<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>PSAV on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/psav/</link><description>Recent content in PSAV on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Sat, 03 Oct 2026 08:45:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/psav/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>A Bity saiu do varejo no Brasil e 850 mil clientes têm até 25 de novembro para decidir o destino do saldo: os três prazos, a conversão automática em reais e como checar se a sua corretora vai ficar</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bity-encerra-operacoes-mercado-bitcoin-prazos-conversao-2026/</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 08:45:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bity-encerra-operacoes-mercado-bitcoin-prazos-conversao-2026/</guid><description>A Bity anunciou nesta sexta (2/10) o fim dos serviços de cripto para terceiros no Brasil e fechou acordo com o Mercado Bitcoin para receber seus 850 mil clientes e mais de R$ 1 bilhão sob custódia. Veja os prazos de 25 e 27 de novembro, o que acontece com quem não fizer nada, as quatro saídas possíveis e como verificar se a sua plataforma entrou no processo de autorização do Banco Central.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Sexta-feira, 2 de outubro, 9h35 da manhã em São Paulo: a <strong>Bity</strong> — dona do app Bitybank e do Bitypreço — anunciou que encerra os serviços de cripto para terceiros no Brasil e fechou acordo com o <strong>Mercado Bitcoin</strong> para receber sua base de clientes. São cerca de <strong>850 mil usuários</strong> e mais de <strong>R$ 1 bilhão em ativos sob custódia</strong>, segundo o <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/10/02/mercado-bitcoin-fecha-acordo-para-receber-clientes-da-bity-no-brasil.ghtml">Valor Econômico</a>. É a terceira plataforma em poucas semanas a mandar clientes para o MB, e o recado que chega ao investidor brasileiro é direto: <strong>a régua regulatória de 30 de outubro já está cortando o mercado — e quem tem saldo em plataforma que não se mexeu precisa tomar uma decisão antes de dezembro.</strong></p>
<h2 id="o-que-a-bity-anunciou-exatamente">O que a Bity anunciou, exatamente</h2>
<p>A Bity opera no país desde 2018 e foi o primeiro marketplace de criptomoedas da América Latina. Com o acordo, a empresa muda o foco: mantém apenas a vertical de negociação com recursos próprios e encerra <strong>BityPreço, BityBank e BityPayments</strong>.</p>
<p>“Nós temos outras verticais que não dependem de licença para funcionar. Mas todos os outros produtos que ofereciam serviços para terceiros, envolvendo criptomoedas, serão encerrados”, disse ao Valor o fundador e CEO <strong>Valdiney Pimenta</strong>. A empresa confirmou que <strong>não vai pedir autorização como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV)</strong> ao Banco Central: “Não pedir a autorização como PSAV é uma decisão sobre as prioridades da Bity, e não sobre o mercado.”</p>
<p>No comunicado enviado aos clientes, a Bity cita as <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/ativosvirtuais">Resoluções BCB 519, 520 e 521</a> — que desde fevereiro exigem autorização prévia do BC de quem intermedia, custodia ou faz corretagem de ativos virtuais para terceiros — e afirma que, após avaliar as alternativas ao longo de 2026, decidiu concentrar capital e estrutura em outras frentes. A saída não começou agora: em <strong>14 de setembro</strong> a empresa já havia encerrado o cartão de criptomoedas, com clientes direcionados à Kast.</p>
<h2 id="os-três-prazos-que-valem-dinheiro">Os três prazos que valem dinheiro</h2>
<p>Quem tem saldo na Bity precisa olhar o calendário — e não são meses de folga:</p>
<ul>
<li><strong>25 de novembro</strong>: última data para vender os ativos na plataforma, transferi-los para uma carteira externa ou <strong>migrar a conta para o Mercado Bitcoin</strong>.</li>
<li><strong>27 de novembro</strong>: os criptoativos que ainda estiverem na plataforma são <strong>convertidos em reais a preço de mercado</strong> e o saldo fica disponível na conta.</li>
<li><strong>29 de novembro</strong>: prazo para a transferência dos saldos em criptomoedas dentro da migração para o MB e para usar as condições de boas-vindas — período ampliado de taxa zero na compra e venda, renda fixa digital, staking e atendimento dedicado para carteiras maiores, <a href="https://valorinveste.globo.com/mercados/cripto/noticia/2026/10/02/mercado-bitcoin-fecha-parceria-com-bity-para-receber-clientes-veja-como-sera-a-migracao.ghtml">segundo a parceria anunciada</a>.</li>
</ul>
<p>O ponto que passa batido é o <strong>27 de novembro</strong>. Conversão automática é <strong>venda</strong>: você deixa de ter Bitcoin e passa a ter reais, na cotação daquele dia, sem escolher o momento. Quem tem prejuízo acumulado no ativo passa a ter o prejuízo realizado — e quem tem lucro precisa olhar o imposto, que segue a regra de <a href="/posts/imposto-criptomoedas-brasil-2026/">ganho de capital em criptoativos</a>. Já a transferência de cripto entre contas e carteiras da mesma pessoa não é evento de venda.</p>
<p>Esse roteiro é idêntico ao que aconteceu com a <a href="/posts/novadax-fim-saques-cripto-30-setembro-conversao-automatica-reais-2026/">NovaDAX em 30 de setembro</a>: saques em cripto encerrados e o que sobrou convertido em reais. É o padrão da nova fase do mercado brasileiro.</p>
<h2 id="você-não-é-obrigado-a-migrar--são-quatro-saídas">Você não é obrigado a migrar — são quatro saídas</h2>
<p>A migração para o Mercado Bitcoin <strong>não é obrigatória</strong>. Roberto Dagnoni, chairman e CEO do MB, resumiu a promessa da casa: “Nosso compromisso é que os clientes da Bity tenham uma transição simples e segura.” A negociação entre as duas empresas durou cerca de quatro meses. O que o cliente pode fazer até 25 de novembro:</p>
<ol>
<li><strong>Migrar para o Mercado Bitcoin</strong>, aceitando as condições de boas-vindas e mantendo a posição sem evento de venda.</li>
<li><strong>Transferir os criptoativos para outra corretora</strong> que esteja no processo de autorização do BC, e o saldo em reais via Pix. O mercado oferece alternativas além da indicada, e a <a href="https://brasilbitcoin.com.br/blog/bity-encerra-opcoes-alem-do-mercado-bitcoin/">comparação de caminhos já circula entre os próprios players</a>.</li>
<li><strong>Levar para uma carteira de autocustódia</strong>, assumindo você mesmo a guarda das chaves. Aqui valem as regras de sempre: <a href="/posts/carteira-quente-vs-fria-guia-2026/">carteira quente x carteira fria</a> e o cuidado absoluto com a <a href="/posts/o-que-e-seed-phrase-proteger-frase-recuperacao-2026/">frase de recuperação</a> — quem perde a seed perde o saldo, e ninguém devolve.</li>
<li><strong>Vender e sacar em reais</strong>, usando Pix para levar o dinheiro para o banco, no passo a passo de <a href="/posts/como-vender-criptomoedas-sacar-brl-pix-2026/">como vender cripto e sacar em BRL</a>.</li>
</ol>
<p>Quem quer manter a custódia em plataforma regulada tem hoje uma porta adicional: o <strong>Nubank Cripto</strong> passou a permitir <strong>saques on-chain</strong> de BTC, ETH, SOL e USDC para carteiras externas, <a href="https://international.nubank.com.br/pt-br/consumidores/nubank-zera-as-taxas-de-compra-de-bitcoin-no-bitcoin-pizza-day/">segundo a própria instituição</a> — ou seja, dá para sair do banco digital para uma carteira própria quando for conveniente. Antes de escolher destino, vale comparar <a href="/posts/mercado-bitcoin-taxas-limites-guia-2026/">taxas, limites e condições do Mercado Bitcoin</a>.</p>
<h2 id="por-que-isso-está-acontecendo-agora-a-régua-de-30-de-outubro">Por que isso está acontecendo agora: a régua de 30 de outubro</h2>
<p>O pano de fundo é uma data. As regras para PSAVs estão em vigor desde <strong>2 de fevereiro de 2026</strong> e as empresas que já operavam naquela data têm até <strong>30 de outubro</strong> para protocolar o pedido de autorização no Banco Central, permanecendo ativas durante a análise. Depois do prazo, ainda é possível pedir autorização — mas o novo entrante só começa a operar depois do aval, num processo que pode levar de <strong>dois a três anos</strong>, <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/09/18/bc-recebeu-so-cinco-pedidos-de-licenca-cripto-1.ghtml">conforme apurou o Valor</a>. Bancos, corretoras de valores e instituições já autorizadas seguem outro rito, apenas de comunicação.</p>
<p>E o número que explica a onda de saídas: <strong>até 18 de setembro, apenas cinco empresas haviam protocolado o pedido</strong> — quatro em análise e uma indeferida por falhas de documentação e capital mínimo insuficiente. O capital mínimo exigido fica entre <strong>R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões</strong>, em faixas definidas pela atividade da empresa. A primeira instituição que o BC listou publicamente como “em processo de autorização” foi a <strong>Onda Finance</strong>, no <a href="https://www.letsmoney.com.br/cripto/bc-primeira-empresa-cripto-autorizacao/">Comunicado nº 45.986</a>, em 21 de setembro — uma empresa de stablecoins e remessas internacionais.</p>
<p>O calendário do setor, portanto, é este: <strong>30 de outubro</strong> para o pedido de autorização; <strong>6 de novembro</strong> para a vedação, trazida pela Resolução BCB 589, de instituições autorizadas operarem com prestadoras não autorizadas no país; e <strong>1º de janeiro de 2027</strong> para os reportes de saldos de clientes, custódia, provas de reservas e staking, além da retenção cautelar de até 24 horas em envios para o exterior e para carteiras autocustodiadas, <a href="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21267/nota">segundo a nota oficial do BC</a>.</p>
<h2 id="como-checar-se-a-sua-corretora-vai-ficar">Como checar se a sua corretora vai ficar</h2>
<p>Antes de escolher onde guardar o saldo, faça cinco verificações. Leva menos de meia hora e evita repetir a situação da Bity com outro nome:</p>
<ol>
<li><strong>Procure o nome da plataforma nos comunicados do BC.</strong> A <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/ativosvirtuais">página de ativos virtuais do Banco Central</a> reúne as normas e os comunicados do regime de autorização.</li>
<li><strong>Pergunte ao suporte, por escrito, se a empresa protocolou o pedido de PSAV e em que data.</strong> A resposta por e-mail ou chat vale como registro.</li>
<li><strong>Confirme a segregação patrimonial</strong>: os seus criptoativos não podem responder por dívidas da empresa. Isso é exigência da Resolução 520.</li>
<li><strong>Teste um saque pequeno.</strong> Retirar uma fração dos ativos para outra corretora ou para a sua carteira hoje mostra, na prática, se o processo funciona — e não no dia em que você precisar.</li>
<li><strong>Não deixe saldo parado sem resposta.</strong> Se a plataforma não confirmar o pedido até 30 de outubro, o prazo do dinheiro passa a ser o dela, não o seu.</li>
</ol>
<h2 id="o-que-mudou-no-radar-do-coaf-em-outubro">O que mudou no radar do Coaf em outubro</h2>
<p>Para quem vai movimentar valores maiores nessa transição, há uma mudança que entrou em vigor em <strong>1º de outubro</strong>: a Resolução BCB 588 passou a exigir <strong>comunicação específica ao Coaf</strong> das transferências de ativos virtuais de ou para <strong>carteiras autocustodiadas</strong> em valor igual ou superior a <strong>US$ 10 mil</strong>. O dever é da corretora, não do cliente; a norma <strong>não proíbe</strong> a operação e <strong>não fixa teto</strong> para ela — muda o registro, não o direito de guardar os próprios ativos. O detalhamento está em <a href="/posts/coaf-autocustodia-10-mil-dolares-banco-central-outubro-2026/">autocustódia e Coaf: o que muda</a>.</p>
<p>E há uma novidade recente e favorável: a <strong>Resolução BCB 591</strong>, publicada no fim de setembro, <strong>ampliou o prazo de comunicação</strong>. A obrigação segue valendo para as operações feitas desde 1º de outubro, mas as transferências de <strong>outubro a dezembro de 2026</strong> só precisam ser comunicadas ao Coaf no <strong>primeiro dia útil de janeiro de 2027</strong> — o mesmo vale para câmbio com moeda estrangeira em espécie a partir de US$ 10 mil, <a href="https://www.letsmoney.com.br/cripto/bc-coaf-cripto-10-mil-autocustodia/">como detalhou o Let&rsquo;s Money</a> com base na norma publicada pelo <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?numero=591&amp;tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20BCB">Banco Central</a>.</p>
<h2 id="o-mercado-em-cima-disso">O mercado em cima disso</h2>
<p>O movimento acontece num dia de alívio. Na sexta-feira (2), o <strong>bitcoin subia 3,4% em 24 horas, a US$ 86.124</strong>, e era negociado no Brasil a <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/10/02/bitcoin-sobe-35percent-e-volta-a-superar-us-86-mil-com-payroll-fraco-e-entrada-em-etfs.ghtml"><strong>R$ 450.111</strong></a>, com o relatório de emprego americano mostrando apenas <strong>29 mil vagas em setembro</strong>, contra 84 mil esperadas, e desemprego em 4,2%. Os <strong>ETFs à vista</strong> de bitcoin voltaram a captar: <strong>US$ 102,7 milhões</strong> em 1º de outubro. Solana subia 4,1% (US$ 121,79), XRP avançava 3,1% (US$ 1,53), o ether ganhava 2% (US$ 2.730,14) e a BNB, 1,6% (US$ 778,83).</p>
<p>Do outro lado do balcão, a pressão foi grande: as <a href="https://www.moneytimes.com.br/bom-dia-bitcoin-btc-criptomoedas-precos-hoje-rens-021026/">liquidações de posições vendidas passaram de US$ 240 milhões</a> nas últimas 24 horas, com o preço rompendo uma parede de liquidez de ordens de venda que o levou perto de <strong>US$ 87,8 mil</strong>. É o tipo de dia em que decidir às pressas sai caro — e é exatamente por isso que os prazos da Bity merecem ser tratados com calma e antecedência, não no último dia útil de novembro.</p>
<h2 id="como-o-brasileiro-se-posiciona">Como o brasileiro se posiciona</h2>
<p>Consolidação de corretoras não é o fim do mercado: é a troca de um mercado informal por um mercado com regra, capital mínimo, segregação de patrimônio e contraparte fiscalizada. Quem sai ganhando é o investidor que escolhe onde deixar o dinheiro com critério — e que não confunde a data de vencimento de uma plataforma com a sua própria tese.</p>
<p>Para quem quer começar ou continuar comprando com o cadastro mais simples e depósito por <strong>Pix</strong>, a porta de entrada mais usada pelos brasileiros segue sendo a <strong>Binance</strong>, que aceita reais, tem taxa competitiva e liquidez profunda em BTC, ETH, SOL e stablecoins.</p>



