<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Bitybank on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/bitybank/</link><description>Recent content in Bitybank on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Sat, 03 Oct 2026 08:45:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/bitybank/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>A Bity saiu do varejo no Brasil e 850 mil clientes têm até 25 de novembro para decidir o destino do saldo: os três prazos, a conversão automática em reais e como checar se a sua corretora vai ficar</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bity-encerra-operacoes-mercado-bitcoin-prazos-conversao-2026/</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 08:45:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bity-encerra-operacoes-mercado-bitcoin-prazos-conversao-2026/</guid><description>A Bity anunciou nesta sexta (2/10) o fim dos serviços de cripto para terceiros no Brasil e fechou acordo com o Mercado Bitcoin para receber seus 850 mil clientes e mais de R$ 1 bilhão sob custódia. Veja os prazos de 25 e 27 de novembro, o que acontece com quem não fizer nada, as quatro saídas possíveis e como verificar se a sua plataforma entrou no processo de autorização do Banco Central.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Sexta-feira, 2 de outubro, 9h35 da manhã em São Paulo: a <strong>Bity</strong> — dona do app Bitybank e do Bitypreço — anunciou que encerra os serviços de cripto para terceiros no Brasil e fechou acordo com o <strong>Mercado Bitcoin</strong> para receber sua base de clientes. São cerca de <strong>850 mil usuários</strong> e mais de <strong>R$ 1 bilhão em ativos sob custódia</strong>, segundo o <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/10/02/mercado-bitcoin-fecha-acordo-para-receber-clientes-da-bity-no-brasil.ghtml">Valor Econômico</a>. É a terceira plataforma em poucas semanas a mandar clientes para o MB, e o recado que chega ao investidor brasileiro é direto: <strong>a régua regulatória de 30 de outubro já está cortando o mercado — e quem tem saldo em plataforma que não se mexeu precisa tomar uma decisão antes de dezembro.</strong></p>
<h2 id="o-que-a-bity-anunciou-exatamente">O que a Bity anunciou, exatamente</h2>
<p>A Bity opera no país desde 2018 e foi o primeiro marketplace de criptomoedas da América Latina. Com o acordo, a empresa muda o foco: mantém apenas a vertical de negociação com recursos próprios e encerra <strong>BityPreço, BityBank e BityPayments</strong>.</p>
<p>“Nós temos outras verticais que não dependem de licença para funcionar. Mas todos os outros produtos que ofereciam serviços para terceiros, envolvendo criptomoedas, serão encerrados”, disse ao Valor o fundador e CEO <strong>Valdiney Pimenta</strong>. A empresa confirmou que <strong>não vai pedir autorização como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV)</strong> ao Banco Central: “Não pedir a autorização como PSAV é uma decisão sobre as prioridades da Bity, e não sobre o mercado.”</p>
<p>No comunicado enviado aos clientes, a Bity cita as <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/ativosvirtuais">Resoluções BCB 519, 520 e 521</a> — que desde fevereiro exigem autorização prévia do BC de quem intermedia, custodia ou faz corretagem de ativos virtuais para terceiros — e afirma que, após avaliar as alternativas ao longo de 2026, decidiu concentrar capital e estrutura em outras frentes. A saída não começou agora: em <strong>14 de setembro</strong> a empresa já havia encerrado o cartão de criptomoedas, com clientes direcionados à Kast.</p>
<h2 id="os-três-prazos-que-valem-dinheiro">Os três prazos que valem dinheiro</h2>
<p>Quem tem saldo na Bity precisa olhar o calendário — e não são meses de folga:</p>
<ul>
