<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Eleição on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/elei%C3%A7%C3%A3o/</link><description>Recent content in Eleição on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Tue, 06 Oct 2026 08:45:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/elei%C3%A7%C3%A3o/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>O maior upgrade do Ethereum desde o Merge entra em teste hoje (6/10): o que o Glamsterdam muda, por que 43,2 milhões de ETH estão travados em staking — e como o dólar abaixo de R$ 5 muda a conta de quem compra com Pix</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/ethereum-glamsterdam-sepolia-teste-staking-eth-pix-brasil-2026/</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 08:45:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/ethereum-glamsterdam-sepolia-teste-staking-eth-pix-brasil-2026/</guid><description>O Ethereum ativa hoje o Glamsterdam na testnet Sepolia, às 10h53 no horário de Brasília: ePBS, block-level access lists e a nova tabela de gas. Mais de 43,2 milhões de ETH estão em staking, a oferta nas corretoras caiu 73% desde 2020, o dólar fechou abaixo de R$ 5 e a Binance vai exigir justificativa em transferências internacionais a partir de 1º de novembro.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Às <strong>10h53 no horário de Brasília desta terça-feira (6)</strong>, a rede Ethereum liga o modo de teste para a maior reforma do seu protocolo desde que migrou para proof of stake em 2022. O upgrade se chama <strong>Glamsterdam</strong> e começa a rodar na Sepolia, a rede de ensaio usada antes de qualquer mudança ir ao ar de verdade. Para quem tem ETH, contrato na rede ou simplesmente compra cripto com Pix no Brasil, o que acontece hoje é a primeira chance de ver a máquina nova funcionando antes de ela mexer no dinheiro de todo mundo.</p>
<h2 id="o-que-exatamente-muda-no-ethereum">O que exatamente muda no Ethereum</h2>
<p>O Glamsterdam é a soma de duas reformas: a Amsterdam, na camada de execução, e a Gloas, na camada de consenso. Vem logo depois do Fusaka e ataca o gargalo mais antigo da rede: a dificuldade de processar muito mais transações sem virar um peso para quem mantém os nós ligados. O detalhamento técnico está no <a href="https://blog.ethereum.org/2026/09/17/glamsterdam-testnet-announcement">anúncio oficial da Ethereum Foundation</a>.</p>
<p>A primeira mudança é a <strong>separação entre quem constrói o bloco e quem o propõe</strong>, chamada de enshrined proposer-builder separation, ou ePBS. Hoje esse arranjo existe fora do protocolo, em programas intermediários nos quais os validadores precisam confiar. Com o ePBS, a negociação entra dentro das regras da própria rede: o proposer inclui o compromisso de um builder com o conteúdo do bloco, o builder revela esse conteúdo depois, e o protocolo cuida do pagamento. A validação de consenso fica separada da validação de execução, o que dá mais tempo para os validadores conferirem as transações. É menos confiança em terceiros e mais regra escrita no código.</p>
<p>A segunda é a <strong>block-level access list</strong>, ou BAL. Cada bloco passa a registrar quais contas e quais posições de armazenamento foram acessadas, junto com as mudanças de estado que aconteceram depois. Com esse mapa em mãos, os clientes podem ler dados do disco em paralelo, validar transações em paralelo e calcular a raiz de estado de forma mais eficiente. É a preparação para o Ethereum processar várias coisas ao mesmo tempo em vez de uma fila única.</p>