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      ⚠️ Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).
    </p>
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<p>Se a ideia é <strong>dividir a custódia</strong> entre mais de uma plataforma — o que faz todo sentido depois de ver três corretoras saírem do varejo em um mês —, a <strong>Bybit</strong> também atende o investidor brasileiro, aceita Pix e permite manter posições separadas da sua corretora principal.</p>



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  <p style="margin:0.75rem 0 0;font-size:0.8rem;color:#888">⚠️ Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).</p>
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<p><em>Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas envolvem riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).</em></p>
]]></content:encoded></item><item><title>Último dia: a NovaDAX encerra hoje (30/09) os saques em cripto e converte o que sobrar em reais a partir de amanhã — 30% dos ativos ainda estavam na plataforma</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/novadax-fim-saques-cripto-30-setembro-conversao-automatica-reais-2026/</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 08:45:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/novadax-fim-saques-cripto-30-setembro-conversao-automatica-reais-2026/</guid><description>Hoje, 30 de setembro, é o último dia para sacar criptoativos da NovaDAX: a partir de 1º de outubro o saldo remanescente é convertido automaticamente em reais. O que muda, o efeito fiscal da conversão, o primeiro indeferimento de licença do Banco Central e o que fazer se ainda há saldo na plataforma.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, <strong>30 de setembro de 2026</strong>, é o último dia para sacar criptoativos da NovaDAX. A partir de <strong>1º de outubro</strong>, tudo o que ainda estiver na plataforma é convertido automaticamente em reais, sem que o cliente escolha o momento nem o preço da conversão. Quem tem saldo e ainda não agiu tem algumas horas para decidir o que fazer com ele.</p>
<p>A corretora anunciou a saída do Brasil em <strong>8 de junho</strong> e, em agosto, informou que <strong>cerca de 70% dos ativos totais já tinham sido sacados</strong> (<a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/novadax-adia-prazo-para-saques-de-criptomoedas-e-diz-que-30-dos-ativos-ainda-nao-foram-retirados/">Portal do Bitcoin</a>). Isso significa que aproximadamente <strong>30% do patrimônio dos clientes ainda estava sob custódia da plataforma</strong> quando a empresa prorrogou a janela de saques de 30 de agosto para 30 de setembro — justamente para evitar a concentração de pedidos na reta final, como noticiou o <a href="https://valorinveste.globo.com/mercados/cripto/noticia/2026/08/28/plataforma-cripto-novadax-estende-prazo-para-saques-e-encerramento-de-contas-confira-novas-datas.ghtml">Valor Investe</a>.</p>
<h2 id="o-cronograma-completo-da-novadax">O cronograma completo da NovaDAX</h2>
<p>A descontinuação foi planejada por etapas, e cada etapa fechou uma porta:</p>
<ul>
<li><strong>8 de junho de 2026</strong> — fim dos novos cadastros, das ordens de compra, do staking, do lending e do modo Agent. A saída do país foi atribuída a uma decisão estratégica do grupo controlador.</li>
<li><strong>12 de junho de 2026</strong> — fim dos depósitos em reais e em criptomoedas.</li>
<li><strong>30 de junho de 2026</strong> — fim das ordens de venda no livro de ofertas. Desde então, não há mais como comprar nem vender ativos pela plataforma.</li>
<li><strong>1º de julho de 2026</strong> — a plataforma passa a funcionar apenas para saques.</li>
<li><strong>30 de agosto de 2026, prorrogado para 30 de setembro de 2026</strong> — janela de saque em criptoativos.</li>
<li><strong>1º de outubro de 2026</strong> — início da conversão automática dos ativos remanescentes, também chamada de liquidação compulsória.</li>
</ul>
<p>Na prática, hoje existem apenas dois caminhos: sacar os criptoativos, se você já tem uma carteira ou outra corretora pronta para receber, ou sacar em reais. A NovaDAX foi fundada em 2018 e atuava com compra, venda, depósito e saque de criptomoedas para pessoa física e jurídica.</p>
<h2 id="o-que-acontece-com-quem-não-sacar-hoje">O que acontece com quem não sacar hoje</h2>
<p>A liquidação compulsória é exatamente o que o nome diz: os tokens que ficarem na plataforma são convertidos em reais automaticamente, conforme as condições de mercado vigentes no momento da liquidação. O valor recebido depende da cotação dos ativos naquele instante — e essa cotação não é escolhida por quem esperou.</p>
<p>Vale registrar que o canal de saque <strong>em reais</strong> não fecha hoje. Segundo o próprio <a href="https://www.novadax.com.br/suporte/d%C3%BAvidas_frequentes/detail/article/900054-Descontinua%C3%A7%C3%A3o-da-Plataforma-NovaDAX">comunicado oficial da NovaDAX</a>, ele segue disponível durante a transição, inclusive depois do início da liquidação dos ativos digitais, por um período adicional que não ultrapassa outubro de 2026. O que termina hoje é a janela de saque em criptoativos. O cronograma por etapas também foi detalhado pelo <a href="https://investidor10.com.br/noticias/corretora-fecha-operacao-no-brasil-saiba-o-que-acontece-com-os-saldos-dos-clientes-120807/">Investidor10</a>.</p>
<p>O FAQ oficial da corretora traz três números que explicam o ritmo do processo:</p>
<ul>
<li>o <strong>limite diário de saque em reais corresponde a 1/3 do patrimônio total do usuário</strong>, sem limite acumulado;</li>
<li>as solicitações de <strong>saque em reais são processadas em até 56 horas</strong> após o pedido;</li>
<li>as solicitações de <strong>saque em criptomoedas são processadas em até 48 horas</strong>, e o tempo efetivo de recebimento depende do congestionamento da rede blockchain escolhida.</li>
</ul>
<p>A orientação da própria empresa sempre foi a mesma: organizar as retiradas com antecedência e não concentrar movimentações nos últimos dias do prazo.</p>
<h2 id="a-conversão-automática-é-uma-venda-e-isso-tem-efeito-fiscal">A conversão automática é uma venda, e isso tem efeito fiscal</h2>
<p>Esse é o ponto que mais gera dúvida entre clientes de plataformas que estão encerrando operação. Transferir criptoativos entre contas de <strong>mesma titularidade</strong> não é venda e não gera apuração de ganho de capital. Mas a conversão automática feita pela corretora é diferente: os criptoativos foram vendidos e o resultado virou saldo em reais.</p>
<p>Para fins fiscais, isso é uma <strong>alienação</strong>, e entra na apuração de ganho de capital conforme as regras vigentes. Na prática, dois cuidados resolvem o assunto: guardar o comprovante da conversão automática e exportar o histórico completo, com extratos, ordens executadas e rendimentos de staking e de lending. É esse material que sustenta a declaração. O <a href="/posts/imposto-criptomoedas-brasil-2026/">guia de imposto sobre criptomoedas no Brasil</a> detalha as faixas e os prazos de recolhimento.</p>
<h2 id="por-que-isso-está-acontecendo-o-filtro-do-banco-central">Por que isso está acontecendo: o filtro do Banco Central</h2>
<p>A saída de corretoras do varejo brasileiro não é coincidência de calendário. O marco legal é a <strong>Lei 14.478/2022</strong>, que designou o Banco Central como regulador do setor. Em <strong>10 de novembro de 2025</strong>, o BC publicou as <strong>Resoluções 519, 520 e 521</strong>, em vigor desde <strong>2 de fevereiro de 2026</strong>, criando a figura da <strong>Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais</strong> — a PSAV, ou SPSAV na forma societária. O mercado que passou a ser filtrado por essas regras é grande: segundo a <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2026/julho/stablecoins-ja-respondem-por-cerca-de-80-do-volume-declarado-de-criptoativos-no-brasil">Receita Federal</a>, as stablecoins já respondem por cerca de 80% do volume declarado de criptoativos no país.</p>
<p>O conjunto passou a exigir:</p>
<ul>
<li><strong>autorização prévia</strong> do BC para intermediar, custodiar ou negociar criptoativos para terceiros, em três modalidades: intermediária, custodiante e corretora, que acumula as duas anteriores;</li>
<li><strong>capital mínimo entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões</strong>, conforme a atividade. Na consulta pública, a proposta falava em R$ 1 milhão a R$ 3 milhões;</li>
<li><strong>segregação patrimonial</strong> obrigatória entre os ativos dos clientes e o patrimônio da empresa;</li>
<li><strong>governança, gestão de riscos e controles de prevenção à lavagem de dinheiro</strong> equivalentes aos exigidos de outras instituições supervisionadas pelo BC.</li>
</ul>
<p>O prazo final para as empresas que já operavam protocolarem o pedido é <strong>30 de outubro de 2026</strong>. A partir dessa data, bancos e instituições de pagamento autorizadas pelo BC ficam impedidas de manter relacionamento com prestadoras que não estejam autorizadas nem com processo regular de autorização em andamento. Sem esse relacionamento, a empresa perde na prática o acesso operacional ao Pix — e sem Pix não existe operação de varejo. O <a href="/posts/banco-central-37-2-milhoes-30-de-outubro-290-corretoras-mercado-bitcoin-fomc-2026/">detalhamento das exigências de capital e do prazo</a> já foi tratado aqui no site.</p>
<h2 id="a-primeira-licença-negada-e-a-fila-que-cresce">A primeira licença negada e a fila que cresce</h2>
<p>Em <strong>28 de setembro de 2026</strong>, o Diário Oficial da União publicou o <strong>primeiro indeferimento</strong> de um pedido de autorização como SPSAV localizado desde a entrada em vigor do novo regime (<a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/banco-central-nega-autorizacao-a-primeira-empresa-cripto-e-transfero-entra-na-fila-por-licenca/">Portal do Bitcoin</a>). A decisão atinge a <strong>Higherway Tech Soluções Ltda.</strong>, que atua comercialmente como <strong>Higher Global Payments</strong> — empresa sediada em São Paulo, fundada em 2020, com capital social de R$ 1,5 milhão, que oferece mesa OTC para grandes operações com criptoativos, pagamentos com stablecoins, infraestrutura de bank as a service e soluções de pagamentos internacionais. A companhia informou que protocolou o pedido em <strong>30 de janeiro de 2026</strong> (<a href="https://webitcoin.com.br/banco-central-nega-licenca-a-higherway-transfero-solicita/">Webitcoin</a>).</p>
<p>O aviso remete ao <strong>artigo 18 da Resolução BCB 519</strong>, que trata das empresas que já operavam antes do novo regime: depois de esgotadas as possibilidades de recurso, a empresa tem <strong>até 30 dias</strong> contados do recebimento da notificação para cessar as atividades que dependem de autorização do BC. Nesse período, também deve comunicar os clientes, devolver os ativos virtuais e transferir os recursos financeiros para contas de titularidade dos usuários.</p>
<p><strong>O Banco Central não divulgou o motivo específico do indeferimento.</strong> O que a decisão mostra é mais simples e mais relevante: protocolar o pedido não é garantia de permanecer no mercado.</p>
<p>Na mesma consulta pública, a <strong>Transfero</strong> passou a integrar a lista de processos em andamento, sob o número 315453 e com situação &ldquo;Aguardando recebimento&rdquo;. Com isso, <strong>sete</strong> empresas constavam como candidatas à autorização: Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange. Estar na base significa apenas que o processo está em andamento, não é autorização concedida. A Transfero é conhecida por ter criado o <strong>BRZ</strong>, ativo digital pareado ao real, e sua instituição de pagamento já havia sido autorizada pelo BC em 2023 como emissora de moeda eletrônica; a nova solicitação é para a autorização específica de ativos virtuais.</p>
<h2 id="cinco-corretoras-deixaram-o-varejo-brasileiro-em-cinco-meses">Cinco corretoras deixaram o varejo brasileiro em cinco meses</h2>
<p>Entre maio e setembro de 2026, cinco corretoras conhecidas do investidor brasileiro anunciaram que deixariam de atender o varejo, segundo levantamento da <a href="https://brasilbitcoin.com.br/blog/corretoras-criptomoedas-encerrando-operacoes-brasil/">Brasil Bitcoin</a>:</p>
<ul>
<li><strong>Bitnuvem</strong> — anunciou em maio, com desativação gradual desde outubro de 2025; plataforma acessível para saques até o fim de 2026.</li>
<li><strong>NovaDAX</strong> — anunciou em 8 de junho; encerra hoje a janela de saque em criptoativos.</li>
<li><strong>Digitra.com</strong> — anunciou em agosto, com fim da negociação e da custódia para o varejo e parceria voluntária com a Foxbit; saques até 21 de setembro.</li>
<li><strong>Bitso</strong> — anunciou em 1º de setembro o fim do atendimento a pessoa física no Brasil, direcionando clientes ao Mercado Bitcoin; a empresa segue no segmento institucional.</li>
<li><strong>Coinext</strong> — anunciou em 3 de setembro o fim da exchange de varejo, mantendo a gestora Coinext Asset; negociação até 15 de outubro, saque em cripto até 20 de outubro e conversão automática para reais a partir de 26 de outubro.</li>
</ul>
<p>Nenhuma delas quebrou. Não houve fraude, invasão ou desaparecimento de fundos. Todas divulgaram cronogramas de saque e estão devolvendo os ativos aos clientes. O que aconteceu foi uma decisão de negócio diante do novo custo regulatório: a Coinext afirmou que a nova realidade exigia uma estrutura de capital e operação diferente daquela sobre a qual a empresa foi construída; a Digitra citou nominalmente as Resoluções BCB 519, 520 e 521 e as exigências de capital, tecnologia e governança; a Bitnuvem falou em regulação desfavorável às fintechs e concorrência de grandes players internacionais; a NovaDAX atribuiu a saída a uma decisão estratégica do grupo controlador.</p>
<h2 id="o-que-fazer-hoje-na-prática">O que fazer hoje, na prática</h2>
<ol>
<li><strong>Entre na conta hoje</strong> e verifique se ainda há criptoativos sob custódia. Se houver, decida antes do fim do dia entre transferir em cripto ou converter em reais.</li>
<li><strong>Resolva pendência de cadastro antes de qualquer coisa.</strong> Conta com verificação incompleta é a principal causa de saque travado, e regularizar leva dias.</li>
<li><strong>Faça um teste com valor baixo</strong> antes de mover o restante.</li>
<li><strong>Abra e verifique a conta de destino antes de começar a sacar.</strong> A verificação de identidade em outra plataforma leva tempo, e o destino precisa ser uma corretora autorizada ou com pedido regular em andamento no BC.</li>
<li><strong>Exporte todo o histórico:</strong> extratos, ordens executadas, rendimentos de staking e lending e o comprovante da conversão automática.</li>
<li><strong>Não deixe para os últimos dias.</strong> Filas de saque crescem perto do prazo, e a própria NovaDAX avisou que o processamento pode demorar — até 56 horas no saque em reais.</li>
<li><strong>Desconfie de qualquer contato não oficial.</strong> Encerramento de plataforma é o momento preferido de golpistas. Nenhuma corretora pede senha, código de autenticação de dois fatores, chave privada ou frase de recuperação, e nenhuma envia endereço de carteira por mensagem para &ldquo;migrar&rdquo; ativos.</li>
</ol>
<p>Se o seu caminho for sacar em reais e recomeçar, o <a href="/posts/como-vender-criptomoedas-sacar-brl-pix-2026/">guia de saque via Pix</a> explica o passo a passo. E se a ideia é reduzir a exposição a plataformas, vale entender a diferença entre <a href="/posts/carteira-quente-vs-fria-guia-2026/">carteira quente e carteira fria</a> antes de mover qualquer valor.</p>
<h2 id="o-mercado-hoje">O mercado hoje</h2>
<p>O mercado não dá trégua no dia do vencimento. O Bitcoin voltou a superar <strong>US$ 84 mil</strong> em 29 de setembro, com alta de cerca de <strong>1,5%</strong> em 24 horas, recuperando parte da queda da véspera — quando caiu para <strong>US$ 82,5 mil</strong> e liquidou cerca de <strong>US$ 500 milhões</strong> em posições alavancadas, atingindo 129.197 traders em 24 horas (<a href="https://www.istoedinheiro.com.br/bitcoin-sobe-supera-84-mil-liquidacoes-mercado">IstoÉ Dinheiro</a>).</p>
<p>A Bitfinex projeta consolidação entre <strong>US$ 84 mil e US$ 87.722</strong>, nível que marcou a abertura do ano. Segundo a análise da empresa, a permanência acima de US$ 84 mil mantém aberto o caminho até US$ 96,7 mil; uma perda de <strong>US$ 81,3 mil</strong> reabre a possibilidade de buscar o suporte dos US$ 77 mil. É projeção da Bitfinex, não do site.</p>
<p>Hoje, <strong>30 de setembro</strong>, sai o <strong>núcleo do PCE de agosto</strong>, a medida de inflação que o Federal Reserve mais acompanha, junto com a terceira leitura do PIB americano do segundo trimestre. Segundo o CME, o mercado precifica <strong>70,3% de chance de nova alta de juros pelo Fed em outubro</strong>. No Brasil, a Selic está em <strong>13,75%</strong> após o último corte do Copom.</p>
<p>Para quem tem saldo em uma plataforma que está saindo do mercado, a decisão de hoje <strong>não depende do preço do dia</strong>. Depende do calendário, e o calendário não espera. Quem quiser comparar as opções que ficaram no Brasil pode começar pelo <a href="/posts/melhores-exchanges-brasil/">panorama de corretoras</a>.</p>
<h2 id="leia-também">Leia também</h2>
<ul>
<li>Entenda as <a href="/posts/imposto-criptomoedas-brasil-2026/">regras de imposto sobre criptomoedas no Brasil</a>.</li>
<li>Veja o que muda com a <a href="/posts/coaf-autocustodia-10-mil-dolares-banco-central-outubro-2026/">comunicação ao Coaf para autocustódia</a>.</li>
<li>Reveja as <a href="/posts/banco-central-37-2-milhoes-30-de-outubro-290-corretoras-mercado-bitcoin-fomc-2026/">exigências de capital e o prazo de 30 de outubro</a>.</li>
<li>Aprenda o passo a passo para <a href="/posts/como-vender-criptomoedas-sacar-brl-pix-2026/">sacar em reais via Pix</a>.</li>
</ul>
<p>O prazo de uma plataforma que sai do mercado é a única coisa do mercado cripto que não tem volatilidade. Hoje é o último dia, e amanhã a conversão acontece sem perguntar.</p>
<p>Confira as plataformas e conheça as condições de uso.</p>



