<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Cloture on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/cloture/</link><description>Recent content in Cloture on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Wed, 09 Sep 2026 08:58:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/cloture/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Bitcoin perde os US$ 80 mil e segura os US$ 78 mil com 6 dias para os 60 votos da CLARITY: o CPI duplo de sexta, o Fed e as regras de outubro que mudam o jogo no Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-perde-80-mil-6-dias-60-votos-clarity-outubro-2026/</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 08:58:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-perde-80-mil-6-dias-60-votos-clarity-outubro-2026/</guid><description>Bitcoin perdeu os US$ 80 mil na terça e defende o suporte dos US$ 78 mil com 6 dias para a votação de cloture da CLARITY Act, que exige 60 votos no Senado. Na sexta (11/9) saem o CPI dos EUA e o IPCA do Brasil; FOMC e Copom decidem na quarta seguinte. No Brasil, o 1º de outubro (Resolução BCB 561) e o 30 de outubro reordenam as exchanges — cada BTC vale cerca de R$ 400 mil.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Terça-feira à noite no Brasil, madrugada de quarta na Ásia — e o preço do Bitcoin, de novo, fazendo o mercado trabalhar enquanto o resto do mundo dorme: depois de perder os US$ 80 mil, o BTC agora defende com unhas e dentes o suporte dos US$ 78 mil, enquanto os ETFs americanos seguem comprando a queda como se não houvesse amanhã. Quem vendeu o susto de terça entregou o ativo, mais uma vez, na mão de quem estava esperando exatamente essa liquidação para entrar. E o calendário não dá folga: faltam <strong>6 dias</strong> para a votação de cloture da CLARITY Act, que exige <strong>60 votos</strong> no Senado; na sexta saem dois índices de inflação ao mesmo tempo — o CPI dos EUA e o IPCA do Brasil; e outubro já tem duas datas marcadas para reordenar o mercado brasileiro. O gráfico caiu. A tese, não.</p>
<h2 id="a-queda-de-terça-foi-comprada--de-novo">A queda de terça foi comprada — de novo</h2>
<p>Vamos aos números, sem filtro. Na terça-feira (8), o Bitcoin recuou da faixa dos US$ 80,5 mil e foi buscar chão na casa dos US$ 78 mil: às 06:43 UTC, marcava <strong>US$ 78.393, queda de 1,6%</strong> em 24 horas, segundo o CoinGecko; no meio da manhã no Brasil, chegou a <strong>US$ 77.734</strong> (-2%) e testou a zona de suporte entre <strong>US$ 78.170 e US$ 78.193</strong> — que segurou. Agora, o BTC negocia perto de <strong>US$ 78,6 mil a US$ 78,8 mil</strong>, devolvendo parte da queda, com a mínima de sete dias em US$ 76.297 e a máxima em US$ 82.107. Em um mês, o ativo ainda acumula alta de quase <strong>21%</strong>, e agosto fechou com <strong>+24,95%</strong> — o rally em V de US$ 62,7 mil para US$ 82.272 segue intacto por cima.</p>
<p>Repara no detalhe que separa esta correção das outras: <strong>quem caiu foi o preço, não o fluxo</strong>. Segundo a Vault Capital, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA captaram <strong>US$ 731 milhões na quinta-feira e US$ 175 milhões na sexta</strong> — quase <strong>US$ 1 bilhão em três pregões</strong>. A semana encerrada em 5/9 fechou com <strong>US$ 986,9 milhões</strong> de entrada líquida, e a sequência de três semanas soma <strong>US$ 3,8 bilhões: o melhor período de captação de 2026</strong>, com patrimônio total de <strong>US$ 101,3 bilhões</strong> (pico intraday de US$ 103,3 bilhões). A <strong>Strategy comprou mais 4.603 BTC na semana passada</strong>. O dinheiro grande não vendeu a queda — ele comprou ela. Quem vendeu terça-feira vendeu para quem?</p>