<li><strong>25 de novembro</strong>: última data para vender os ativos na plataforma, transferi-los para uma carteira externa ou <strong>migrar a conta para o Mercado Bitcoin</strong>.</li>
<li><strong>27 de novembro</strong>: os criptoativos que ainda estiverem na plataforma são <strong>convertidos em reais a preço de mercado</strong> e o saldo fica disponível na conta.</li>
<li><strong>29 de novembro</strong>: prazo para a transferência dos saldos em criptomoedas dentro da migração para o MB e para usar as condições de boas-vindas — período ampliado de taxa zero na compra e venda, renda fixa digital, staking e atendimento dedicado para carteiras maiores, <a href="https://valorinveste.globo.com/mercados/cripto/noticia/2026/10/02/mercado-bitcoin-fecha-parceria-com-bity-para-receber-clientes-veja-como-sera-a-migracao.ghtml">segundo a parceria anunciada</a>.</li>
</ul>
<p>O ponto que passa batido é o <strong>27 de novembro</strong>. Conversão automática é <strong>venda</strong>: você deixa de ter Bitcoin e passa a ter reais, na cotação daquele dia, sem escolher o momento. Quem tem prejuízo acumulado no ativo passa a ter o prejuízo realizado — e quem tem lucro precisa olhar o imposto, que segue a regra de <a href="/posts/imposto-criptomoedas-brasil-2026/">ganho de capital em criptoativos</a>. Já a transferência de cripto entre contas e carteiras da mesma pessoa não é evento de venda.</p>
<p>Esse roteiro é idêntico ao que aconteceu com a <a href="/posts/novadax-fim-saques-cripto-30-setembro-conversao-automatica-reais-2026/">NovaDAX em 30 de setembro</a>: saques em cripto encerrados e o que sobrou convertido em reais. É o padrão da nova fase do mercado brasileiro.</p>
<h2 id="você-não-é-obrigado-a-migrar--são-quatro-saídas">Você não é obrigado a migrar — são quatro saídas</h2>
<p>A migração para o Mercado Bitcoin <strong>não é obrigatória</strong>. Roberto Dagnoni, chairman e CEO do MB, resumiu a promessa da casa: “Nosso compromisso é que os clientes da Bity tenham uma transição simples e segura.” A negociação entre as duas empresas durou cerca de quatro meses. O que o cliente pode fazer até 25 de novembro:</p>
<ol>
<li><strong>Migrar para o Mercado Bitcoin</strong>, aceitando as condições de boas-vindas e mantendo a posição sem evento de venda.</li>
<li><strong>Transferir os criptoativos para outra corretora</strong> que esteja no processo de autorização do BC, e o saldo em reais via Pix. O mercado oferece alternativas além da indicada, e a <a href="https://brasilbitcoin.com.br/blog/bity-encerra-opcoes-alem-do-mercado-bitcoin/">comparação de caminhos já circula entre os próprios players</a>.</li>
<li><strong>Levar para uma carteira de autocustódia</strong>, assumindo você mesmo a guarda das chaves. Aqui valem as regras de sempre: <a href="/posts/carteira-quente-vs-fria-guia-2026/">carteira quente x carteira fria</a> e o cuidado absoluto com a <a href="/posts/o-que-e-seed-phrase-proteger-frase-recuperacao-2026/">frase de recuperação</a> — quem perde a seed perde o saldo, e ninguém devolve.</li>
<li><strong>Vender e sacar em reais</strong>, usando Pix para levar o dinheiro para o banco, no passo a passo de <a href="/posts/como-vender-criptomoedas-sacar-brl-pix-2026/">como vender cripto e sacar em BRL</a>.</li>
</ol>
<p>Quem quer manter a custódia em plataforma regulada tem hoje uma porta adicional: o <strong>Nubank Cripto</strong> passou a permitir <strong>saques on-chain</strong> de BTC, ETH, SOL e USDC para carteiras externas, <a href="https://international.nubank.com.br/pt-br/consumidores/nubank-zera-as-taxas-de-compra-de-bitcoin-no-bitcoin-pizza-day/">segundo a própria instituição</a> — ou seja, dá para sair do banco digital para uma carteira própria quando for conveniente. Antes de escolher destino, vale comparar <a href="/posts/mercado-bitcoin-taxas-limites-guia-2026/">taxas, limites e condições do Mercado Bitcoin</a>.</p>