<p>A terceira frente é a <strong>nova tabela de gas</strong>, e é a que mais encosta no bolso. O gas é a unidade que mede o esforço computacional de cada operação. O EIP-8037 aumenta e passa a medir separadamente o custo de <strong>criar</strong> estado na rede. O EIP-8038 atualiza o custo de <strong>acessar</strong> esse estado. Também há ajustes no gas intrínseco da transação, no calldata, nas access lists e na contabilização de gas do bloco. O efeito prático: a taxa-base para uma transferência simples de ETH fica mais barata, o que torna pagamentos pequenos mais viáveis, enquanto criar coisas novas na rede fica mais caro.</p>
<p>Isso tem uma consequência direta para desenvolvedores. Contratos que dependem de uma quantidade fixa de gas, de limite hardcoded ou de suposições sobre o gas que sobra podem precisar de ajuste antes que o mesmo código chegue à mainnet. A própria Ethereum Foundation avisou que o programa de bug bounty está ativo para as especificações do Glamsterdam, e que os clientes compatíveis com a Sepolia já têm versões publicadas: Besu 26.9.0, Erigon 3.7.0, go-ethereum 1.17.6, Nethermind 2.0.0 e Reth 2.7.0. Quem opera nó precisa atualizar execução e consenso antes da ativação.</p>
<p>Vale a ressalva mais importante do dia: <strong>este anúncio é só da Sepolia</strong>. As datas de ativação na Hoodi, a rede de teste voltada a validadores, e na mainnet <strong>ainda não foram definidas</strong>, como registrou a <a href="https://cointelegraph.com/news/ethereum-glamsterdam-upgrade-sepolia">Cointelegraph</a>. Ninguém sabe em que mês o Glamsterdam vai atingir a rede principal, e o texto oficial é explícito nesse ponto. O que existe é um compromisso: o Hegotá, o próximo upgrade da fila, está sendo mirado para 2027. Vitalik Buterin disse que o Hegotá pode ser o último fork &ldquo;normal&rdquo; do Ethereum antes de a rede migrar para STARKs recursivos, verificação formal automatizada, consenso otimizado e criptografia resistente a computadores quânticos.</p>
<h2 id="por-que-a-sepolia-importa-para-quem-só-usa-a-rede">Por que a Sepolia importa para quem só usa a rede</h2>
<p>Rede de teste é onde os erros ainda são baratos. Se algo sair errado na Sepolia, o prejuízo é de horas de trabalho, não de dinheiro de gente real. Ativar o ePBS e as block-level access lists num ambiente controlado é o passo que antecede qualquer conversa séria sobre levar isso à mainnet.</p>
<p>Para o leitor brasileiro, o ponto é simples: quando a atualização chegar de verdade, ela deve chegar testada. O histórico recente do Ethereum — o Fusaka e as mudanças anteriores — seguiu esse mesmo caminho de meses entre teste e produção. Quem quiser entender a rede por baixo antes de tudo isso, tem um <a href="/posts/o-que-e-ethereum-guia-iniciantes-2026/">guia de Ethereum para iniciantes</a> que explica contratos, gas e validadores sem jargão.</p>
<h2 id="432-milhões-de-eth-saíram-de-circulação">43,2 milhões de ETH saíram de circulação</h2>
<p>Enquanto o protocolo se mexe, a oferta disponível de ETH encolhe. O relatório <strong>Criptos Promissoras</strong> de outubro, assinado por Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, e pelo analista Pedro Fontes, aponta mais de <strong>43,2 milhões de ETH travados em staking</strong> — a máxima histórica, conforme o <a href="https://br.beincrypto.com/melhores-criptos-outubro-2026-mercado-bitcoin/">resumo publicado pela BeInCrypto Brasil</a>. Staking é o mecanismo em que o dono bloqueia moedas para ajudar a validar a rede; essas unidades simplesmente não estão disponíveis para negociação imediata.</p>
<p>No mesmo movimento, a quantidade de ETH guardada em corretoras caiu cerca de <strong>73% desde 2020</strong>: de 22,9 milhões para 6,06 milhões de moedas. A leitura do relatório é direta — há pouca moeda pronta para ser vendida. Se a demanda voltar por ETFs, por tesourarias corporativas e por investidor pessoa física, essa escassez tende a favorecer o preço. O risco é o espelho disso: oferta restrita só vira preço se a demanda aparecer.</p>
