<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Chainalysis on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/chainalysis/</link><description>Recent content in Chainalysis on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Fri, 25 Sep 2026 09:15:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/chainalysis/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Brasil é o nº 1 do mundo em adoção de criptomoedas: US$ 252,5 bilhões em 12 meses, stablecoins em alta de 495% e exchanges nacionais saltando de 1,5% para 12,5% do fluxo</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/brasil-lider-mundial-adocao-cripto-chainalysis-2026/</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 09:15:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/brasil-lider-mundial-adocao-cripto-chainalysis-2026/</guid><description>Relatório 2026 da Chainalysis coloca o Brasil no topo da adoção global de cripto, à frente dos Estados Unidos. Veja os números, a nova metodologia, o papel do Pix e das stablecoins (+495%) e o que fazer com isso.</description><content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é o país número 1 do mundo em adoção de criptomoedas. Não é projeção de analista nem pesquisa de intenção: é o resultado da edição 2026 do Global Crypto Adoption Index, da Chainalysis, publicado em 23 de setembro, que coloca o país à frente de Estados Unidos, Nigéria, Japão e Coreia do Sul — e rebaixa a Índia, líder do levantamento anterior, para a sexta posição (<a href="https://www.chainalysis.com/blog/2026-global-crypto-adoption-index/">Chainalysis</a>, <a href="https://www.moneytimes.com.br/brasil-desbanca-india-e-vira-pais-com-maior-adocao-de-criptomoedas-segundo-chainalysis-mlem/">Money Times</a>).</p>
<p>O tamanho do feito está nos números: <strong>US$ 252,5 bilhões</strong> circularam na economia cripto brasileira entre julho de 2025 e junho de 2026, o equivalente a <strong>2,7% dos US$ 9,4 trilhões</strong> movimentados no mundo no mesmo período (<a href="https://valorinveste.globo.com/mercados/cripto/noticia/2026/09/23/brasil-supera-eua-e-se-torna-pais-no-1-do-mundo-em-adocao-de-criptoativos.ghtml">Valor Investe</a>).</p>
<p>E existe um detalhe que muda a leitura de tudo: esse levantamento cobre o pior mercado de baixa desde 2022. A capitalização total do mercado cripto caiu cerca de 50% — US$ 2,1 trilhões evaporaram — enquanto a atividade econômica on-chain recuou apenas 1,6%, de US$ 9,5 trilhões para US$ 9,4 trilhões (<a href="https://www.chainalysis.com/blog/2026-global-crypto-adoption-index/">Chainalysis</a>). O preço caiu. O uso não.</p>
<h2 id="o-que-a-chainalysis-mediu-desta-vez">O que a Chainalysis mediu desta vez</h2>
<p>A sétima edição do relatório abandonou o critério que premiava simplesmente quem movimenta mais dinheiro em valor absoluto. Agora são quatro pilares, com os dados ajustados pelo poder de compra de cada país e o resultado final calculado pela média geométrica deles:</p>
<ul>
<li>Recursos enviados a exchanges, protocolos de finanças descentralizadas e outros serviços de cripto;</li>
<li>Transações peer-to-peer feitas dentro do próprio país;</li>
<li>Transferências internacionais (cross-border);</li>
<li>Valor mantido on-chain, em carteiras e determinados serviços.</li>
</ul>
<p>Isso explica por que o ranking mudou tanto de um ano para o outro. Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado em volume absoluto: são líderes em fluxos para serviços e em saldos on-chain. Mas aparecem apenas em <strong>20º lugar</strong> nas transações P2P domésticas e em <strong>11º</strong> nas transferências internacionais (<a href="https://veja.abril.com.br/economia/brasil-assume-lideranca-global-na-adocao-de-criptomoedas-segundo-estudo/">Veja</a>). O índice mede intensidade de uso em relação ao tamanho da economia, não o tamanho do cofre.</p>
<h2 id="onde-exatamente-o-brasil-aparece">Onde exatamente o Brasil aparece</h2>
<p>O país não ganhou em nenhum dos quatro pilares isoladamente. Ganhou porque está entre os quatro primeiros em <strong>todos</strong> eles (<a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/brasil-supera-eua-e-vira-lider-mundial-em-adocao-de-criptomoedas-diz-chainalysis/">Portal do Bitcoin</a>):</p>
<ul>
<li><strong>2º em fluxos internacionais</strong> — só perde para a Nigéria;</li>
<li><strong>3º em fluxos totais para serviços de cripto</strong>;</li>