<h2 id="por-que-isso-está-acontecendo-agora-a-régua-de-30-de-outubro">Por que isso está acontecendo agora: a régua de 30 de outubro</h2>
<p>O pano de fundo é uma data. As regras para PSAVs estão em vigor desde <strong>2 de fevereiro de 2026</strong> e as empresas que já operavam naquela data têm até <strong>30 de outubro</strong> para protocolar o pedido de autorização no Banco Central, permanecendo ativas durante a análise. Depois do prazo, ainda é possível pedir autorização — mas o novo entrante só começa a operar depois do aval, num processo que pode levar de <strong>dois a três anos</strong>, <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/09/18/bc-recebeu-so-cinco-pedidos-de-licenca-cripto-1.ghtml">conforme apurou o Valor</a>. Bancos, corretoras de valores e instituições já autorizadas seguem outro rito, apenas de comunicação.</p>
<p>E o número que explica a onda de saídas: <strong>até 18 de setembro, apenas cinco empresas haviam protocolado o pedido</strong> — quatro em análise e uma indeferida por falhas de documentação e capital mínimo insuficiente. O capital mínimo exigido fica entre <strong>R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões</strong>, em faixas definidas pela atividade da empresa. A primeira instituição que o BC listou publicamente como “em processo de autorização” foi a <strong>Onda Finance</strong>, no <a href="https://www.letsmoney.com.br/cripto/bc-primeira-empresa-cripto-autorizacao/">Comunicado nº 45.986</a>, em 21 de setembro — uma empresa de stablecoins e remessas internacionais.</p>
<p>O calendário do setor, portanto, é este: <strong>30 de outubro</strong> para o pedido de autorização; <strong>6 de novembro</strong> para a vedação, trazida pela Resolução BCB 589, de instituições autorizadas operarem com prestadoras não autorizadas no país; e <strong>1º de janeiro de 2027</strong> para os reportes de saldos de clientes, custódia, provas de reservas e staking, além da retenção cautelar de até 24 horas em envios para o exterior e para carteiras autocustodiadas, <a href="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21267/nota">segundo a nota oficial do BC</a>.</p>
<h2 id="como-checar-se-a-sua-corretora-vai-ficar">Como checar se a sua corretora vai ficar</h2>
<p>Antes de escolher onde guardar o saldo, faça cinco verificações. Leva menos de meia hora e evita repetir a situação da Bity com outro nome:</p>
<ol>
<li><strong>Procure o nome da plataforma nos comunicados do BC.</strong> A <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/ativosvirtuais">página de ativos virtuais do Banco Central</a> reúne as normas e os comunicados do regime de autorização.</li>
<li><strong>Pergunte ao suporte, por escrito, se a empresa protocolou o pedido de PSAV e em que data.</strong> A resposta por e-mail ou chat vale como registro.</li>
<li><strong>Confirme a segregação patrimonial</strong>: os seus criptoativos não podem responder por dívidas da empresa. Isso é exigência da Resolução 520.</li>
<li><strong>Teste um saque pequeno.</strong> Retirar uma fração dos ativos para outra corretora ou para a sua carteira hoje mostra, na prática, se o processo funciona — e não no dia em que você precisar.</li>
<li><strong>Não deixe saldo parado sem resposta.</strong> Se a plataforma não confirmar o pedido até 30 de outubro, o prazo do dinheiro passa a ser o dela, não o seu.</li>
</ol>
<h2 id="o-que-mudou-no-radar-do-coaf-em-outubro">O que mudou no radar do Coaf em outubro</h2>
<p>Para quem vai movimentar valores maiores nessa transição, há uma mudança que entrou em vigor em <strong>1º de outubro</strong>: a Resolução BCB 588 passou a exigir <strong>comunicação específica ao Coaf</strong> das transferências de ativos virtuais de ou para <strong>carteiras autocustodiadas</strong> em valor igual ou superior a <strong>US$ 10 mil</strong>. O dever é da corretora, não do cliente; a norma <strong>não proíbe</strong> a operação e <strong>não fixa teto</strong> para ela — muda o registro, não o direito de guardar os próprios ativos. O detalhamento está em <a href="/posts/coaf-autocustodia-10-mil-dolares-banco-central-outubro-2026/">autocustódia e Coaf: o que muda</a>.</p>