<p>No gráfico, a ETH rompeu a média móvel de 200 semanas, perto de <strong>US$ 2.500</strong>. Manter esse patamar abre espaço para a casa falar em <strong>US$ 3.250</strong>. Perder a região dos US$ 2.500 enfraquece o argumento inteiro.</p>
<p>O Citigroup foi na mesma direção e revisou para cima as projeções de 12 meses: o ETH saiu de US$ 2.240 para <strong>US$ 3.028</strong>, e o Bitcoin subiu de US$ 82 mil para <strong>US$ 113 mil</strong>. O banco atribui a revisão à volta dos aportes em ETFs de cripto e a um cenário macro mais favorável.</p>
<h2 id="o-fluxo-institucional-voltou">O fluxo institucional voltou</h2>
<p>Os números de setembro ajudam a entender por que os analistas estão mais construtivos. Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos captaram cerca de <strong>US$ 2,65 bilhões no mês</strong>. Na semana encerrada em 25 de setembro, foram cerca de US$ 2,4 bilhões líquidos — a maior entrada semanal de 2026 e a melhor desde outubro de 2025. Fluxo de ETF é dinheiro que compra e não costuma desmontar posição por oscilação de curto prazo.</p>
<p>O próprio Mercado Bitcoin colocou sete ativos na lista de outubro: Bitcoin, Ethereum, Solana, Chainlink, Avalanche, Ondo Finance e Injective. A seleção combina os dois maiores do mercado com projetos de infraestrutura de tokenização. Quatro dos sete chegam a outubro com alguma frente lançada no fim de setembro ou com atualização prevista para o mês, segundo o <a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/7-criptomoedas-que-podem-disparar-em-outubro-segundo-analistas/">levantamento de analistas reunido pelo Portal do Bitcoin</a>. E o placar serve de referência: a seleção de setembro rendeu <strong>24,3% em dólar</strong>, contra 10,5% do índice TOTALES no mesmo período.</p>
<p>Vale dizer o que o próprio relatório diz: outubro tem a maior mediana histórica de retorno do Bitcoin desde 2011 — daí o apelido &ldquo;Uptober&rdquo; — mas <strong>sazonalidade é mediana histórica, não garantia</strong>. Ela ganha peso quando aparece junto com melhora de fundamento, e é exatamente isso que a casa argumenta. Não é uma promessa.</p>
<h2 id="onde-o-preço-está-agora">Onde o preço está agora</h2>
<p>No fechamento desta segunda-feira (5), o Bitcoin estava em <strong>US$ 85.934</strong>, com queda de 1,08% em 24 horas, depois de ter batido máxima de US$ 86.999 e mínima de US$ 84.972. Em reais, a moeda ficou perto de <strong>R$ 432.593</strong>. O Ethereum foi para <strong>US$ 2.715,69</strong>, com queda de 0,56% no mesmo período, perto de <strong>R$ 13.667</strong>.</p>
<p>O Bitcoin chegou a encostar em US$ 87 mil na segunda e devolveu parte dos ganhos. O motivo do alívio veio do mercado de trabalho americano: o payroll de setembro criou apenas <strong>29 mil vagas</strong> fora do setor agrícola nos Estados Unidos, bem abaixo do esperado, e o desemprego subiu para <strong>4,2%</strong>. Com isso, as apostas de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve em outubro caíram para cerca de <strong>18%</strong>, contra 64% na semana anterior. O rendimento do Treasury de 10 anos recuou para perto de <strong>5,25%</strong>, ainda assim perto dos maiores níveis desde 2002 — e é esse juro longo que segue segurando o rali.</p>
<h2 id="o-brasil-virou-o-jogo-em-uma-sessão">O Brasil virou o jogo em uma sessão</h2>