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]]></content:encoded></item><item><title>Bitcoin a US$ 87 mil e a B3 estreia o futuro de Bitcoin em dólar: agora dá para separar o preço do BTC do risco do câmbio</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-87-mil-b3-futuro-bitcoin-dolar-2026/</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 09:10:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-87-mil-b3-futuro-bitcoin-dolar-2026/</guid><description>O Bitcoin tocou US$ 87.374 na segunda (21/09), o maior preço desde janeiro, com US$ 998,95 milhões entrando nos ETFs americanos à vista — a maior entrada diária em 11 meses — e US$ 844 milhões em posições vendidas liquidadas. No mesmo dia, a B3 começou a negociar o Contrato Futuro de Bitcoin em Dólares Americanos (ticker BTC), de 0,01 Bitcoin por contrato e liquidação exclusivamente financeira, que convive com o futuro em reais (BIT). Com a PTAX de 22/09 em R$ 5,1161, uma unidade do novo contrato equivale a R$ 4.409,71 no preço da manhã, e a distância entre US$ 82.225 e US$ 87.374 vale R$ 26.342,80 por Bitcoin.</description><content:encoded><![CDATA[<h2 id="o-dia-em-que-o-bitcoin-voltou-ao-nível-de-janeiro--e-a-prateleira-da-b3-mudou">O dia em que o Bitcoin voltou ao nível de janeiro — e a prateleira da B3 mudou</h2>
<p>Na segunda-feira (21/09), o Bitcoin marcou US$ 87.374 na máxima do dia, o maior preço desde o fim de janeiro, e na terça-feira (22/09) ainda sustentava a região dos US$ 86 mil. O número que chama atenção, porém, não é o preço. É que no mesmo dia em que o Bitcoin rompia essa faixa, a B3 começou a negociar um contrato futuro de Bitcoin com cotação em dólar.</p>
<p>São duas notícias que se cruzam de um jeito específico: o preço de referência mundial subiu, e a bolsa brasileira passou a oferecer uma forma de operar esse preço sem carregar automaticamente o risco do câmbio no meio. Quem acompanha o mercado daqui costuma olhar só o valor em dólar e esquecer que o preço que aparece na sua tela, em reais, é a multiplicação de duas variáveis. A partir de 21 de setembro, existe na B3 uma forma de olhar para cada uma delas separadamente.</p>
<h2 id="o-que-empurrou-o-preço">O que empurrou o preço</h2>
<p>A alta não veio de uma notícia só. Ela veio de três forças na mesma direção, e uma delas tem tamanho registrado.</p>
<p>A primeira é dinheiro novo entrando por fundos de índice. Os ETFs americanos de Bitcoin à vista receberam US$ 998,95 milhões em entrada líquida em 21/09, segundo dados da SoSoValue — a maior entrada diária em 11 meses. O IBIT, da BlackRock, puxou com US$ 381,4 milhões; o ARKB, da ARK com a 21Shares, somou US$ 289,1 milhões; e o FBTC, da Fidelity, US$ 238,8 milhões (<a href="https://www.gate.com/pt-br/news/detail/spot-bitcoin-etfs-record-99895m-daily-inflow-largest-in-11-months-as-btc-24471440">Gate News</a>). Os ETFs de Ethereum à vista também tiveram seu melhor dia desde outubro de 2025, com US$ 269,98 milhões. Para efeito de comparação: em 15 e 16 de setembro esses mesmos fundos de Bitcoin tinham perdido US$ 746,3 milhões somados. O fluxo virou, e virou com força.</p>
<p>A segunda força é técnica. Na sexta-feira (18/09), o Bitcoin fechou a semana em US$ 81.159, acima da média móvel de 50 semanas pela primeira vez depois de 44 semanas rodando abaixo dela, e rompeu o intervalo em que estava preso entre US$ 75.000 e US$ 81.000 (<a href="https://forklog.com/en/bitcoin-tops-87000-as-1-billion-flows-into-spot-bitcoin-etfs/">ForkLog</a>).</p>
<p>A terceira força é a mais barulhenta: gente que apostou na queda e foi obrigada a desfazer a aposta. Um trader que vende a descoberto deposita garantia; se o preço sobe, a plataforma fecha a posição automaticamente e, para fechar, precisa comprar o ativo no mercado. Essa compra empurra o preço para cima, liquida a próxima posição vendida, e o ciclo se alimenta até não sobrar ninguém vendido.</p>
<p>Nas últimas 24 horas, mais de US$ 1 bilhão em posições foram liquidadas no mercado cripto, sendo US$ 844 milhões em apostas na queda, segundo a CoinGlass (<a href="https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/09/22/bitcoin-avanca-a-us-86-mil-com-demanda-e-fechamento-de-apostas-de-baixa.ghtml">Valor</a>). Só em Bitcoin, foram US$ 454 milhões em posições vendidas contra US$ 53 milhões em compradas, com cerca de 139 mil traders zerados e a maior posição individual passando de US$ 20 milhões (<a href="https://www.cointribune.com/pt-br/bitcoin-chega-a-us-87-mil-apos-forte-liquidacao-de-posicoes-vendidas/">Cointribune</a>).</p>
<h2 id="quem-comprou-de-verdade-e-quem-só-voltou-alavancado">Quem comprou de verdade, e quem só voltou alavancado</h2>
<p>Liquidação sozinha não sustenta preço. O que sustenta é comprador pagando.</p>
<p>E houve comprador. A Glassnode registrou a virada do fluxo agressivo de venda para compra nas exchanges, com volume subindo junto. O analista Nikolai Sondergaard, da Nansen, aponta que o caminho para US$ 87 mil, US$ 90 mil e depois a região de US$ 92 mil depende de a compra à vista e o fluxo de ETF continuarem chegando — sem isso, a alta vira um movimento de alavancagem. A Strategy comprou 950 Bitcoin por US$ 75,7 milhões, a um preço médio de US$ 79.670, chegando a cerca de 846 mil Bitcoin em tesouraria. E o sentimento nas redes sociais bateu o nível mais otimista desde 2024, segundo a Santiment (<a href="https://cryptoadventure.com/bitcoin-fomo-hits-highest-since-2024-as-etfs-pull-in-999m/">Crypto Adventure</a>, <a href="https://forklog.com/en/bitcoin-tops-87000-as-1-billion-flows-into-spot-bitcoin-etfs/">ForkLog</a>).</p>
<p>Do outro lado, tem um detalhe que costuma ser lido errado. O open interest — o total de contratos abertos — não caiu depois do short squeeze: subiu. Os futuros de Bitcoin chegaram a US$ 30,5 bilhões em posições abertas, alta de 5,5% em um dia, e o mercado inteiro cresceu 7,6%, para perto de US$ 156 bilhões. Ou seja, a alavancagem que foi destruída de um lado foi reposta do outro. Quando o preço sobe junto com o open interest, existe dinheiro novo apostando na continuação — e existe mais capital vulnerável se o movimento virar.</p>