<p>E há uma novidade recente e favorável: a <strong>Resolução BCB 591</strong>, publicada no fim de setembro, <strong>ampliou o prazo de comunicação</strong>. A obrigação segue valendo para as operações feitas desde 1º de outubro, mas as transferências de <strong>outubro a dezembro de 2026</strong> só precisam ser comunicadas ao Coaf no <strong>primeiro dia útil de janeiro de 2027</strong> — o mesmo vale para câmbio com moeda estrangeira em espécie a partir de US$ 10 mil, <a href="https://www.letsmoney.com.br/cripto/bc-coaf-cripto-10-mil-autocustodia/">como detalhou o Let&rsquo;s Money</a> com base na norma publicada pelo <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?numero=591&amp;tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20BCB">Banco Central</a>.</p>
<h2 id="o-mercado-em-cima-disso">O mercado em cima disso</h2>
<p>O movimento acontece num dia de alívio. Na sexta-feira (2), o <strong>bitcoin subia 3,4% em 24 horas, a US$ 86.124</strong>, e era negociado no Brasil a <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/10/02/bitcoin-sobe-35percent-e-volta-a-superar-us-86-mil-com-payroll-fraco-e-entrada-em-etfs.ghtml"><strong>R$ 450.111</strong></a>, com o relatório de emprego americano mostrando apenas <strong>29 mil vagas em setembro</strong>, contra 84 mil esperadas, e desemprego em 4,2%. Os <strong>ETFs à vista</strong> de bitcoin voltaram a captar: <strong>US$ 102,7 milhões</strong> em 1º de outubro. Solana subia 4,1% (US$ 121,79), XRP avançava 3,1% (US$ 1,53), o ether ganhava 2% (US$ 2.730,14) e a BNB, 1,6% (US$ 778,83).</p>
<p>Do outro lado do balcão, a pressão foi grande: as <a href="https://www.moneytimes.com.br/bom-dia-bitcoin-btc-criptomoedas-precos-hoje-rens-021026/">liquidações de posições vendidas passaram de US$ 240 milhões</a> nas últimas 24 horas, com o preço rompendo uma parede de liquidez de ordens de venda que o levou perto de <strong>US$ 87,8 mil</strong>. É o tipo de dia em que decidir às pressas sai caro — e é exatamente por isso que os prazos da Bity merecem ser tratados com calma e antecedência, não no último dia útil de novembro.</p>
<h2 id="como-o-brasileiro-se-posiciona">Como o brasileiro se posiciona</h2>
<p>Consolidação de corretoras não é o fim do mercado: é a troca de um mercado informal por um mercado com regra, capital mínimo, segregação de patrimônio e contraparte fiscalizada. Quem sai ganhando é o investidor que escolhe onde deixar o dinheiro com critério — e que não confunde a data de vencimento de uma plataforma com a sua própria tese.</p>
<p>Para quem quer começar ou continuar comprando com o cadastro mais simples e depósito por <strong>Pix</strong>, a porta de entrada mais usada pelos brasileiros segue sendo a <strong>Binance</strong>, que aceita reais, tem taxa competitiva e liquidez profunda em BTC, ETH, SOL e stablecoins.</p>



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      ⚠️ Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).
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<p>Se a ideia é <strong>dividir a custódia</strong> entre mais de uma plataforma — o que faz todo sentido depois de ver três corretoras saírem do varejo em um mês —, a <strong>Bybit</strong> também atende o investidor brasileiro, aceita Pix e permite manter posições separadas da sua corretora principal.</p>



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<p><em>Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas envolvem riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).</em></p>
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