<p>O vilão do dia tem nome e sobrenome: o payroll de agosto saiu fortíssimo — <strong>162 mil vagas contra cerca de 53 mil esperadas</strong> — e os futuros de juros americanos passaram a precificar cerca de <strong>58% de chance de alta de 0,25 ponto no FOMC de 16/9</strong> (a Polymarket marca 51,5%). O título de 10 anos opera perto de 4,8%. Notícia fria para o risco, sem dúvida — mas repare que o Bitcoin segurou o nível que os analistas apontam como o divisor de águas da estrutura, e a liquidez de compra das baleias está empilhada logo abaixo, na região dos US$ 75 mil a US$ 77 mil. Correção controlada, não colapso.</p>
<h2 id="faltam-6-dias-para-os-60-votos--e-o-mercado-ainda-não-precificou">Faltam 6 dias para os 60 votos — e o mercado ainda não precificou</h2>
<p>Enquanto o preço digere o susto macro, o calendário regulatório mais importante da década corre por fora. <strong>Na terça-feira, 15 de setembro, o Senado vota a cloture da CLARITY Act</strong> — e esse procedimento exige <strong>60 votos</strong>, não maioria simples. Os republicanos têm 53 cadeiras e convivem com três nomes voláteis no próprio partido — Rand Paul, Josh Hawley e Thom Tillis —, o que empurra a conta de John Thune para <strong>pelo menos dez democratas</strong> do outro lado do corredor. O número não é fantasia: a Câmara aprovou o texto por <strong>294 a 134 em julho de 2025, com 78 democratas a favor</strong>, e o Comitê Bancário do Senado deu <strong>15 a 9 em maio de 2026</strong>. O presidente da SEC, Paul Atkins, disse em 2 de setembro que <strong>espera a aprovação e a sanção presidencial</strong> — e até a Associação Nacional de Xerifes, que travou o texto por meses, virou neutra.</p>
<p>O que está em jogo em 15/9 não é uma notícia de preço: é <strong>mudança de patamar</strong>. A CLARITY resolve a guerra de competências entre CFTC e SEC, desenha a jurisdição dos ETFs e dá licença formal para banco grande, seguradora, fundo de pensão e tesouraria corporativa entrarem no mercado à vista americano. O mercado trata isso como mais um evento de agenda — o dinheiro que já entrou nos ETFs nas últimas três semanas trata como o que é: a porta de entrada antes do evento, não depois dele.</p>
<h3 id="o-roteiro-curto-dos-próximos-sete-dias">O roteiro curto dos próximos sete dias</h3>
<ul>
<li><strong>Sexta, 11/9</strong>: CPI de agosto dos EUA, às 08:30 de Nova York — o último dado de inflação antes da reunião do Fed. No mesmo dia, o IBGE divulga o IPCA de agosto no Brasil. <strong>CPI duplo na mesma manhã.</strong></li>
<li><strong>Terça, 15/9</strong>: votação de cloture da CLARITY Act no Senado — 60 votos.</li>
<li><strong>Quarta, 16/9</strong>: FOMC decide juros à tarde (mercado aposta em alta de 0,25 ponto para 3,75%-4,00%) e, na mesma noite, <strong>o Copom decide a Selic</strong> no Brasil.</li>
</ul>
<p>Quatro gatilhos em cinco dias úteis. Quem espera o preço confirmar a votação compra o rali depois do foguete; quem entra agora compra o preço de antes da decolagem.</p>
<h2 id="brasil-cpi-duplo-na-sexta-e-um-outubro-que-separa-o-joio-do-trigo">Brasil: CPI duplo na sexta e um outubro que separa o joio do trigo</h2>
<p>Agora, a parte que é sua. <strong>Na sexta-feira, o IPCA de agosto sai aqui no Brasil no mesmo dia do CPI americano</strong> — e o pano de fundo já está armado: o IPCA-15 de agosto registrou <strong>deflação de 0,40%</strong>, a maior em quatro anos, puxada pelo bônus de Itaipu na conta de luz — um alívio <strong>pontual</strong>, que os economistas esperam ver revertido já em setembro. Em 12 meses, o índice segue em <strong>4,24%</strong>, e o boletim Focus projeta o IPCA de 2026 em <strong>cerca de 5%, acima do teto da meta</strong>. Enquanto isso, a Selic está em <strong>14,00% ao ano</strong> — quarto corte seguido — e o Copom se reúne na terça e na quarta que vem, com o mercado apostando em mais 0,25 ponto, para <strong>13,75%</strong> (a mesma noite do Fed). Juro caindo com inflação voltando: esse é exatamente o cenário em que o dinheiro parado em real perde a corrida.</p>
