre 6h e 20h</strong>, o limite de transferência para pessoa física é definido pela sua instituição. No período <strong>noturno, entre 20h e 6h</strong>, o limite de transferência a outra pessoa física é de <strong>R$ 1.000</strong>, salvo solicitação expressa do usuário. O início do período noturno pode ser deslocado das 20h para as <strong>22h</strong>, e o pedido passa a valer entre <strong>24 e 48 horas</strong> depois de registrado no aplicativo do banco.</p>
<p>O roteiro de aporte é curto: valide a conta com CPF e documento, entre em <strong>Depositar</strong>, escolha <strong>BRL</strong> e <strong>Pix</strong>, gere o QR Code ou copie a chave, envie do aplicativo do banco a partir de <strong>conta com o mesmo CPF</strong> — depósito de terceiro é recusado — e, com o saldo creditado, abra o par <strong>BTC/BRL</strong> e execute com ordem limitada. Depósito por Pix costuma ser gratuito e cai em segundos, 24 horas por dia, todos os dias. Guarde comprovante do Pix, ordem executada com data e hora, tarifa e cotação em reais.</p>
<p>Bitcoin direto é exposição a preço. DIGY11 é renda de distribuição. Não são substitutos: quem quer capturar o rompimento de US$ 82.200 não encontra isso no ETF, e quem quer renda mensal em reais com proteção cambial não encontra isso comprando satoshi na tela.</p>
<h2 id="tributação-o-etf-não-tem-a-isenção-de-r-20-mil">Tributação: o ETF não tem a isenção de R$ 20 mil</h2>
<p>Nos <strong>ETFs de renda variável</strong> não existe a isenção de <strong>R$ 20 mil por mês</strong> nas vendas que existe para ações. Qualquer venda com lucro é tributada. As alíquotas são de <strong>15%</strong> em operação comum e <strong>20%</strong> em day trade, com recolhimento mensal por <strong>DARF</strong> até o <strong>último dia útil do mês seguinte</strong> ao da operação — as regras estão no <a href="https://www.b3.com.br/pt_br/noticias/passo-a-passo.htm">passo a passo da B3</a>. Os ganhos tributáveis são informados na aba de operações comuns/day trade e o imposto pago é lançado na ficha de imposto pago ou retido na fonte.</p>
<p>As distribuições mensais do fundo aparecem no <strong>informe de rendimentos</strong> do administrador; confira ali a natureza do valor antes de declarar. Para o Bitcoin comprado direto, a regra é outra: <strong>R$ 35.000</strong> em alienações de criptoativos no mês, considerando o <strong>conjunto das vendas</strong> da pessoa física, com isenção do ganho de capital dentro desse teto. Compra não consome o teto; venda, permuta e outras formas de alienação consomem. A orientação oficial está na <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">Receita Federal</a>.</p>
<h2 id="o-que-fazer-com-isso-na-segunda-feira">O que fazer com isso na segunda-feira</h2>
<p>O DIGY11 resolve um problema que o investidor brasileiro antes tinha de resolver abrindo conta no exterior: transformar renda em dólar do setor de tesourarias de bitcoin em distribuição mensal em reais, com proteção cambial, negociada na B3, sem giro de câmbio próprio. O CFO da OranjeBTC resumiu o ganho operacional: o investidor não precisa abrir conta fora, fazer câmbio nem escolher papel por papel.</p>
<p>O preço dessa conveniência é conhecido: concentração em um papel só, ausência de cobertura do FGC e uma estimativa cujo alvo é um prêmio sobre uma base que o Copom está derrubando 0,25 ponto a cada 45 dias.</p>
<p>A conta a fazer não é &ldquo;ETF ou bitcoin&rdquo;. É quanto do seu capital vai para renda e quanto vai para preço. Quem tem <strong>13,75% de Selic</strong> na mesa convive com o custo de oportunidade mais alto entre as grandes economias emergentes — e a decisão de alocar fora da renda fixa agora precisa ser deliberada, com tamanho de posição definido antes de qualquer compra.</p>



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