<li><strong>3º em transações peer-to-peer dentro do país</strong>;</li>
<li><strong>4º em saldos mantidos on-chain</strong>.</li>
</ul>
<p>Na América Latina, a concentração é ainda mais visível. A região movimentou US$ 593,8 bilhões, com crescimento de 9,8%, e o Brasil responde por <strong>43,7%</strong> de todo esse valor — eram 31,6% no período de 2022. Argentina (US$ 88,5 bilhões), México (US$ 77,6 bilhões), Venezuela (US$ 39,1 bilhões) e Colômbia (US$ 29,1 bilhões) vêm depois, e os cinco países juntos somam mais de 80% da atividade da região (<a href="https://www.chainalysis.com/blog/latin-america-crypto-adoption-2026/">Chainalysis</a>).</p>
<h2 id="stablecoins-o-motor-silencioso-que-cresceu-495">Stablecoins: o motor silencioso que cresceu 495%</h2>
<p>O dado mais forte do relatório não é sobre bitcoin. O valor movimentado com <strong>stablecoins</strong> na economia brasileira cresceu <strong>495%</strong>, contra 89,4% no resto da América Latina. Nas transferências diretas entre carteiras aqui dentro, a alta foi de <strong>562%</strong> na faixa de US$ 10 mil a US$ 100 mil e de <strong>666%</strong> na faixa de US$ 100 a US$ 1 mil — no restante da região, 252% (<a href="https://valorinveste.globo.com/mercados/cripto/noticia/2026/09/23/brasil-supera-eua-e-se-torna-pais-no-1-do-mundo-em-adocao-de-criptoativos.ghtml">Valor Investe</a>).</p>
<p>Também cresceu o tamanho das carteiras: o número de brasileiros com pelo menos US$ 10 mil guardados em stablecoins subiu <strong>347%</strong> desde julho de 2024, contra 91% no México, 82% na Argentina e 47% no Chile.</p>
<p>Aqui está o ponto que quase ninguém entende: <strong>o Brasil usa stablecoin de um jeito diferente do resto do mundo.</strong> O Pix é usado por 91% dos brasileiros, então o consumidor comum não precisa de dólar digital para pagar o pão. O crescimento brasileiro vem de <strong>empresas</strong> — gestão de liquidez, pagamento internacional, proteção de caixa em dólar — e não de pagamento do dia a dia (<a href="https://www.chainalysis.com/blog/latin-america-crypto-adoption-2026/">Chainalysis</a>). Na América Latina inteira, stablecoins já representam 32,1% do valor transfronteiriço, 22,1% do P2P doméstico e 17,6% dos saldos em carteiras pessoais; o fluxo internacional dessas moedas na região subiu 77,5%, de US$ 124,2 bilhões para US$ 220,3 bilhões.</p>
<h2 id="as-exchanges-brasileiras-voltaram-a-ganhar-espaço">As exchanges brasileiras voltaram a ganhar espaço</h2>
<p>Outro movimento que o relatório destaca vai na contramão do resto da região: a fatia das exchanges <strong>brasileiras</strong> nos recursos enviados a plataformas de negociação no país saltou de <strong>1,5% para 12,5%</strong>. Na América Latina como um todo, as plataformas domésticas perderam participação para as internacionais. A Chainalysis atribui o caso brasileiro à maior clareza regulatória, aos investimentos do setor e ao fortalecimento da oferta local.</p>
<p>A clareza tem endereço: a regulamentação das Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais pelo Banco Central, que passou a exigir governança, gestão de risco, segurança, controles internos e capital mínimo que vai de <strong>R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões</strong>, dependendo da atividade. O prazo de transição termina em <strong>30 de outubro de 2026</strong>, e até agora apenas <strong>cinco</strong> empresas protocolaram pedido de licença — uma já foi indeferida (<a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/so-5-empresas-pediram-licenca-cripto-ao-banco-central-e-uma-ja-foi-rejeitada/">Portal do Bitcoin</a>). O recado prático para quem opera: plataforma sem licença ou sem processo de autorização em andamento sai do jogo, e quem estiver dentro dela sai junto.</p>
<h2 id="o-brasil-lidera-em-adoção-mas-não-puxou-o-crescimento-da-região">O Brasil lidera em adoção, mas não puxou o crescimento da região</h2>
<p>Vale a honestidade dos números: a economia cripto brasileira <strong>encolheu 1,6%</strong> no período analisado. Quem puxou o crescimento da América Latina foram México (+25,5%), Argentina (+15,3%), Colômbia (+13,8%) e Venezuela (+107,2%) (<a href="https://www.chainalysis.com/blog/latin-america-crypto-adoption-2026/">Chainalysis</a>).</p>