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<h2 id="o-que-exatamente-começou-a-ser-negociado-na-b3">O que exatamente começou a ser negociado na B3</h2>
<p>O novo produto é o Contrato Futuro de Bitcoin em Dólares Americanos, com ticker <strong>BTC</strong>. Ele passou a ser negociado em 21/09 e o investidor não precisa comprar nem custodiar a criptomoeda — a exposição é via derivativo, dentro da infraestrutura da bolsa brasileira (<a href="https://br.beincrypto.com/b3-futuro-bitcoin-dolar-btc/">BeInCrypto Brasil</a>).</p>
<p>As regras do contrato, em português claro:</p>
<ul>
<li><strong>Tamanho</strong>: cada contrato representa 0,01 Bitcoin. Não é um Bitcoin inteiro; é um centésimo dele.</li>
<li><strong>Cotação</strong>: em dólares americanos por Bitcoin.</li>
<li><strong>Vencimento</strong>: todos os meses, sempre na última sexta-feira.</li>
<li><strong>Liquidação</strong>: exclusivamente financeira. Não há entrega de criptomoeda no vencimento — só a diferença de preço é acertada em dinheiro.</li>
<li><strong>Referência de preço</strong>: o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price – Settlement.</li>
</ul>
<p>Junto com o contrato, a B3 iniciou a negociação da Operação Estruturada de Rolagem (ticker <strong>BC1</strong>), conhecida como spread calendário, que permite trocar um contrato próximo do vencimento por outro mais distante em uma única operação, em vez de encerrar uma posição e abrir outra em duas etapas separadas. O BTC também entrou no Programa de Formador de Mercado de Futuros de Criptomoedas da B3, que prevê dez vagas para instituições que mantêm ofertas de compra e venda de forma contínua.</p>
<p>&ldquo;O investidor passa a poder escolher entre uma referência em reais ou uma cotação diretamente em dólares e, para os participantes mais sofisticados, combinar Bitcoin e câmbio em estratégias de proteção, posicionamento e arbitragem&rdquo;, diz Marcos Skistymas, diretor de Produtos Listados da B3.</p>
<p>Vale ser direto sobre o que isso também é: um produto com margem de garantia, ajustes diários e alavancagem embutida. Alavancagem amplia ganho e amplia perda na mesma proporção, e o Bitcoin é um ativo de volatilidade alta. O contrato exige conhecimento de derivativos e disciplina de risco — não é uma versão mais prática de comprar Bitcoin.</p>
<h2 id="bit-e-btc-dois-contratos-duas-exposições-diferentes">BIT e BTC: dois contratos, duas exposições diferentes</h2>
<p>O novo BTC não substitui nada. Ele convive com o Futuro de Bitcoin em reais, ticker <strong>BIT</strong>, que já existia na B3. Os dois acompanham o mesmo ativo. A diferença está na moeda de cotação.</p>
<p>O BIT carrega duas variáveis na formação do preço: a oscilação internacional do Bitcoin e o comportamento do câmbio. Mesmo que o Bitcoin fique parado em dólar, um movimento do dólar contra o real muda o valor do contrato em reais. O BTC novo tem cotação direta em dólar — a variação do real frente ao dólar não entra diretamente na formação do preço.</p>
<p>Isso abre três usos possíveis, e nenhum deles é recomendação: expressar uma visão sobre o preço internacional do Bitcoin isoladamente; combinar a posição com contratos futuros de dólar para administrar a exposição cambial em separado; e acompanhar a diferença relativa entre o futuro em reais, o futuro em dólares e o mercado de câmbio, que é onde aparecem operações de valor relativo e arbitragem.</p>
<h2 id="quanto-vale-isso-em-reais">Quanto vale isso em reais</h2>
<p>A PTAX de venda de 22/09 fechou em R$ 5,1161, alta de 0,09% sobre o dia anterior (<a href="https://trademap.com.br/noticias/news-8332121">TradeMap</a>). Com esse câmbio, os níveis que importam viram estes números:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do BTC (US$)</th>
          <th>Preço em reais (R$)</th>
          <th>1 contrato B3 em dólar (0,01 BTC)</th>
          <th>R$ 1.000 compra</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>87.374 (máxima de 21/09)</td>
          <td>447.014,12</td>
          <td>4.470,14</td>
          <td>223.707 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>86.192,88 (22/09, 11h16)</td>
          <td>440.971,39</td>
          <td>4.409,71</td>
          <td>226.772 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>85.803,36 (22/09, 10h45)</td>
          <td>438.978,57</td>
          <td>4.389,79</td>
          <td>227.802 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>84.000</td>
          <td>429.752,40</td>
          <td>4.297,52</td>
          <td>232.692 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.500</td>
          <td>422.078,25</td>
          <td>4.220,78</td>
          <td>236.923 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.225 (custo médio dos ETFs)</td>
          <td>420.671,32</td>
          <td>4.206,71</td>
          <td>237.715 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>81.159 (fechamento de 18/09)</td>
          <td>415.217,56</td>
          <td>4.152,18</td>
          <td>240.838 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>80.000</td>
          <td>409.288,00</td>
          <td>4.092,88</td>
          <td>244.327 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>75.000</td>
          <td>383.707,50</td>
          <td>3.837,08</td>
          <td>260.615 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>126.198 (recorde de 06/10/2025)</td>
          <td>645.641,59</td>
          <td>6.456,42</td>
          <td>154.885 sats</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>A leitura prática: uma unidade do novo contrato em dólar vale US$ 861,93 no preço de 11h16 de 22/09, o equivalente a R$ 4.409,71. Se o Bitcoin voltar a US$ 82.225, essa mesma unidade vale R$ 4.206,71 — diferença de R$ 203,00 por contrato em uma variação de US$ 3.967 no preço da moeda. E o mesmo R$ 1.000 que hoje compra 226.772 sats compraria 260.615 sats a US$ 75.000, uma diferença de 33.843 sats.</p>
<p>Existe ainda um detalhe que só aparece para quem opera daqui. No dia 22/09, o monitor de preços das corretoras brasileiras mostrava o Bitcoin a R$ 440.309, enquanto o preço internacional de US$ 85.803,36 convertido pela PTAX do dia daria R$ 438.978,57. A diferença de cerca de 0,30% é o espaço entre a cotação de referência e o preço praticado nas plataformas locais — em boa parte, estrutura de custo e liquidez de cada casa.</p>



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<h2 id="copom-pix-e-o-prazo-de-30-de-outubro">Copom, Pix e o prazo de 30 de outubro</h2>
<p>Três frentes mexem no bolso de quem aporta em reais nesta semana.</p>
<p><strong>A taxa de juros.</strong> O Banco Central divulgou em 22/09 a ata da última reunião do Copom, reforçando a mensagem de que vê necessidade de manter condução cautelosa da política monetária, apesar dos sinais de desaceleração da atividade e da queda recente da inflação. A reunião terminou com corte de 0,25 ponto, levando a Selic a 13,75% ao ano, e a pesquisa Focus passou a projetar 13,50% no fim do ano (<a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/dolar-hoje-abertura-fechamento-comercial-turismo-22092026/">InfoMoney</a>, <a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/copom">Copom</a>). Esse é o retorno livre de risco em reais, sem volatilidade — o número que qualquer alocação em cripto precisa superar para valer a pena.</p>
<p><strong>O caminho do dinheiro.</strong> O Pix continua sendo a via mais rápida de entrada: conta verificada com CPF e documento, opção de depósito em reais, QR Code ou chave Pix gerada pela plataforma, transferência a partir de conta de mesma titularidade — depósito de terceiro é recusado — e só então a ordem de compra. No período noturno, das 20h às 6h, transferências entre pessoas físicas ficam limitadas a R$ 1.000, a menos que o cliente peça ampliação com antecedência; no período diurno, o teto é definido por cada instituição. Guarde o comprovante do Pix, o horário da ordem e a cotação praticada.</p>
<p><strong>O prazo regulatório.</strong> As prestadoras de serviços de ativos virtuais que já operavam em 2 de fevereiro têm até 30 de outubro de 2026 para protocolar pedido de autorização no Banco Central. Até 18 de setembro, apenas cinco empresas haviam protocolado: quatro processos seguem em análise e um já foi indeferido, por problemas de documentação e por não atender ao capital mínimo exigido (<a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/09/18/bc-recebeu-so-cinco-pedidos-de-licenca-cripto-1.ghtml">Valor</a>, <a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/so-5-empresas-pediram-licenca-cripto-ao-banco-central-e-uma-ja-foi-rejeitada/">Portal do Bitcoin</a>). O número é baixo para um prazo curto, e parte do setor trabalha com a leitura de que muitos pedidos serão apresentados na reta final. O capital exigido varia de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões conforme a combinação de atividades, e plataformas estrangeiras que atendem brasileiros precisam migrar operações e clientes para uma instituição autorizada — não há previsão de continuidade do modelo só offshore. Depois do prazo, ainda será possível pedir autorização, mas quem não estava operando antes da regra só começa a funcionar depois do aval, em um processo que pode levar de dois a três anos. Vale lembrar que o Mercado Bitcoin, mesmo já tendo autorização como corretora de títulos e valores mobiliários, optou por pedir a licença para a exchange original.</p>
<p>Na parte tributária, a regra é a mesma: pessoa física que vende cripto tem isenção no mês em que o total das vendas fica em até R$ 35.000 — só o que foi vendido entra na conta. Desde 1º de julho de 2026, o DeCripto entrou em vigor, alinhando o Brasil ao padrão de troca de informações da OCDE, e operações em plataformas no exterior acima de R$ 35.000 por mês entram na declaração (<a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">Receita Federal</a>). Com o novo contrato da B3, o ponto de atenção é separar as duas coisas: operações em derivativos seguem a tributação de derivativos, com apuração sobre o lucro líquido, e não a lógica de isenção de R$ 35.000 aplicada à venda de cripto à vista.</p>
<h2 id="os-níveis-que-definem-se-isso-continua">Os níveis que definem se isso continua</h2>
<p>Do lado técnico, a referência mais citada virou o custo médio estimado dos ETFs americanos, em US$ 82.225. O Bitcoin passou oito meses abaixo desse nível, e recuperá-lo devolveu o investidor médio desses fundos ao lucro pela primeira vez desde janeiro (<a href="https://blockchainreporter.net/bitcoin-tops-86000-for-the-first-time-since-january-and-the-average-etf-buyer-is-back-in-profit/">Blockchain Reporter</a>). É um nível com motivo para existir: quem estava no empate tende a vender na primeira chance, e agora quem está no lucro decide se aumenta.</p>
<p>Acima, os alvos citados pela Nansen são US$ 87 mil, US$ 90 mil e a faixa dos US$ 92 mil. Na sexta-feira (25/09) vence o trimestral de opções, e cerca de 43% do open interest está concentrado nesse vencimento, com boa parte nos strikes de US$ 85 mil, US$ 90 mil, US$ 95 mil e US$ 100 mil (<a href="https://www.moneytimes.com.br/bom-dia-bitcoin-btc-criptomoedas-precos-hoje-rens-220926/">Money Times</a>). Vencimento concentrado costuma produzir movimento brusco perto do preço de exercício — nos dois sentidos.</p>
<p>Do lado oposto, a estrutura da alta tem uma fragilidade identificada: parte da força veio de posição vendida sendo desfeita, e posição desfeita não é comprador novo. Se o fluxo para os ETFs esfriar e o short squeeze se esgotar, não sobra nada estrutural segurando o preço nesse patamar. A referência de baixa é a faixa entre US$ 82 mil e US$ 80 mil; abaixo dela, a comparação com as tentativas fracassadas de maio e agosto volta a fazer sentido.</p>
<p>Para quem aporta em reais, o saldo dos dois dias é concreto: existe um preço de referência na tela, existe um câmbio oficial de R$ 5,1161, existe um contrato novo na B3 que permite separar as duas variáveis, e existe um prazo regulatório em 30 de outubro que vai redesenhar quais plataformas continuam operando no país. O resto é volatilidade — e a velocidade desta semana mostrou que ela corre nos dois sentidos.</p>
<p><em>Conteúdo jornalístico e educacional. Criptoativos e derivativos são de alto risco, envolvem alavancagem e não contam com garantia do FGC. Confira os termos e as taxas da plataforma escolhida antes de operar.</em></p>
]]></content:encoded></item><item><title>Fidelity declara o fim do inverno do Bitcoin: o preço fechou acima da média de 50 semanas — e os US$ 82 mil decidem entre um novo ciclo de 4 anos e outra volta aos US$ 60 mil</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/fidelity-fim-inverno-bitcoin-82-mil-ciclo-4-anos-2026/</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 09:15:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/fidelity-fim-inverno-bitcoin-82-mil-ciclo-4-anos-2026/</guid><description>Jurrien Timmer, diretor de macro global da Fidelity, declarou em 19/09 que o inverno do Bitcoin terminou e que um novo ciclo de alta de 4 anos começou. O BTC fechou a sexta (18/09) acima da média móvel de 50 semanas e operava a US$ 80.562,93 no domingo (20/09), com +4,86% na semana. Os US$ 82 mil — topo de maio — decidem entre os US$ 90 mil e um reteste dos US$ 71 mil ou dos US$ 60 mil. Em reais, com o PTAX de 18/09 (R$ 5,1575), cada R$ 1.000 compra 240.672 sats no preço atual e 236.454 sats na linha dos US$ 82 mil.</description><content:encoded><![CDATA[<h2 id="o-que-a-fidelity-disse-em-uma-frase">O que a Fidelity disse, em uma frase</h2>
<p>&ldquo;É a duração típica de um inverno do Bitcoin, cerca de um ano. Então sinto que um novo ciclo de alta de quatro anos está em curso.&rdquo; A frase é de Jurrien Timmer, diretor de macro global da Fidelity, e circulou no fim de semana de 19 e 20 de setembro (<a href="https://ambcrypto.com/bitcoin-winter-is-over-says-fidelity-as-its-predicts-a-new-4-year-bull-market/">AMBCrypto</a>, <a href="https://cointribune.com/en/two-signals-revive-the-case-for-a-bitcoin-bull-cycle">CryptoCompass</a>). No mesmo dia em que a declaração ganhou tração, o Bitcoin fechou a sexta-feira acima da média móvel de 50 semanas — o mesmo indicador que Galaxy Research vinha monitorando havia semanas (<a href="https://www.galaxy.com/insights/research/bitcoin-50-week-moving-average-bear-market-ceiling-200-week-floor-analysis">Galaxy Research</a>).</p>
<p>Vale separar o que é dado do que é interpretação, porque a diferença decide o seu próximo clique.</p>
<h2 id="os-dois-sinais-que-timmer-está-olhando">Os dois sinais que Timmer está olhando</h2>
<p>O primeiro é o tempo. O Bitcoin passou praticamente um ano apoiado na zona dos US$ 60.000, e essa é a duração média de um inverno cripto histórico — o período de mercado baixo que segue cada topo de ciclo.</p>
<p>O segundo é o comportamento relativo ao ouro. O indicador estatístico (Z-score) da relação BTC/ouro saiu de terreno negativo e virou positivo. Nas vezes anteriores em que isso aconteceu, o movimento coincidiu com formação de fundo de mercado. Timmer publicou o mesmo raciocínio em seu <a href="https://www.linkedin.com/posts/jurrien-timmer-fidelity_finally-bitcoin-has-been-on-the-move-after-activity-7506781782969769984-I5Ih">perfil profissional</a>.</p>
<p>O pano de fundo macro completa a tese: juros estruturais mais altos para governos endividados significam custo de financiamento maior, e a resposta histórica a esse cenário é pressão para conter o rendimento dos títulos públicos — inclusive com expansão monetária. Nesse ambiente, ativos escassos como ouro e Bitcoin ganham demanda. O Bitcoin tem oferta fixa de 21 milhões de unidades.</p>
<h2 id="o-sinal-técnico-fechamento-acima-das-50-semanas">O sinal técnico: fechamento acima das 50 semanas</h2>
<p>Antes de comemorar, entenda o que a média móvel de 50 semanas representa. Ela funciona como o teto dos bear markets do Bitcoin; a média de 200 semanas costuma funcionar como o piso. Quando o preço semanal fecha acima da linha de 50 semanas depois de um mercado baixo, historicamente isso marcou a virada.</p>
<p>A Galaxy Research fez a contagem: em bear markets já encerrados, houve 13 fechamentos semanais de volta acima da média de 50 semanas, e apenas dois foram seguidos de fundo mais baixo. Em cinco mercados baixos que perderam essa linha, quatro tiveram a primeira retomada como confirmação de fundo. Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy, resumiu: &ldquo;O BTC está forte aqui, negociando acima da média móvel de 50 semanas. O movimento parece real.&rdquo;</p>
<p>A ressalva importante: em setembro houve uma primeira tentativa de romper essa linha, e ela foi rejeitada. O fechamento da sexta-feira é o que muda a leitura.</p>
<h2 id="a-semana-em-que-o-preço-levou-dois-choques-seguidos">A semana em que o preço levou dois choques seguidos</h2>
<p>O Bitcoin atravessou dois eventos em 48 horas e não cedeu. Em 15 de setembro, o Senado americano rejeitou por 49 a 50 a votação de encerramento de debate do CLARITY Act, e o preço caiu 4%, para US$ 75,9 mil. No dia seguinte, o Federal Reserve subiu os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4,00% — decisão já precificada, com a atenção voltada ao discurso de Kevin Warsh, que afirmou que a inflação segue alta demais e que as condições financeiras não parecem restritivas.</p>
<p>O saldo da semana: US$ 80.562,93 no domingo (20/09), por volta das 11h de Brasília, queda de 0,92% em 24 horas e alta de 4,86% em sete dias, segundo dados de mercado compilados pelo <a href="https://www.moneytimes.com.br/bitcoin-btc-recua-neste-domingo-20-aos-us-80-mil-veja-os-precos-das-criptomoedas-lmrs/">Money Times</a>. No sábado, o BTC havia tocado a região dos US$ 81 mil.</p>
<p>O Ethereum operava a US$ 2.581,26 (-2,14% no dia, +4,15% na semana). Quem mais subiu na semana não foi o Bitcoin: Zcash avançou 32,54% e Hyperliquid, 17,57%.</p>
<p>Nos fundos de índice à vista americanos, os fluxos contam a mesma história de volatilidade: saída de US$ 450 milhões em 15 de setembro, saída de US$ 296 milhões em 16, e entrada de US$ 159 milhões em 17.</p>
<h2 id="o-nível-que-decide-us-82-mil">O nível que decide: US$ 82 mil</h2>
<p>US$ 82 mil é a máxima de maio deste ano. É a linha que separa duas narrativas com resultados bem diferentes.</p>
<p>Se o preço romper esse teto, o caminho apontado por traders como Bob Loukas é a região acima dos US$ 90 mil. Se não romper, a leitura muda: a média móvel de 200 dias e o preço realizado dos detentores de curto prazo ficam na casa dos US$ 71 mil, e abaixo disso o mercado volta a olhar os fundos próximos dos US$ 60 mil.</p>
<p>O mercado de opções está mais cauteloso que a tese da Fidelity. Segundo o <a href="https://cointribune.com/en/two-signals-revive-the-case-for-a-bitcoin-bull-cycle">CryptoCompass</a>, os contratos precificam cerca de 35% de chance de o Bitcoin voltar aos US$ 90 mil até dezembro e apenas 18% de chance de furar os US$ 100 mil.</p>