<p>Aqui é onde o cenário muda de verdade para quem investe em real. Depois do primeiro turno, o dólar despencou mais de 4% e <strong>fechou abaixo de R$ 5</strong> na segunda-feira (5), como mostrou o <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/05/dolar-ibovespa.ghtml">g1</a>. O PTAX de fechamento do Banco Central ficou em <strong>R$ 4,9853 na compra e R$ 4,9859 na venda</strong> — contra R$ 5,2232 e R$ 5,2238 no PTAX de 2 de outubro, segundo o <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/fechamentodolar">fechamento cambial oficial</a>. É a diferença entre comprar dólar a cinco e vinte e comprar dólar a menos de cinco, num intervalo de três dias.</p>
<p>A bolsa foi junto: o Ibovespa disparou e marcou <strong>recorde histórico de 209.605 pontos</strong> na máxima da sessão, com alta de quase 8% no dia. O gatilho foi o resultado eleitoral. A eleição vai ao segundo turno em 25 de outubro, depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente com cerca de 47% dos votos válidos contra cerca de 45% de Lula. O mercado leu o cenário como mais amigável a reformas e a uma queda de juros ao longo de 2027.</p>
<p>Para quem compra cripto com Pix, a conta é aritmética. O dólar mais baixo faz cada real comprar mais dólar, então o mesmo aporte mensal em reais compra uma quantidade maior de ETH. Quem vem comprando aos poucos, todo mês, no mesmo dia, acabou de ganhar uma reprecificação de entrada sobre todo o valor que ainda vai aportar.</p>
<h2 id="como-comprar-eth-com-pix-em-r-e-o-que-olhar">Como comprar ETH com Pix em R$ e o que olhar</h2>
<p>O caminho é o mesmo de sempre, e o Brasil é um dos países onde ele é mais simples. Você abre conta em uma exchange que opera em reais, faz um Pix para a conta da plataforma, o saldo cai em reais e você converte para ETH. Nas corretoras brasileiras, a conversão costuma ser feita direto no par ETH/BRL. Nas plataformas globais, o caminho passa por USDT. As taxas e os limites variam bastante entre as casas, e o teto por operação é um detalhe que muita gente descobre só na hora de sacar — vale conferir antes. Existe um <a href="/posts/limites-pix-exchanges-brasil-2026/">guia sobre limites de Pix nas exchanges</a> que detalha como isso funciona.</p>
<p>Um segundo caminho é o rendimento. Com mais de 43 milhões de ETH travados em staking, quem tem moeda parada pode colocá-la para trabalhar em vez de deixá-la na carteira. As taxas não saem do protocolo como mágica: elas variam conforme o número de validadores e a atividade da rede. Trocar ETH a US$ 2.700 por um rendimento em ETH, num cenário em que a moeda cai, não protege nada — só muda a forma de exposição. Para quem quer entender o mecanismo antes, o material sobre <a href="/posts/o-que-e-staking-criptomoedas-renda-passiva-2026/">staking e renda passiva em cripto</a> explica de onde vem o dinheiro.</p>



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<h2 id="o-que-muda-para-quem-manda-cripto-para-fora">O que muda para quem manda cripto para fora</h2>
<p>Há uma mudança concreta entrando no radar de quem opera com autocustódia. A Binance anunciou que vai alterar os procedimentos de depósitos e saques de criptomoedas para clientes brasileiros <strong>a partir de 1º de novembro</strong>, para se adequar às regras do Banco Central que passaram a enquadrar transferências internacionais de ativos virtuais dentro do mercado de câmbio, conforme <a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/binance-muda-depositos-e-saques-de-criptomoedas-no-brasil-para-cumprir-regras-do-banco-central/">noticiou o Portal do Bitcoin</a>.</p>
<p>Na prática, o usuário terá que informar <strong>a finalidade da transferência e identificar quem envia ou recebe</strong> sempre que a contraparte estiver fora do Brasil — incluindo o caso de mandar cripto para uma carteira de autocustódia própria no exterior, em que será preciso confirmar que o endereço é seu. Os dados serão reportados mensalmente ao Banco Central. Transferências de até US$ 50 mil usam uma lista resumida de finalidades; acima disso, vale a lista completa definida pela autoridade. Operações entre residentes brasileiros ou entre plataformas localizadas no Brasil não são afetadas por essa mudança específica.</p>