<p>Isso não diminui nada do primeiro lugar. O Brasil lidera em <strong>adoção</strong> — intensidade de uso, quantidade de gente e de empresas usando, presença nos quatro pilares ao mesmo tempo. Não lidera em valor absoluto, porque os Estados Unidos continuam com o maior mercado do planeta. São coisas diferentes, e quem confunde as duas acaba lendo manchete errada.</p>
<h2 id="o-que-isso-muda-para-quem-investe-daqui">O que isso muda para quem investe daqui</h2>
<p>Três leituras práticas:</p>
<ol>
<li><strong>O país já não é periferia cripto.</strong> Quase metade do dinheiro cripto que passa pela América Latina passa pelo Brasil. Isso significa mais produto, mais liquidez em real, mais concorrência entre plataformas e spreads menores para quem compra e vende pelo Pix.</li>
<li><strong>A trilha regulada é a única trilha sustentável.</strong> Com o Banco Central exigindo capital e governança, operar por uma empresa autorizada ou em processo de autorização é o que mantém a sua conta de pé em 2027.</li>
<li><strong>O imposto não mudou, mas está mais rastreável.</strong> Desde 1º de julho de 2026 vale a DeCripto: as prestadoras licenciadas reportam mensalmente, sem valor mínimo, e quem opera fora de uma prestadora brasileira reporta quando o total do mês passa de <strong>R$ 35.000</strong>. A isenção mensal de R$ 35.000 sobre ganho de capital na venda segue igual (<a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">Receita Federal</a>).</li>
</ol>
<p>Se você ainda não opera por uma plataforma regulada — ou quer começar aproveitando a liquidez em real que o mercado brasileiro ganhou —, este é o momento de estruturar isso:</p>



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      ⚠️ Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).
    </p>
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<h2 id="o-preço-hoje-us-83-mil-e-um-vencimento-bilionário-no-radar">O preço hoje: US$ 83 mil e um vencimento bilionário no radar</h2>
<p>O relatório saiu numa semana de estresse no preço. Na quinta-feira (24), o Bitcoin caía 3,1% em 24 horas, a <strong>US$ 83.226</strong>, e era negociado no Brasil a <strong>R$ 433.645</strong> (<a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/bitcoin-hoje-btc-cai-para-us-83-mil-com-treasuries-no-maior-nivel-desde-2007/">Portal do Bitcoin</a>). Poucos dias antes, o BTC havia tocado US$ 87,3 mil, o maior nível desde janeiro de 2026.</p>
<p>A pressão veio dos Estados Unidos, não do mercado cripto: o rendimento do Treasury de 10 anos fechou a quarta-feira em <strong>5,11%</strong>, maior nível desde 2007, após subir cerca de 15 pontos-base em um único dia; o Tesouro americano vendeu US$ 70 bilhões em títulos de cinco anos com demanda fraca e rendimento de 5,033%; o PMI composto americano marcou 58,4, a maior leitura desde julho de 2021; e o Brent subiu mais de 4%, perto de US$ 104 o barril. Juros mais altos e petróleo mais caro pesam justamente em quem não paga rendimento.</p>
<p>Do lado institucional, o fluxo continua comprador: os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA captaram <strong>US$ 998,95 milhões</strong> na segunda-feira (21) — maior entrada diária em 11 meses — e mais <strong>US$ 364,4 milhões</strong> na terça (22). E nesta sexta-feira (25) vencem cerca de <strong>US$ 16 bilhões</strong> em opções de Bitcoin na Deribit, perto de US$ 18 bilhões somando BTC e Ethereum: concentração desse tamanho costuma sacudir o preço no curto prazo (<a href="https://www.moneytimes.com.br/bom-dia-bitcoin-btc-criptomoedas-precos-hoje-rens-240926/">Money Times</a>).</p>
<p>No Brasil, o pano de fundo é de juro alto em queda: o Copom cortou a Selic para <strong>13,75% ao ano</strong> em 16 de setembro, quinto corte consecutivo e decisão unânime (<a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/16/copom-reduz-a-taxa-basica-de-juros-da-economia-a-selic-de-14percent-para-1375percent-ao-ano.ghtml">G1</a>). Selic caindo reduz o rendimento da renda fixa e torna a comparação com ativos de risco mais interessante — sem apagar o fato de que cripto continua sendo, antes de tudo, um ativo de volatilidade alta.</p>
<p>O primeiro lugar mundial não garante preço de nada. Garante outra coisa, bem mais útil: mostra que o brasileiro foi o primeiro a entender para que serve essa tecnologia — mover dinheiro, proteger caixa e fazer negócio, não só especular. Quem já entendeu isso está na frente da fila há tempo.</p>



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