<p>O câmbio completa o quadro. O <strong>dólar PTAX fechou a terça em R$ 5,0805</strong>, com queda de 0,86% no dia — o real segue no nível mais forte em um ano —, mas a conta do brasileiro não muda: <strong>cada Bitcoin vale cerca de R$ 400 mil</strong> (na manhã de terça, o BTC era negociado a R$ 402.116 no CoinTrader Monitor, segundo o Valor). Quem compra BTC em real não compra só o ativo: compra a saída da armadilha do câmbio e da inflação ao mesmo tempo. E a porta de entrada funciona 24 horas: cadastro na exchange em poucos minutos, <strong>depósito via Pix cai na hora</strong> — e compra de ativo virtual via Pix <strong>não é operação de câmbio: não tem contrato, não tem IOF</strong>, com trilha fiscal pronta para a Receita. Só ajuste o limite noturno do Pix no app do banco (o padrão de R$ 1.000 entre 20h e 6h pega quem tenta entrar à noite) e pronto.</p>
<p>E o Brasil não está só assistindo: está regulando na frente. O <strong>1º de outubro, daqui a 21 dias</strong>, marca a entrada em vigor da <strong>Resolução BCB nº 561, de 30 de abril de 2026</strong>, que veda às prestadoras de câmbio eletrônico (as eFX) liquidar <strong>pagamentos internacionais por meio de criptoativos</strong> — o atalho de stablecoin para remessa fora da regra acaba. E o <strong>30 de outubro</strong> é o prazo fatal da <strong>Fase 1 da IN BCB nº 704</strong>: as PSAVs que já operavam em 2 de fevereiro precisam protocolar o pedido de autorização no Banco Central — com demonstrações auditadas de três exercícios e declaração de reputação ilibada dos controladores — dentro do rito das <strong>Resoluções BCB 519, 520 e 521</strong>, que regulamentam a Lei 14.478/2022. Quem não protocolar encerra as atividades em 30 dias; e, a partir de 30/10, <strong>instituições autorizadas ficam proibidas de operar com quem está fora do processo</strong> — na prática, exchange irregular perde conta bancária, parceiro de liquidação e acesso ao Pix. Sem Pix, não existe cliente no Brasil. O capital mínimo exigido vai de <strong>R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões</strong>, com segregação patrimonial obrigatória: a régua é alta de propósito.</p>
<p>A indústria já se movimentou para dentro da regra: o <strong>Mercado Bitcoin</strong> (pioneiro desde 2013) e a <strong>Foxbit</strong> estão na corrida pela autorização do BC, enquanto os bancos entram de custódia — o <strong>Itaú</strong> oferece 15 criptoativos, o <strong>Banco do Brasil</strong> vende BTC e ETH desde janeiro, o <strong>Nubank</strong> lista 28 ativos e o <strong>Safra</strong> opera com stablecoin própria. Exchange dentro da regra, banco do lado e Pix na mão: esse é o caminho do dinheiro brasileiro — e ele passa por plataformas que já vivem no jogo regulado, não no cassino.</p>
<h2 id="seis-dias-a-janela-que-fecha-antes-de-o-calendário-explodir">Seis dias: a janela que fecha antes de o calendário explodir</h2>
<p>O resumo é direto: o Bitcoin perdeu os US$ 80 mil, segurou os US$ 78 mil, e o fluxo institucional <strong>comprou a queda inteira</strong> — US$ 3,8 bilhões em três semanas, com a CLARITY Act a 6 dias dos 60 votos, o CPI duplo na sexta e FOMC e Copom na mesma noite da semana que vem. No Brasil, o 1º de outubro derruba o atalho das stablecoins fora da regra e o 30 de outubro separa de vez quem opera dentro do jogo de quem vai ficar sem banco e sem Pix. Cada dia desses é um pedaço da janela que se fechando. A oportunidade está aqui, nesta lateral dos US$ 78 mil, com o dinheiro inteligente entrando antes da manchete — a pergunta é se você vai entrar antes que seja tarde.</p>