<p>Para quem só compra, guarda e vende dentro do país, nada muda. Para quem usa cripto como trilho de transferência internacional, muda o formulário e muda a obrigação de reporte.</p>
<p>Existe ainda um prazo maior correndo por fora: <strong>30 de outubro</strong> é a data-limite para as prestadoras de serviços de ativos virtuais se adequarem ao processo de autorização do Banco Central. As exchanges que não entraram no processo até agora estão com o relógio apertado, e isso já derrubou casas do varejo brasileiro nas últimas semanas — o caso mais recente deixou clientes com prazo de novembro para decidir o que fazer com o saldo.</p>
<h2 id="o-que-pode-dar-errado">O que pode dar errado</h2>
<p>A tese de escassez de ETH tem um furo evidente: <strong>oferta restrita não é o mesmo que demanda</strong>. Se os ETFs pararem de captar e as tesourarias corporativas interromperem compras, a moeda continua travada em staking e o preço segue caindo. O próprio relatório do Mercado Bitcoin reconhece esse lado.</p>
<p>O segundo risco é de calendário. O Glamsterdam está na Sepolia, e a mainnet não tem data. Se a ativação testnet encontrar problemas técnicos sérios, o cronograma real pode escorregar por meses. Quem compra ETH hoje por causa do upgrade está comprando uma expectativa, não um fato consumado.</p>
<p>O terceiro é macro. O Treasury de 10 anos a 5,25% paga bem para quem só quer esperar. Juro alto nos Estados Unidos fortalece o dólar e aumenta o custo de oportunidade de carregar qualquer ativo de risco. O dólar abaixo de R$ 5 é uma janela aberta pelo resultado eleitoral — e janela de câmbio costuma fechar mais rápido do que abre.</p>
<p>E há o risco da própria eleição. O segundo turno é em 25 de outubro. Pesquisa não governa preço ao longo de três semanas, e o histórico de virada existe dos dois lados. A reprecificação que aconteceu na segunda-feira foi grande, e posição grande em mercado líquido costuma ser desmontada sem aviso.</p>
<h2 id="o-que-olhar-nos-próximos-dias">O que olhar nos próximos dias</h2>
<p>A agenda desta semana é pesada. Na quarta-feira (7) sai a ata do FOMC, que mostra o que os membros do Federal Reserve discutiram na última reunião de juros — leitura obrigatória para quem quer medir a chance de aperto em dezembro. Nos dias 7 e 8 acontece o TOKEN2049, em Singapura, um dos maiores encontros do setor, geralmente bom termômetro de narrativa institucional.</p>
<p>Na sexta-feira (9), às 9h, o IBGE divulga o <strong>IPCA de setembro</strong>. A projeção é de cerca de 0,75% no mês, e Bradesco e Itaú chegam a projetar até 0,79%, o que levaria a inflação em 12 meses de cerca de 4,2% para perto de 4,5%. Inflação mais quente no Brasil reduz o espaço para o Banco Central cortar a Selic, e isso mexe no câmbio — e o câmbio mexe no preço do seu ETH em reais.</p>
<p>No meio de tudo isso, fica o fato desta terça: a primeira vez que a máquina do Glamsterdam liga em ambiente público. Quem compra com Pix todo mês já tem o que observar. Quem ainda está montando posição, tem uma janela de câmbio mais favorável do que tinha na semana passada — e a data de 25 de outubro marcada no calendário, dos dois lados do risco. A eleição decide o país, o upgrade decide a rede, e o preço de tudo isso continua sendo cotado em tempo real, todos os dias, <a href="/posts/citi-alvo-bitcoin-113-mil-payroll-fraco-eleicao-brasil-2026/">com o Citi apontando para cima</a> e o <a href="/posts/eleicao-segundo-turno-flavio-lula-bitcoin-usdt-pix-2026/">dólar mais fraco mudando a entrada</a> de quem aporta em reais.</p>



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