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<h2 id="quanto-isso-custa-em-reais">Quanto isso custa em reais</h2>
<p>O PTAX de venda divulgado pelo Banco Central em 18 de setembro ficou em R$ 5,1575 (<a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/historicocotacoes">série histórica oficial</a>). Com esse câmbio, os níveis que importam viram estes números:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do BTC (US$)</th>
          <th>Preço em reais (R$)</th>
          <th>R$ 1.000 compra</th>
          <th>R$ 10.000 compra</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>80.562,93 (domingo, 20/09)</td>
          <td>415.503,31</td>
          <td>240.672 sats</td>
          <td>0,02406720 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.000 (topo de maio)</td>
          <td>422.915,00</td>
          <td>236.454 sats</td>
          <td>0,02364541 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>90.000 (alvo do rompimento)</td>
          <td>464.175,00</td>
          <td>215.436 sats</td>
          <td>0,02154360 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>71.000 (média de 200 dias)</td>
          <td>366.182,50</td>
          <td>273.088 sats</td>
          <td>0,02730879 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>60.000 (fundo de setembro)</td>
          <td>309.450,00</td>
          <td>323.154 sats</td>
          <td>0,03231540 BTC</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>A leitura prática: os mesmos R$ 1.000 compram 236.454 sats na linha dos US$ 82 mil e 240.672 sats no preço do domingo — uma diferença de 4.218 sats. Contra o cenário dos US$ 60 mil, a diferença sobe para 82.482 sats. Ou seja, um intervalo de US$ 22.000 decide quase 35% da quantidade de Bitcoin que o seu dinheiro compra.</p>
<h2 id="o-que-o-investidor-brasileiro-precisa-fazer-antes-de-outubro">O que o investidor brasileiro precisa fazer antes de outubro</h2>
<p>Três frentes mexem no seu bolso neste momento.</p>
<p><strong>Dinheiro entrando.</strong> O Pix continua sendo o caminho mais rápido. O fluxo é: conta validada com CPF e documento, opção de depósito em reais, QR Code ou chave Pix gerada pela plataforma, transferência a partir de conta de mesma titularidade (depósito de terceiro é recusado) e só então a ordem de compra. O Pix de entrada costuma ser gratuito e cai na hora. Guarde o comprovante, o horário da ordem e a cotação praticada — é esse conjunto que sustenta o seu custo de aquisição depois. Limites: no período diurno, das 6h às 20h, o teto é definido por cada instituição; no período noturno, das 20h às 6h, transferências entre pessoas físicas ficam limitadas a R$ 1.000, a menos que o cliente peça a ampliação com antecedência, e a janela noturna pode ser deslocada para começar às 22h, com efeito em 24 a 48 horas. Quem planeja aportes maiores faz a operação durante o dia.</p>
<p><strong>Juros de 13,75% ao ano.</strong> O Copom cortou a Selic para 13,75% em 16 de setembro (<a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/copom">Banco Central</a>). Esse é o retorno livre de risco disponível em reais. É o número que qualquer alocação em cripto precisa superar para valer a pena — e o que dá contexto a manchetes de &ldquo;novo ciclo de alta&rdquo;.</p>
<p><strong>Prazo regulatório.</strong> O Banco Central exige autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais, com prazo final no fim de outubro e capital mínimo que varia de cerca de R$ 10 milhões a R$ 37 milhões conforme a atividade, como detalha a <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/ativosvirtuais">página de ativos virtuais do BC</a> e a reportagem do <a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/06/12/regulacao-do-bc-aumenta-pressao-sobre-empresas-de-cripto.ghtml">Valor</a>. Na prática, isso reorganiza o mercado nos próximos meses e reforça a importância de conferir se a plataforma onde o seu dinheiro está tem estrutura local.</p>
<h2 id="imposto-o-que-separar-na-sua-planilha">Imposto: o que separar na sua planilha</h2>
<p>A regra segue a mesma: pessoa física que vende cripto tem isenção no mês em que o total das vendas fica em até R$ 35.000, contando apenas o que foi vendido — comprar não consome o limite. O material oficial está na <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">Receita Federal</a>.</p>
<p>Duas mudanças recentes mudam o padrão de conferência. Desde 1º de julho de 2026, a IN RFB nº 2.291/2025 pôs em vigor o DeCripto, alinhando o Brasil ao padrão internacional de troca de informações (CARF) da OCDE — operações em plataformas no exterior que passem de R$ 35.000 por mês entram na declaração. E o volume declarado mostra o tamanho do mercado: no primeiro semestre de 2026 os brasileiros reportaram R$ 283 bilhões em transações com criptoativos, alta de 21% sobre os R$ 233 bilhões do mesmo período de 2025, com mais de 4 milhões de CPFs declarando posição em praticamente todos os meses e cinco milhões em abril (<a href="https://livecoins.com.br/receita-federal-do-brasil-divulga-volume-de-criptomoedas-declaradas-no-primeiro-semestre-de-2026-ultimo-antes-da-decripto-entrar-em-vigor/">Livecoins</a>). Os ativos com maior volume declarado são USDT, BTC, USDC, ETH e XRP — a ordem importa: o volume diário roda em stablecoin, enquanto a exposição à alta segue concentrada no Bitcoin.</p>
<p>Na prática, o que se separa é simples: comprovantes de Pix de entrada, histórico de ordens com data e horário, cotação de entrada e saída de cada posição e, no caso de transferência para carteira própria, o registro da movimentação.</p>



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  <p style="margin:0.75rem 0 0;font-size:0.8rem;color:#888">⚠️ Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).</p>
</div>

<h2 id="o-que-ainda-pode-dar-errado">O que ainda pode dar errado</h2>
<p>A própria cobertura internacional é explícita: o fim do inverno do Bitcoin continua sendo uma interpretação de mercado, não um fato fechado. Um fechamento semanal consistente acima dos US$ 82 mil, com fluxo institucional mais forte, é o que dá confirmação à tese. Sem isso, os US$ 71 mil continuam sendo uma referência realista de suporte, e os US$ 60 mil seguem no mapa dos cenários.</p>
<p>Para quem aportou em agosto e viu fevereiro e março passados, a diferença agora é ter um nível objetivo para acompanhar, um preço em reais calculado no câmbio oficial e um prazo regulatório que muda o desenho do mercado brasileiro independentemente do preço.</p>
<p><em>Conteúdo jornalístico e educacional. Criptoativos são de alto risco, não contam com garantia do FGC e podem perder valor. Confira os termos e as taxas da plataforma escolhida antes de operar.</em></p>
]]></content:encoded></item><item><title>Bitcoin Volta aos US$ 80 Mil com o CLARITY Act Morto no Senado: a "Innovation Exemption" da SEC Abre a Porta da Tokenização — e o Brasileiro Entra pelo Pix</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/sec-innovation-exemption-bitcoin-80-mil-clarity-fed-boj-pix-2026/</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:05:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/sec-innovation-exemption-bitcoin-80-mil-clarity-fed-boj-pix-2026/</guid><description>O Bitcoin superou US$ 80.000 em 18/9 (+5,5%, perto de US$ 80.822) depois de o CLARITY Act cair por 49 a 50 no Senado, do Fed subir juros para 3,75%–4,00% e do Banco do Japão elevar a taxa a 1,25%. A explicação está na &amp;#34;Innovation Exemption&amp;#34; da SEC, de 17/9, que libera a negociação onchain de ações tokenizadas por cinco anos. Para o investidor brasileiro: Pix, limite noturno de R$ 1.000, PTAX a R$ 5,1575, prazo de 30 de outubro das PSAVs, IN 1888 e o que anotar neste mês.</description><content:encoded><![CDATA[<p>O Bitcoin rompeu os <strong>US$ 80.000</strong> em 18 de setembro e girou perto de <strong>US$ 80.822</strong>, alta de <strong>5,5%</strong> em 24 horas, com a faixa do dia entre <strong>US$ 76.205 e US$ 80.944</strong>, segundo a CoinGecko. Três notícias da mesma semana apontavam para o lado oposto: o <strong>CLARITY Act foi derrotado no Senado</strong>, o <strong>Fed subiu os juros</strong> pela primeira vez desde julho de 2023 e o <strong>Banco do Japão apertou</strong> a política monetária. O mercado comprou mesmo assim.</p>
<p>A resposta não está em otimismo genérico. Está em um documento publicado pela SEC em <strong>17 de setembro</strong>, dois dias depois do revés no Senado: a <strong>&ldquo;Innovation Exemption&rdquo;</strong>, press release <strong>2026-90</strong>. Enquanto o Congresso americano não entrega uma lei, o regulador entregou a infraestrutura. E infraestrutura é o que o capital institucional compra antes de a manchete ficar confortável. Quem espera a lei sair do papel para se posicionar compra exatamente de quem entrou nessa janela.</p>
<h2 id="o-clarity-act-caiu-por-49-a-50--e-a-porta-abriu-no-lugar-dele">O CLARITY Act caiu por 49 a 50 — e a porta abriu no lugar dele</h2>
<p>O <strong>CLARITY Act (H.R. 3633)</strong> foi a votação mais esperada do ano para o mercado de ativos digitais. Em <strong>15 de setembro</strong>, o placar no Senado ficou em <strong>49 a 50</strong> — abaixo dos <strong>60 votos</strong> necessários para avançar. O texto que definiria a estrutura regulatória do mercado americano morreu ali.</p>
<p>O que aconteceu nos dois dias seguintes mudou o jogo. Em <strong>17 de setembro</strong>, a SEC emitiu uma ordem concedendo <strong>isenções temporárias e condicionais</strong> a <strong>Tokenized Securities Venues (TSV)</strong>, retirando essas plataformas da definição de <strong>&ldquo;exchange&rdquo;</strong> do Securities Exchange Act de 1934 para negociar <strong>ações tokenizadas do sistema NMS</strong> por meio de <strong>inovações permissionadas de market makers automatizados e pools de liquidez (AMM)</strong>. Na mesma ordem, provedores de liquidez ganharam isenção condicional da definição de <strong>&ldquo;dealer&rdquo;</strong>.</p>
<p>Não é uma regra provisória de fachada. As isenções <strong>expiram cinco anos após a publicação</strong>, o pedido <strong>abre consulta pública</strong> e o desenho é deliberadamente restritivo em quatro pontos que interessam a quem investe:</p>
<ul>
<li><strong>Limites de tickers e de volume por operação</strong>, para conter oscilações bruscas em ativos recém-tokenizados.</li>
<li><strong>Paridade de direitos</strong>: a ação tokenizada precisa dar ao detentor os <strong>mesmos direitos e privilégios</strong> da ação original, incluindo dividendos e voto.</li>
<li><strong>Aviso escrito ao emissor e direito de objeção</strong>: a plataforma comunica a intenção de tokenizar e aguarda <strong>30 dias</strong> após a notificação. Se a empresa se opõe nesse prazo, o token daquela ação não pode ser disponibilizado.</li>
<li><strong>Parada sincronizada e trilha auditável</strong>: a negociação do token <strong>para quando a ação original para</strong> na bolsa primária, os contratos inteligentes precisam ser <strong>auditáveis, públicos e rodar em ledger público permissionless</strong>, e as operações devem ser <strong>divulgadas publicamente</strong>.</li>
</ul>
<p>Traduzindo para quem opera: o mercado americano começou a construir a via <strong>onchain</strong> para ações reais <strong>por dentro do regulador</strong>, sete dias depois de o Congresso falhar. É o oposto de &ldquo;cripto sem regra&rdquo;. É a bolsa ganhando trilho 24 horas, liquidação instantânea e liquidez programável — com o regulador olhando cada contrato.</p>