<p>O caminho é curto: cadastro leva minutos, o Pix cai na hora, a posição em BTC/BRL sai em menos de uma hora. A <strong>USDT serve só como ponte de embarque</strong> — troque reais por USDT, deposite e converta para BTC no gatilho, sem depender de cartão nem de contrato de câmbio. Quem perdeu agosto e vendeu o susto de terça já recebeu duas chamadas este mês. A terceira porta está aberta agora — e porta aberta, neste mercado, nunca ficou aberta para sempre.</p>
<h2 id="leia-também">Leia também</h2>
<ul>
<li>O penhasco de 60 votos explicado em <a href="/posts/bitcoin-80-mil-penhasco-60-votos-clarity-30-outubro-2026/">Bitcoin defende os US$ 80 mil sete dias antes da votação da CLARITY</a>.</li>
<li>O susto do payroll e a devolução em horas em <a href="/posts/bitcoin-fim-de-semana-82-mil-clarity-9-dias-senado-2026/">Bitcoin devolve o susto e mira os US$ 82 mil</a>.</li>
<li>Compare custos e segurança no guia das <a href="/melhores-exchanges-brasil/">melhores exchanges de criptomoedas no Brasil</a>.</li>
</ul>



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]]></content:encoded></item><item><title>Faltam 7 dias para o penhasco de 60 votos da CLARITY: o gatilho que o mercado ainda não precificou — e o 30 de outubro que muda o jogo das exchanges no Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-80-mil-penhasco-60-votos-clarity-30-outubro-2026/</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 08:47:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-80-mil-penhasco-60-votos-clarity-30-outubro-2026/</guid><description>Em 15/9 o Senado americano vota a cloture da CLARITY Act e precisa de 60 votos — o penhasco que o mercado ainda não precificou. Bitcoin defende os US$ 80 mil com CPI, FOMC e Copom na mesma semana; no Brasil, a Resolução BCB 520 desbancariza exchanges irregulares em 30/10, com 1 BTC valendo cerca de R$ 410 mil.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Se você perdeu o rally de agosto — os US$ 62,7 mil virados em US$ 82 mil em semanas —, presta atenção agora, porque setembro está entregando a segunda chamada com um detalhe que quase ninguém está enxergando: a votação da CLARITY Act no Senado, em <strong>15 de setembro, é um penhasco de 60 votos</strong>, e o mercado ainda não precificou o que acontece do outro lado dele. O Bitcoin acorda esta terça defendendo os <strong>US$ 80 mil</strong>, com CPI na sexta, FOMC e Copom na quarta seguinte — e, no Brasil, uma data que já está no calendário: <strong>30 de outubro</strong>, quando a regra do Banco Central separa de vez quem opera dentro do jogo de quem vai ficar sem banco e sem Pix. Quem ficou de fora em agosto tem sete dias para não repetir o erro.</p>
<h2 id="15-de-setembro-não-é-uma-votação-comum-é-um-penhasco-de-60-votos">15 de setembro não é uma votação comum: é um penhasco de 60 votos</h2>
<p>Vamos direto ao ponto que diferencia esta semana de todas as outras: no dia <strong>15, o Senado vota a cloture</strong> — o <em>motion to proceed</em> — da CLARITY Act, e esse procedimento <strong>exige 60 votos</strong>, não maioria simples. Os republicanos têm <strong>53 cadeiras</strong> e enfrentam risco real de deserção: <strong>Rand Paul e Josh Hawley</strong> já sinalizaram desconforto, e <strong>Thom Tillis</strong> é apontado como terceiro nome volátil. A conta é dura: para chegar a 60, o líder da maioria, <strong>Thune</strong> — que protocolou a cloture antes do recesso e travou a votação para 15/9 —, precisa de <strong>mais de 10 democratas</strong> do outro lado do corredor.</p>