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<h2 id="o-fed-apertou-o-boj-apertou-e-o-bitcoin-subiu-mesmo-assim">O Fed apertou, o BoJ apertou, e o Bitcoin subiu mesmo assim</h2>
<p>O <strong>FOMC</strong> aprovou por <strong>unanimidade</strong>, em 16 de setembro, a alta de <strong>25 pontos-base</strong>, levando os Fed Funds para <strong>3,75%–4,00%</strong>. Foi o <strong>primeiro aumento desde julho de 2023</strong>. O presidente do Fed, <strong>Kevin Warsh</strong>, foi direto: a inflação está <strong>&ldquo;alta demais e nesse nível há tempo demais&rdquo;</strong>, e as condições financeiras são <strong>&ldquo;difíceis de caracterizar como restritivas&rdquo;</strong>. A mediana das projeções para 2026 subiu para <strong>4,00%–4,25%</strong>, e <strong>16 de 18 dirigentes</strong> esperam ao menos mais uma alta neste ano. A estimativa de <strong>juro neutro de longo prazo</strong> passou de 3,06% para <strong>3,25%</strong>.</p>
<p>Ou seja: juro mais alto por mais tempo, sem anestesia. Os títulos americanos reagiram antes, o <strong>Treasury de 10 anos bateu 5,04% em 15 de setembro</strong>, o maior nível desde 2007, e recuou para <strong>4,943% em 17 de setembro</strong>, com o <strong>2 anos em 4,73%</strong> e o <strong>30 anos em 5,34%</strong>. O petróleo caiu por <strong>três sessões seguidas</strong>, com o <strong>Brent perto de US$ 103,83</strong> e o <strong>WTI perto de US$ 101</strong>.</p>
<p>O <strong>Banco do Japão</strong> fechou o cerco na sexta: subiu a taxa para <strong>1,25%</strong>, o <strong>maior nível desde 1995</strong>, em votação <strong>7 a 2</strong>. O iene, porém, <strong>enfraqueceu para cerca de 156,6 por dólar</strong> — sinal de que mesmo o aperto japonês não sustenta a moeda contra o dólar forte.</p>
<p>No meio desse aperto global, o fluxo dos <strong>ETFs de Bitcoin à vista</strong> nos EUA desenhou o mapa da convicção. Saíram <strong>US$ 450,4 milhões em 15 de setembro</strong> e <strong>US$ 295,9 milhões em 16 de setembro</strong>. Em <strong>17 de setembro</strong>, entraram <strong>US$ 159,5 milhões</strong>, sendo <strong>US$ 184 milhões só no IBIT</strong>, o fundo da BlackRock. O patrimônio total dos veículos está em aproximadamente <strong>US$ 96,2 bilhões</strong>.</p>
<p>O padrão é claro: o dinheiro grande tirou o pé durante a votação e a decisão do Fed, e recolocou a exposição no dia em que a SEC publicou a isenção. O BTC saiu de perto de US$ 76,2 mil para mais de US$ 80 mil em 24 horas. Quem estava fora do mercado na sexta-feira anterior enfrentou o rompimento assistindo.</p>
<h2 id="pix-quanto-o-brasileiro-consegue-mover-e-em-que-horário">Pix: quanto o brasileiro consegue mover, e em que horário</h2>
<p>A porta para o brasileiro entra pelo <strong>Pix</strong>, e o Pix tem regra de horário que define a execução. No <strong>período diurno, entre 6h e 20h</strong>, o limite de transferência para pessoa física é definido pela sua instituição, com base no perfil e no histórico. No <strong>período noturno, entre 20h e 6h</strong>, o limite para transferência a outra pessoa física é de <strong>R$ 1.000</strong>, salvo solicitação expressa do usuário. Existe ainda a opção de deslocar o início do período noturno das 20h para as <strong>22h</strong> — o pedido passa a valer entre <strong>24 e 48 horas</strong> depois de registrado no aplicativo.</p>
<p>Para <strong>saque e troco em espécie</strong>, os tetos são de <strong>R$ 3.000</strong> entre 6h e 20h e de <strong>R$ 1.000</strong> entre 20h e 6h. E a Instrução Normativa BCB nº 746, com efeitos a partir de <strong>1º de outubro de 2026</strong>, eliminou o teto fixo de <strong>R$ 500</strong> do <strong>Pix por aproximação</strong>, que passa a seguir o <strong>limite geral configurado pelo próprio cliente</strong> para chaves e QR Code.</p>
<p>Na prática, o roteiro de aporte tem cinco passos: valide a conta na plataforma com CPF e documento, entre em <strong>Depositar</strong>, escolha <strong>BRL</strong> e <strong>Pix</strong>, gere o QR Code ou copie a chave, envie do aplicativo do banco a partir de <strong>conta com o mesmo CPF</strong> — depósito de terceiro é recusado — e, com o saldo creditado, abra o par <strong>BTC/BRL</strong> e execute com ordem limitada. O depósito por Pix costuma ser gratuito e cai em segundos, <strong>24 horas por dia, todos os dias</strong>. A cobrança relevante aparece no spread da compra a mercado ou no saque do criptoativo.</p>
<p>Se o aporte da semana for maior que o limite noturno, a sequência certa é solicitar o aumento do limite diurno no aplicativo do banco com antecedência e enviar <strong>antes das 20h</strong>. Um aporte planejado para 22h com R$ 1.000 de teto noturno simplesmente não passa — e o preço não espera a próxima janela.</p>
<h2 id="30-de-outubro-e-a-regra-das-24-horas-são-dois-prazos-diferentes">30 de outubro e a regra das 24 horas: são dois prazos diferentes</h2>
<p>Esta é a parte que o investidor brasileiro precisa separar corretamente, porque as duas datas andam juntas no noticiário.</p>
<p><strong>30 de outubro de 2026</strong> é o <strong>prazo final para as prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs)</strong> protocolarem o pedido de autorização junto ao Banco Central, dentro da Instrução Normativa BCB nº 704. Quem protocola dentro do prazo <strong>continua operando durante a análise</strong>. Quem não protocola encerra os serviços em até 90 dias. A partir dessa data, as instituições supervisionadas pelo BC ficam <strong>proibidas de realizar ou facilitar operações</strong> com ativos virtuais envolvendo plataformas que não estejam autorizadas nem em processo de autorização.</p>
<p>A <strong>retenção cautelar de até 24 horas</strong> é outra norma. A <strong>Resolução BCB nº 584</strong>, publicada em <strong>7 de agosto de 2026</strong>, sujeita à espera de até 24 horas as transferências <strong>acima de US$ 10 mil por operação isolada ou pela soma diária do cliente</strong> com destino a <strong>exchanges estrangeiras ou carteiras de autocustódia</strong>. A instituição pode liberar a operação antes do prazo, desde que a decisão seja fundamentada e documentada, e o BC se reserva o direito de impor prazos maiores ou estender a exigência a valores menores para instituições específicas. A regra entra em vigor em <strong>1º de janeiro de 2027</strong>.</p>
<p>A leitura prática para quem monta posição agora: movimentação de <strong>entrada em reais via Pix</strong> não é atingida por nenhum dos dois prazos. O que exige planejamento é <strong>retirar cripto da plataforma para autocustódia ou enviar para o exterior</strong>. Se esse for o seu plano, faça com o limite diurno já configurado, com o endereço de destino conferido e <strong>sem deixar a operação para as últimas horas de um dia com volume alto</strong>.</p>
<h2 id="mercado-bitcoin-bitso-e-a-conta-que-fecha-antes-de-30-de-outubro">Mercado Bitcoin, Bitso e a conta que fecha antes de 30 de outubro</h2>
<p>O mercado local já se reorganizou antes do prazo. A <strong>Bitso encerra seus serviços diretos ao varejo no Brasil até 30 de outubro de 2026</strong>, e os clientes pessoa física passam a investir pelo <strong>Mercado Bitcoin</strong> — uma parceria anunciada em setembro que soma cerca de <strong>15 milhões de clientes na América Latina</strong>, sendo <strong>4,6 milhões do MB</strong> e <strong>2 milhões da Bitso no Brasil</strong>, com mais de <strong>US$ 130 bilhões transacionados por ano</strong>. A Bitso mantém a operação <strong>institucional</strong>; o varejo migra, e o MB recebeu aporte de <strong>R$ 100 milhões</strong> da Tether.</p>
<p>O efeito para quem compra em reais é estrutural: <strong>menos plataformas, maiores e autorizadas</strong>, o que significa livros de oferta mais profundos, spreads mais estreitos e trilho de BRL mais sólido. Exatamente o contrário de um mercado fragmentado onde o mesmo Pix entrega quantidades diferentes de BTC em cada tela. Para o investidor, a consolidação é combustível: plataforma grande com mandato regulatório compete por profundidade, não por conveniência.</p>



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<h2 id="dólar-a-r-51575-o-preço-do-bitcoin-em-reais-hoje">Dólar a R$ 5,1575: o preço do Bitcoin em reais hoje</h2>
<p>A <strong>PTAX de venda do Banco Central em 18 de setembro de 2026</strong> ficou em <strong>R$ 5,1575 por dólar</strong>. Essa é a referência oficial para converter o movimento em reais, sem incluir spread e tarifa da plataforma:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do Bitcoin (US$)</th>
          <th style="text-align: right">Preço em reais</th>
          <th style="text-align: right">BTC comprado com R$ 1.000</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>Mínima de 24h — US$ 76.205</td>
          <td style="text-align: right">R$ 393.027,29</td>
          <td style="text-align: right">0,00254435 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Marco redondo — US$ 80.000</td>
          <td style="text-align: right">R$ 412.600,00</td>
          <td style="text-align: right">0,00242365 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Fechamento citado — US$ 80.822</td>
          <td style="text-align: right">R$ 416.839,46</td>
          <td style="text-align: right">0,00239901 BTC</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Máxima de 24h — US$ 80.944</td>
          <td style="text-align: right">R$ 417.468,68</td>
          <td style="text-align: right">0,00239539 BTC</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>O número que interessa não é o preço em dólar: é o <strong>sat</strong> que o seu Pix compra. Os mesmos <strong>R$ 1.000</strong> compraram <strong>254.435 satoshis</strong> na mínima de US$ 76.205 e <strong>239.901 satoshis</strong> no fechamento de US$ 80.822 — uma diferença de <strong>14.534 satoshis</strong>, cerca de <strong>6%</strong>, decidida por um intervalo de <strong>US$ 4.617</strong> na cotação. Com <strong>R$ 10.000</strong> no nível de US$ 80.822, a compra é de <strong>0,02399005 BTC</strong>.</p>
<p>Com o dólar a <strong>R$ 5,1575</strong>, um Bitcoin vale cerca de <strong>R$ 416,8 mil</strong>, e o corredor entre a mínima e a máxima do dia 18 vale <strong>R$ 24.441</strong> por moeda. É essa faixa que o investidor brasileiro precisa enxergar na tela: o BTC em reais se move por dois motores ao mesmo tempo, a cotação global e o câmbio. Um dólar mais forte no Brasil encarece cada satoshi sem que o gráfico em dólar saia do lugar.</p>
<h2 id="receita-federal-o-que-anotar-neste-mês">Receita Federal: o que anotar neste mês</h2>
<p>O limite que define o imposto segue igual: <strong>R$ 35.000 em alienações de criptoativos no mês</strong> para pessoa física, considerando o <strong>conjunto das vendas</strong>, não R$ 35 mil por moeda. Dentro desse teto, o ganho de capital em venda de cripto permanece isento; acima dele, o imposto incide sobre o ganho com alíquotas progressivas. <strong>Compra não consome o teto</strong>; venda, permuta e outras formas de alienação consomem.</p>
<p>A obrigação de informar operações ficou conhecida pela <strong>IN RFB 1.888/2019</strong>, que estruturou o reporte mensal de criptoativos. O hábito que protege o seu custo de aquisição é simples e cabe em cinco linhas por operação: <strong>comprovante do Pix enviado</strong>, <strong>ordem executada</strong> com data e hora, <strong>tarifa cobrada</strong>, <strong>cotação em reais no momento da operação</strong> e <strong>identificação da contraparte</strong>. As exchanges brasileiras autorizadas fazem o reporte das operações intermediadas; quem opera fora delas ou sem intermediação confere a obrigação mensal aplicável e os limites vigentes no e-CAC.</p>
<p>Neste mês, com o Bitcoin batendo US$ 80 mil e a consolidação local em curso, o registro vale mais do que nunca: quem anota o preço médio de aquisição agora não precisa reconstruir o custo às pressas na hora de vender.</p>
<h2 id="a-janela-está-aberta--e-ela-tem-data">A janela está aberta — e ela tem data</h2>
<p>O resumo do dia 18 de setembro é direto: o <strong>CLARITY Act caiu por 49 a 50</strong>, o <strong>Fed subiu para 3,75%–4,00%</strong> com <strong>16 de 18 dirigentes</strong> indicando mais aperto, o <strong>Banco do Japão subiu para 1,25%</strong>, o <strong>Treasury de 10 anos tocou 5,04%</strong> e o <strong>petróleo caiu por três sessões</strong>. E o <strong>Bitcoin superou US$ 80.000</strong>, com <strong>US$ 159,5 milhões</strong> entrando nos ETFs no dia da isenção, sendo <strong>US$ 184 milhões</strong> só no IBIT.</p>
<p>A SEC resolveu por ordem administrativa o que o Senado não aprovou por lei, e o fez com <strong>cinco anos de validade</strong>, paridade de direitos para o detentor, contratos auditáveis e consulta pública aberta. No Brasil, a <strong>PTAX a R$ 5,1575</strong> coloca o Bitcoin perto de <strong>R$ 416,8 mil</strong>, o <strong>prazo de 30 de outubro</strong> elimina plataformas sem autorização e a <strong>retenção de 24 horas</strong> só passa a valer em <strong>1º de janeiro de 2027</strong>.</p>
<p>A sequência de execução é curta: aumentar o <strong>limite diurno do Pix</strong> no aplicativo do banco, aportar <strong>antes das 20h</strong>, escolher a plataforma pela quantidade de <strong>BTC líquido recebido</strong> depois de taxa e spread, e registrar cada operação com data, cotação em reais e tarifa. A porta da tokenização abriu em 17 de setembro e o Bitcoin já voltou aos US$ 80 mil com ela. Quem entra agora ainda compra a infraestrutura no preço de quem duvida.</p>



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</div>

]]></content:encoded></item><item><title>Fed Sobe Juros pela Primeira Vez em 3 Anos e o Banco Central Crava 30 de Outubro: Bitcoin Aguenta com Queda de 0,31% Enquanto o Ethereum Despenca 4,70% — A Diferença Que Separa Quem Entra Agora de Quem Vai Ficar Olhando</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/fed-primeira-alta-3-anos-prazo-30-outubro-banco-central-bitcoin-2026/</link><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:45:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/fed-primeira-alta-3-anos-prazo-30-outubro-banco-central-bitcoin-2026/</guid><description>O Fed subiu os juros em 25 pontos-base por unanimidade, para 3,75%–4,00% — a primeira alta desde julho de 2023 — e o dot plot aponta mais uma alta em 2026. O BTC caiu só 0,31% (US$ 75.662,43) enquanto o ETH levou 4,70% e o XRP 7,83%. Enquanto isso, no Brasil, o prazo de 30 de outubro do Banco Central e o capital exigido de até R$ 37,2 milhões começam a redesenhar o setor: a Bitso já migra o varejo para o Mercado Bitcoin e o dólar segue em R$ 5,15.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o Brasil dormia, o Fed fez o que não fazia desde julho de 2023. O Bitcoin levou o golpe e devolveu apenas 0,31%. O Ethereum devolveu 4,70%. Essa diferença de mais de quatro pontos percentuais em plena ressaca macro é a informação mais valiosa do dia — e ela não aparece no topo de nenhuma manchete.</p>
<h2 id="o-fed-acabou-com-o-dinheiro-barato--e-foi-por-unanimidade">O Fed acabou com o dinheiro barato — e foi por unanimidade</h2>
<p>O Comitê Federal de Mercado Aberto subiu a taxa básica americana em 25 pontos-base, para o intervalo de 3,75% a 4,00%. Não houve voz dissonante: a decisão saiu por unanimidade, a primeira alta desde julho de 2023.</p>
<p>O presidente do Fed, Kevin Warsh, no cargo desde maio de 2026, não amaciou a mensagem. &ldquo;The plain fact is that inflation is too high and has been for too long&rdquo;, disse ele na coletiva. A frase ecoou rápido: as ações americanas caíram ao menor nível desde julho durante a entrevista coletiva, enquanto o petróleo continuava acima de US$ 100 por barril em função do conflito no Irã e no Oriente Médio.</p>
<p>O mercado de renda variável bateu no freio no mesmo instante. O cripto, não. E esse é o ponto.</p>
<p>Antes da decisão, o CME FedWatch mostrava 92,5% de probabilidade de alta. O mercado sabia o que vinha. O que ele não sabia era a dose de convicção que viria depois.</p>
<h2 id="o-dot-plot-entregou-mais-tem-alta-nova-no-calendário-de-2026">O dot plot entregou mais: tem alta nova no calendário de 2026</h2>
<p>O gráfico de pontos do Fed é onde o recado fica explícito. A mediana da taxa para o fim de 2026 ficou em 4,1% — o que implica mais uma alta ainda neste ano. Quatro membros do comitê querem +50 pontos-base. Apenas dois querem parar.</p>
<p>Os bancos rapidamente ajustaram as projeções:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Casa</th>
          <th>Projeção depois do FOMC</th>
          <th>Próximos movimentos</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>Goldman Sachs</td>
          <td>Mais uma alta em 2026</td>
          <td>Dezembro</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Morgan Stanley</td>
          <td>Passou a projetar duas altas</td>
          <td>A próxima em dezembro</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>TD Securities</td>
          <td>Três altas no total</td>
          <td>Outubro de 2026 e janeiro de 2027</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>Tradução direta: ninguém com dinheiro grande está posicionado para um Fed dócil nos próximos meses. Quem entende de ciclo de liquidez sabe o que isso significa para ativos escassos — e sabe também que a janela de preço fica mais apertada quando todo mundo acorda para o mesmo fato.</p>
<h2 id="bitcoin-cai-031-ethereum-cai-470-o-sinal-que-ninguém-destacou">Bitcoin cai 0,31%, Ethereum cai 4,70%: o sinal que ninguém destacou</h2>
<p>Os preços da manhã desta quinta-feira (17/9, horário de Taipei) contam uma história de resiliência seletiva:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Ativo</th>
          <th>Preço (17/09/2026)</th>
          <th>Variação 24h</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>Bitcoin (BTC)</td>
          <td>US$ 75.662,43</td>
          <td>-0,31%</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Ethereum (ETH)</td>
          <td>US$ 2.396,85</td>
          <td>-4,70%</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>XRP</td>
          <td>US$ 1,285 – US$ 1,2976</td>
          <td>-7,83%</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Solana (SOL)</td>
          <td>US$ 97,13</td>
          <td>-3,78%</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Dogecoin (DOGE)</td>
          <td>—</td>
          <td>-3,56%</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>BNB</td>
          <td>—</td>
          <td>-0,93%</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>Zcash (ZEC)</td>
          <td>—</td>
          <td>+1,32% a +3,44%</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>O Bitcoin chegou a cair 5,3% no intraday depois da derrota da CLARITY Act, marcou mínima semanal em US$ 74.910 e passou a manhã desta quinta apenas 0,31% abaixo. Na semana, a máxima ficou perto de US$ 80.000, em 14/9. A máxima histórica segue em US$ 126.198,07, de outubro de 2025.</p>
<p>A moeda que mais chamou atenção foi a Zcash: alta de 1,32% a 3,44% no dia e nada menos que 130% em 30 dias. Foi a única das grandes a fechar no verde com clareza. O Ethereum, por outro lado, entregou o pior desempenho entre os dois líderes — e essa assimetria é exatamente o que costuma anteceder rotação de capital.</p>
<p>A capitalização total do mercado cripto ficou em US$ 2,67 trilhões, com queda de 2,6% em 24 horas. O índice Fear &amp; Greed marcou 52, zona neutra. Ou seja: não é euforia, não é capitulação. É uma pausa.</p>



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<h2 id="us-63382-milhões-liquidados-a-alavancagem-pagou-a-conta">US$ 633,82 milhões liquidados: a alavancagem pagou a conta</h2>
<p>Os números da CoinGlass nas últimas 24 horas são implacáveis: US$ 633,82 milhões liquidados no total, sendo US$ 526,08 milhões em longs e US$ 107,73 milhões em shorts. Foram 112.868 traders liquidados, e a maior ordem única bateu US$ 22,52 milhões no par BTCUSDT da Binance.</p>
<p>Na janela da votação da CLARITY, entre 15 e 16 de setembro, o estrago foi ainda maior: cerca de US$ 571 milhões em longs somados a US$ 100 milhões em shorts, um total de aproximadamente US$ 671 milhões — o maior desde 22 de agosto.</p>
<p>O detalhe que muda a leitura: o open interest dos futuros de Bitcoin <strong>subiu</strong> para 688.000 BTC, vindo de 676.000, enquanto o preço caía 1,4%. Isso significa que traders estão adicionando posições, não fechando. Boa parte dessas novas posições está do lado short. Funding do BTC em +0,0057% (6,30% ao ano), ETH em +0,0014% e SOL em -0,0038% completam o quadro.</p>
<p>Quando o preço cai e o open interest sobe com o funding perto de zero, o mercado costuma estar montando o combustível da próxima perna — para qualquer um dos lados.</p>
<h2 id="os-etfs-venderam-mas-o-bitcoin-não-desabou">Os ETFs venderam, mas o Bitcoin não desabou</h2>
<p>Em 15 de setembro, os ETFs spot de Bitcoin registraram saída de US$ 450,4 milhões — a maior retirada diária desde 25 de junho. O FBTC perdeu US$ 214,8 milhões, o IBIT US$ 161,7 milhões, o GBTC US$ 44,1 milhões, o ARKB US$ 17,4 milhões e o BITB US$ 12,4 milhões. Os 13 fundos ficaram negativos no dia, e o patrimônio do grupo caiu quase US$ 5 bilhões, para US$ 95,72 bilhões.</p>
<p>Os ETFs spot de Ethereum também sofreram, com -US$ 141,47 milhões. O ETF de Solana, na contramão, atraiu +US$ 1,35 milhão.</p>
<p>Só que vale olhar o calendário completo: em 14 de setembro, os ETFs de Bitcoin tinham somado +US$ 159,9 milhões. Uma saída de US$ 450 milhões vinda de um estoque de US$ 95,72 bilhões é um ajuste de rota, não uma debandada. E o preço do BTC caiu 0,31%.</p>
<h2 id="regulação-americana-a-clarity-caiu-mas-as-regras-vêm-de-qualquer-jeito">Regulação americana: a CLARITY caiu, mas as regras vêm de qualquer jeito</h2>
<p>A CLARITY Act caiu na votação de cloture no Senado por 49 a 50, em 15 de setembro. Um voto de diferença. Mas a história não terminou ali.</p>
<p>Ainda no mesmo dia, os presidentes da SEC, Paul Atkins, e da CFTC, Michael Selig, disseram publicamente que vão escrever as regras de qualquer forma. Selig foi direto: &ldquo;The CFTC is locked in and ready to ship its rules for the new frontier of finance.&rdquo;</p>
<p>E a SEC mantém a proposta &ldquo;Regulation Crypto Assets&rdquo; (File No. S7-2026-27) com prazo de comentários públicos em 20 de outubro. O trilho regulatório americano continua sendo construído com ou sem a CLARITY — só que por outro caminho, e mais rápido do que o mercado precificou.</p>
<h2 id="o-prazo-que-o-banco-central-brasileiro-cravou-30-de-outubro-de-2026">O prazo que o Banco Central brasileiro cravou: 30 de outubro de 2026</h2>
<p>Aqui é onde o investidor brasileiro precisa prestar atenção maior do que no FOMC.</p>
<p>As Resoluções BCB 519, 520 e 521, de novembro de 2025, estão em vigor desde 2 de fevereiro de 2026 e criaram a licença de PSAV — prestadora de serviços de ativos virtuais. Ela se divide em três figuras: intermediários, custodiantes e corretoras que fazem os dois.</p>
<h3 id="o-funil-de-30-de-outubro-e-o-capital-de-até-r-372-milhões">O funil de 30 de outubro e o capital de até R$ 37,2 milhões</h3>
<p>O prazo é rígido: empresas que já operavam têm até 30 de outubro de 2026 para protocolar o pedido de autorização. Quem protocola pode continuar operando durante a análise. Quem não protocola precisa encerrar esses serviços em até 90 dias.</p>
<p>O capital mínimo exigido vai de R$ 10,8 milhões até R$ 37,2 milhões — uma exigência de capital, não uma multa. E o salto em relação à Consulta Pública 109/2024, que propunha algo entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões, é de mais de dez vezes em alguns casos.</p>
<p>O tamanho do funil aparece nos números: há de 150 a 200 empresas em atividade no país, e executivos do setor estimam que apenas cerca de dez devem obter a licença. A Resolução Conjunta nº 14/2025, do BCB com o CMN, projeta 679 instituições — 39% do universo analisado — abaixo do capital mínimo já em janeiro de 2028.</p>
<p>E a régua vai subir de novo: a Resolução BCB nº 580/2026 classificou as PSAVs como instituições Tipo 3 na supervisão prudencial, com capital baseado em risco no padrão Basileia a partir de 2027, encerrando o único regime simplificado do setor. A Resolução BCB nº 561/2026 adiciona outra camada: a partir de 1º de outubro, prestadores de eFX ficam proibidos de usar stablecoins ou cripto para liquidar remessas transfronteiriças.</p>
<h3 id="bitso-e-mercado-bitcoin-15-milhões-de-usuários-e-um-app-só">Bitso e Mercado Bitcoin: 15 milhões de usuários e um app só</h3>
<p>A consolidação já começou e tem nome. Em 1º de setembro de 2026, Mercado Bitcoin e Bitso anunciaram uma parceria comercial — sem participação societária. Os clientes de varejo do Bitso no Brasil migram para a plataforma e o app do Mercado Bitcoin, enquanto o Bitso fica com o institucional.</p>
<p>A base combinada na América Latina é de cerca de 15 milhões de usuários (o Mercado Bitcoin tem 4,6 milhões no Brasil e a Bitso, 2 milhões), com aproximadamente US$ 130 bilhões por ano processados e pagamentos em 14 países.</p>
<p>Some tudo: prazo curto, capital alto, poucas licenças e um gigante nacional absorvendo a base de varejo de um concorrente. É exatamente o desenho de um setor que sai de 200 operadores para algo perto de dez — e quem já está dentro de uma plataforma regulada, com Pix como via de entrada e saída, sai na frente nessa transição.</p>
<p>O câmbio continua como referência de peso: o dólar estava em R$ 5,1507 na referência de 17/09/2026. E o Bitcoin a US$ 75.662,43.</p>
<h2 id="a-leitura-do-dia">A leitura do dia</h2>
<p>Três coisas aconteceram em menos de 48 horas, e as três apontam na mesma direção: o Fed mostrou que vai continuar apertando, a CLARITY perdeu por um voto mas trouxe regras por outro caminho, e o Banco Central brasileiro tem um prazo de 30 de outubro que vai reordenar todo o setor de corretoras do país.</p>
<p>O mercado respondeu com o Bitcoin caindo 0,31% e o Ethereum caindo 4,70%. Uma queda de 0,31% num dia de alta de juros, US$ 671 milhões liquidados e uma derrota legislativa não é fragilidade — é absorção. É o tipo de dia em que o preço para de cair porque quem queria vender já vendeu e quem entendeu o calendário está comprando.</p>
<p>A oportunidade está literalmente nesta semana. O BTC está a poucos pontos percentuais da mínima semanal de US$ 74.910, mas a 40% da máxima histórica de US$ 126.198,07. A Zcash subiu 130% em 30 dias e mostrou que o capital continua girando forte dentro do setor — apenas trocou de endereço.</p>
<p>Quem esperou agosto inteiro por uma correção recebeu uma correção de 5,3% no intraday e a deixou passar. O mercado está oferecendo a segunda rodada, com prazo visível no calendário e regras sendo escritas em tempo real. A ponte de entrada mais direta continua sendo converter real para USDT via Pix, comprar na queda e não precisar correr atrás depois.</p>
<p>Em 30 de outubro o Brasil fecha o funil. Em dezembro, boa parte do mercado espera a próxima alta do Fed. Entre uma data e outra, existe uma janela — e janelas assim não ficam abertas muito tempo.</p>