<p>E esse número não é fantasia: a Câmara aprovou o texto por <strong>294 a 134 em julho de 2025, com 78 democratas a favor</strong>, e o Comitê Bancário do Senado deu <strong>15 a 9 em maio de 2026</strong>. O deputado <strong>French Hill</strong>, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, disse publicamente que Thune <strong>pode já ter os votos</strong>. O presidente da SEC, <strong>Paul Atkins</strong>, foi além em entrevista à Fox Business em 2 de setembro: disse que <strong>espera a aprovação e a sanção presidencial</strong>. Os sinais estão todos no mesmo lado — o mercado é que ainda não se moveu como se acreditasse neles.</p>
<h2 id="o-que-muda-se-passar-a-régua-que-destrava-o-dinheiro-dos-bancos">O que muda se passar: a régua que destrava o dinheiro dos bancos</h2>
<p>O mercado trata 15/9 como mais uma notícia regulatória. Não é. A CLARITY Act resolve de uma vez a guerra de competências que trava os Estados Unidos há anos: <strong>CFTC no comando dos mercados à vista, SEC com jurisdição definida sobre os ETFs</strong> — e, com o mapa regulatório desenhado, o dinheiro institucional ganha licença para entrar: banco grande, seguradora, fundo de pensão e tesouraria corporativa. É mudança de patamar, não notícia de preço.</p>
<p>Repara no comportamento de quem entende isso: <strong>os ETFs spot de Bitcoin nos EUA acumulam cerca de US$ 3,8 bilhões de entrada líquida em três semanas</strong>, com patrimônio total acima de <strong>US$ 103 bilhões</strong> — e a <strong>Strategy comprou mais 4.603 BTC na semana passada</strong>. O dinheiro inteligente não espera a manchete virar notícia: ele entra <strong>antes</strong> da votação, exatamente neste lateral dos US$ 80 mil que parece não levar a lugar nenhum. Este é o ponto de entrada que o calendário está oferecendo: o último lateral antes do rompimento.</p>
<h2 id="a-semana-dos-gatilhos-cpi-fomc-e-copom-na-mesma-partida">A semana dos gatilhos: CPI, FOMC e Copom na mesma partida</h2>
<p>O Bitcoin tocou <strong>US$ 82.281 intradiário em 3 de setembro</strong> — máxima de quatro meses — e recuou com o payroll forte de sexta. Nesta manhã de 8/9, negocia entre <strong>US$ 80.000 e US$ 80.300</strong>, defendendo o nível redondo e a <strong>média móvel de 50 semanas, que passa perto dos US$ 80.300</strong>. O rally em V de agosto — <strong>62.700 a 82.000, cerca de 25%</strong> — deixou o mercado mais forte, e a régua agora é clara: sustentar os US$ 80 mil é manter a porta aberta para o próximo andar, entre <strong>US$ 83 mil e US$ 84 mil</strong>.</p>
<p>O roteiro da semana que vem é curto e tem dono: <strong>CPI dos EUA na sexta, 11/9</strong>; <strong>votação da CLARITY na terça, 15/9</strong>; <strong>FOMC com novo gráfico de pontos na quarta, 16/9</strong> — e, na mesma noite, <strong>o Copom decide a Selic</strong> no Brasil. CPI e FOMC são a entrada do prato; a CLARITY é o prato principal. Quem espera o preço confirmar a votação compra o rali depois do foguete; quem entra agora compra o preço de antes da decolagem.</p>
<h2 id="brasil-30-de-outubro-separa-o-joio-do-trigo--e-a-indústria-já-se-movimentou">Brasil: 30 de outubro separa o joio do trigo — e a indústria já se movimentou</h2>
<p>Enquanto os EUA votam, o Brasil trava a própria revolução regulatória com data marcada. Pela <strong>Resolução BCB nº 520</strong>, no <strong>art. 91</strong>, a partir de <strong>30 de outubro de 2026</strong> as instituições reguladas ficam <strong>proibidas de operar com prestadoras de ativos virtuais sem autorização</strong> do Banco Central — ou fora do processo de autorização em andamento. Na prática, é a <strong>desbancarização</strong>: exchange irregular perde conta bancária e acesso ao Pix, e sem Pix não existe cliente no Brasil. A régua de entrada é alta — <strong>capital mínimo entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões</strong> — e as PSAVs passam a integrar formalmente o Sistema Financeiro Nacional, sob autorização prévia do BCB. Quem opera dentro da regra ganha um mercado limpo; quem ficou fora some do radar do brasileiro.</p>