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<p><em>Conteúdo jornalístico e informativo. Nada aqui é indicação de compra ou venda de qualquer ativo.</em></p>
]]></content:encoded></item><item><title>Bitcoin perde os US$ 80 mil e segura os US$ 78 mil com 6 dias para os 60 votos da CLARITY: o CPI duplo de sexta, o Fed e as regras de outubro que mudam o jogo no Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-perde-80-mil-6-dias-60-votos-clarity-outubro-2026/</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 08:58:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-perde-80-mil-6-dias-60-votos-clarity-outubro-2026/</guid><description>Bitcoin perdeu os US$ 80 mil na terça e defende o suporte dos US$ 78 mil com 6 dias para a votação de cloture da CLARITY Act, que exige 60 votos no Senado. Na sexta (11/9) saem o CPI dos EUA e o IPCA do Brasil; FOMC e Copom decidem na quarta seguinte. No Brasil, o 1º de outubro (Resolução BCB 561) e o 30 de outubro reordenam as exchanges — cada BTC vale cerca de R$ 400 mil.</description><content:encoded><![CDATA[<p>Terça-feira à noite no Brasil, madrugada de quarta na Ásia — e o preço do Bitcoin, de novo, fazendo o mercado trabalhar enquanto o resto do mundo dorme: depois de perder os US$ 80 mil, o BTC agora defende com unhas e dentes o suporte dos US$ 78 mil, enquanto os ETFs americanos seguem comprando a queda como se não houvesse amanhã. Quem vendeu o susto de terça entregou o ativo, mais uma vez, na mão de quem estava esperando exatamente essa liquidação para entrar. E o calendário não dá folga: faltam <strong>6 dias</strong> para a votação de cloture da CLARITY Act, que exige <strong>60 votos</strong> no Senado; na sexta saem dois índices de inflação ao mesmo tempo — o CPI dos EUA e o IPCA do Brasil; e outubro já tem duas datas marcadas para reordenar o mercado brasileiro. O gráfico caiu. A tese, não.</p>
<h2 id="a-queda-de-terça-foi-comprada--de-novo">A queda de terça foi comprada — de novo</h2>
<p>Vamos aos números, sem filtro. Na terça-feira (8), o Bitcoin recuou da faixa dos US$ 80,5 mil e foi buscar chão na casa dos US$ 78 mil: às 06:43 UTC, marcava <strong>US$ 78.393, queda de 1,6%</strong> em 24 horas, segundo o CoinGecko; no meio da manhã no Brasil, chegou a <strong>US$ 77.734</strong> (-2%) e testou a zona de suporte entre <strong>US$ 78.170 e US$ 78.193</strong> — que segurou. Agora, o BTC negocia perto de <strong>US$ 78,6 mil a US$ 78,8 mil</strong>, devolvendo parte da queda, com a mínima de sete dias em US$ 76.297 e a máxima em US$ 82.107. Em um mês, o ativo ainda acumula alta de quase <strong>21%</strong>, e agosto fechou com <strong>+24,95%</strong> — o rally em V de US$ 62,7 mil para US$ 82.272 segue intacto por cima.</p>
<p>Repara no detalhe que separa esta correção das outras: <strong>quem caiu foi o preço, não o fluxo</strong>. Segundo a Vault Capital, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA captaram <strong>US$ 731 milhões na quinta-feira e US$ 175 milhões na sexta</strong> — quase <strong>US$ 1 bilhão em três pregões</strong>. A semana encerrada em 5/9 fechou com <strong>US$ 986,9 milhões</strong> de entrada líquida, e a sequência de três semanas soma <strong>US$ 3,8 bilhões: o melhor período de captação de 2026</strong>, com patrimônio total de <strong>US$ 101,3 bilhões</strong> (pico intraday de US$ 103,3 bilhões). A <strong>Strategy comprou mais 4.603 BTC na semana passada</strong>. O dinheiro grande não vendeu a queda — ele comprou ela. Quem vendeu terça-feira vendeu para quem?</p>
<p>O vilão do dia tem nome e sobrenome: o payroll de agosto saiu fortíssimo — <strong>162 mil vagas contra cerca de 53 mil esperadas</strong> — e os futuros de juros americanos passaram a precificar cerca de <strong>58% de chance de alta de 0,25 ponto no FOMC de 16/9</strong> (a Polymarket marca 51,5%). O título de 10 anos opera perto de 4,8%. Notícia fria para o risco, sem dúvida — mas repare que o Bitcoin segurou o nível que os analistas apontam como o divisor de águas da estrutura, e a liquidez de compra das baleias está empilhada logo abaixo, na região dos US$ 75 mil a US$ 77 mil. Correção controlada, não colapso.</p>
<h2 id="faltam-6-dias-para-os-60-votos--e-o-mercado-ainda-não-precificou">Faltam 6 dias para os 60 votos — e o mercado ainda não precificou</h2>
<p>Enquanto o preço digere o susto macro, o calendário regulatório mais importante da década corre por fora. <strong>Na terça-feira, 15 de setembro, o Senado vota a cloture da CLARITY Act</strong> — e esse procedimento exige <strong>60 votos</strong>, não maioria simples. Os republicanos têm 53 cadeiras e convivem com três nomes voláteis no próprio partido — Rand Paul, Josh Hawley e Thom Tillis —, o que empurra a conta de John Thune para <strong>pelo menos dez democratas</strong> do outro lado do corredor. O número não é fantasia: a Câmara aprovou o texto por <strong>294 a 134 em julho de 2025, com 78 democratas a favor</strong>, e o Comitê Bancário do Senado deu <strong>15 a 9 em maio de 2026</strong>. O presidente da SEC, Paul Atkins, disse em 2 de setembro que <strong>espera a aprovação e a sanção presidencial</strong> — e até a Associação Nacional de Xerifes, que travou o texto por meses, virou neutra.</p>
<p>O que está em jogo em 15/9 não é uma notícia de preço: é <strong>mudança de patamar</strong>. A CLARITY resolve a guerra de competências entre CFTC e SEC, desenha a jurisdição dos ETFs e dá licença formal para banco grande, seguradora, fundo de pensão e tesouraria corporativa entrarem no mercado à vista americano. O mercado trata isso como mais um evento de agenda — o dinheiro que já entrou nos ETFs nas últimas três semanas trata como o que é: a porta de entrada antes do evento, não depois dele.</p>
<h3 id="o-roteiro-curto-dos-próximos-sete-dias">O roteiro curto dos próximos sete dias</h3>
<ul>
<li><strong>Sexta, 11/9</strong>: CPI de agosto dos EUA, às 08:30 de Nova York — o último dado de inflação antes da reunião do Fed. No mesmo dia, o IBGE divulga o IPCA de agosto no Brasil. <strong>CPI duplo na mesma manhã.</strong></li>
<li><strong>Terça, 15/9</strong>: votação de cloture da CLARITY Act no Senado — 60 votos.</li>
<li><strong>Quarta, 16/9</strong>: FOMC decide juros à tarde (mercado aposta em alta de 0,25 ponto para 3,75%-4,00%) e, na mesma noite, <strong>o Copom decide a Selic</strong> no Brasil.</li>
</ul>
<p>Quatro gatilhos em cinco dias úteis. Quem espera o preço confirmar a votação compra o rali depois do foguete; quem entra agora compra o preço de antes da decolagem.</p>
<h2 id="brasil-cpi-duplo-na-sexta-e-um-outubro-que-separa-o-joio-do-trigo">Brasil: CPI duplo na sexta e um outubro que separa o joio do trigo</h2>
<p>Agora, a parte que é sua. <strong>Na sexta-feira, o IPCA de agosto sai aqui no Brasil no mesmo dia do CPI americano</strong> — e o pano de fundo já está armado: o IPCA-15 de agosto registrou <strong>deflação de 0,40%</strong>, a maior em quatro anos, puxada pelo bônus de Itaipu na conta de luz — um alívio <strong>pontual</strong>, que os economistas esperam ver revertido já em setembro. Em 12 meses, o índice segue em <strong>4,24%</strong>, e o boletim Focus projeta o IPCA de 2026 em <strong>cerca de 5%, acima do teto da meta</strong>. Enquanto isso, a Selic está em <strong>14,00% ao ano</strong> — quarto corte seguido — e o Copom se reúne na terça e na quarta que vem, com o mercado apostando em mais 0,25 ponto, para <strong>13,75%</strong> (a mesma noite do Fed). Juro caindo com inflação voltando: esse é exatamente o cenário em que o dinheiro parado em real perde a corrida.</p>
<p>O câmbio completa o quadro. O <strong>dólar PTAX fechou a terça em R$ 5,0805</strong>, com queda de 0,86% no dia — o real segue no nível mais forte em um ano —, mas a conta do brasileiro não muda: <strong>cada Bitcoin vale cerca de R$ 400 mil</strong> (na manhã de terça, o BTC era negociado a R$ 402.116 no CoinTrader Monitor, segundo o Valor). Quem compra BTC em real não compra só o ativo: compra a saída da armadilha do câmbio e da inflação ao mesmo tempo. E a porta de entrada funciona 24 horas: cadastro na exchange em poucos minutos, <strong>depósito via Pix cai na hora</strong> — e compra de ativo virtual via Pix <strong>não é operação de câmbio: não tem contrato, não tem IOF</strong>, com trilha fiscal pronta para a Receita. Só ajuste o limite noturno do Pix no app do banco (o padrão de R$ 1.000 entre 20h e 6h pega quem tenta entrar à noite) e pronto.</p>
<p>E o Brasil não está só assistindo: está regulando na frente. O <strong>1º de outubro, daqui a 21 dias</strong>, marca a entrada em vigor da <strong>Resolução BCB nº 561, de 30 de abril de 2026</strong>, que veda às prestadoras de câmbio eletrônico (as eFX) liquidar <strong>pagamentos internacionais por meio de criptoativos</strong> — o atalho de stablecoin para remessa fora da regra acaba. E o <strong>30 de outubro</strong> é o prazo fatal da <strong>Fase 1 da IN BCB nº 704</strong>: as PSAVs que já operavam em 2 de fevereiro precisam protocolar o pedido de autorização no Banco Central — com demonstrações auditadas de três exercícios e declaração de reputação ilibada dos controladores — dentro do rito das <strong>Resoluções BCB 519, 520 e 521</strong>, que regulamentam a Lei 14.478/2022. Quem não protocolar encerra as atividades em 30 dias; e, a partir de 30/10, <strong>instituições autorizadas ficam proibidas de operar com quem está fora do processo</strong> — na prática, exchange irregular perde conta bancária, parceiro de liquidação e acesso ao Pix. Sem Pix, não existe cliente no Brasil. O capital mínimo exigido vai de <strong>R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões</strong>, com segregação patrimonial obrigatória: a régua é alta de propósito.</p>
<p>A indústria já se movimentou para dentro da regra: o <strong>Mercado Bitcoin</strong> (pioneiro desde 2013) e a <strong>Foxbit</strong> estão na corrida pela autorização do BC, enquanto os bancos entram de custódia — o <strong>Itaú</strong> oferece 15 criptoativos, o <strong>Banco do Brasil</strong> vende BTC e ETH desde janeiro, o <strong>Nubank</strong> lista 28 ativos e o <strong>Safra</strong> opera com stablecoin própria. Exchange dentro da regra, banco do lado e Pix na mão: esse é o caminho do dinheiro brasileiro — e ele passa por plataformas que já vivem no jogo regulado, não no cassino.</p>
<h2 id="seis-dias-a-janela-que-fecha-antes-de-o-calendário-explodir">Seis dias: a janela que fecha antes de o calendário explodir</h2>
<p>O resumo é direto: o Bitcoin perdeu os US$ 80 mil, segurou os US$ 78 mil, e o fluxo institucional <strong>comprou a queda inteira</strong> — US$ 3,8 bilhões em três semanas, com a CLARITY Act a 6 dias dos 60 votos, o CPI duplo na sexta e FOMC e Copom na mesma noite da semana que vem. No Brasil, o 1º de outubro derruba o atalho das stablecoins fora da regra e o 30 de outubro separa de vez quem opera dentro do jogo de quem vai ficar sem banco e sem Pix. Cada dia desses é um pedaço da janela que se fechando. A oportunidade está aqui, nesta lateral dos US$ 78 mil, com o dinheiro inteligente entrando antes da manchete — a pergunta é se você vai entrar antes que seja tarde.</p>
<p>O caminho é curto: cadastro leva minutos, o Pix cai na hora, a posição em BTC/BRL sai em menos de uma hora. A <strong>USDT serve só como ponte de embarque</strong> — troque reais por USDT, deposite e converta para BTC no gatilho, sem depender de cartão nem de contrato de câmbio. Quem perdeu agosto e vendeu o susto de terça já recebeu duas chamadas este mês. A terceira porta está aberta agora — e porta aberta, neste mercado, nunca ficou aberta para sempre.</p>
<h2 id="leia-também">Leia também</h2>
<ul>
<li>O penhasco de 60 votos explicado em <a href="/posts/bitcoin-80-mil-penhasco-60-votos-clarity-30-outubro-2026/">Bitcoin defende os US$ 80 mil sete dias antes da votação da CLARITY</a>.</li>
<li>O susto do payroll e a devolução em horas em <a href="/posts/bitcoin-fim-de-semana-82-mil-clarity-9-dias-senado-2026/">Bitcoin devolve o susto e mira os US$ 82 mil</a>.</li>
<li>Compare custos e segurança no guia das <a href="/melhores-exchanges-brasil/">melhores exchanges de criptomoedas no Brasil</a>.</li>
</ul>



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