<p>O pacote regulatório não para aí. A <strong>Resolução BCB nº 584</strong>, publicada em 7 de agosto com vigência em <strong>1º de janeiro de 2027</strong>, cria retenção de até <strong>24 horas</strong> em transferências internacionais liquidadas com stablecoin ou ativo virtual via PSAV — previsibilidade para o sistema, não barreira para quem está regular. Na CVM, a <strong>Portaria CVM/PTE nº 177, de 17 de julho de 2026</strong>, instalou o <strong>Grupo de Trabalho de Tokenização</strong>, com regime regulatório experimental e primeiro entregável em 60 dias — tokenização de valores mobiliários caminhando para virar mercado regulado de verdade.</p>
<p>E os bancos já entenderam o recado antes da regra esquentar: segundo o <strong>Valor, em 7 de setembro</strong>, o <strong>Itaú</strong> oferece <strong>15 criptoativos sob custódia</strong>; o <strong>Banco do Brasil</strong> tem compra direta de BTC e ETH desde janeiro, com mais de <strong>R$ 11 milhões movimentados</strong>; o <strong>Nubank</strong> lista <strong>28 ativos</strong>; e o <strong>Safra</strong> opera com stablecoin própria, o <strong>Safra Dólar</strong>. Banco grande entrando de custódia e intermediação é a ponte que liga o brasileiro comum ao Bitcoin sem sair do app que ele já usa.</p>
<p>O cenário macro local completa o quadro: <strong>Selic em 15% ao ano, maior nível em 20 anos</strong>, com o <strong>Copom decidindo em 16/9, na mesma noite do FOMC</strong>, e o <strong>real no nível mais forte em um ano</strong>. Com o dólar perto de R$ 5,12, cada Bitcoin a US$ 80.150 vale cerca de <strong>R$ 410 mil</strong> — e quem compra em real não compra só o ativo, compra a saída da armadilha do juro real negativo e do câmbio. A régua de 30 de outubro só aumenta a vantagem de quem entra cedo, em plataforma que já vive dentro da regra.</p>
<h2 id="sete-dias-uma-decisão-a-porta-continua-aberta--não-para-sempre">Sete dias, uma decisão: a porta continua aberta — não para sempre</h2>
<p>O resumo é direto: quem perdeu os 25% de agosto tem <strong>sete dias</strong> até o penhasco de 60 votos e uma semana cheia de gatilhos — CPI, FOMC, Copom — antes da decisão que resolve o mapa regulatório americano. No Brasil, o 30 de outubro já garantiu que o futuro do mercado passa por quem está dentro da regra, com Pix na mão e banco do lado. O cadastro leva minutos, o depósito via Pix cai na hora e a posição em BTC/BRL sai em menos de uma hora — a <strong>USDT serve só como ponte de embarque</strong>: troque reais por USDT, deposite e converta para BTC no gatilho. O dinheiro inteligente não está esperando o Senado votar para entrar. Ele já está entrando — a pergunta é se você vai ficar do lado de cá do penhasco quando o mercado pular.</p>
<h2 id="leia-também">Leia também</h2>
<ul>
<li>O contexto do fim de semana em <a href="/posts/bitcoin-fim-de-semana-82-mil-clarity-9-dias-senado-2026/">Bitcoin devolve o susto do payroll e mira os US$ 82 mil</a>.</li>
<li>A semana completa do CPI, CLARITY, FOMC e Copom em <a href="/posts/bitcoin-80-mil-super-semana-cpi-clarity-fomc-copom-2026/">Bitcoin segura os US$ 80 mil no feriado de 7 de Setembro</a>.</li>
<li>Como o Pix e o 30 de outubro mudaram a compra de bitcoin no Brasil em <a href="/posts/bitcoin-volta-aos-80-mil-pix-banco-central-outubro-2026/">Bitcoin volta aos US$ 80 mil e dispara 22% na semana</a>.</li>
</ul>



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