<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>US$ 87 Mil on Crypto GOD Brasil</title><link>https://br.crypto-god.com/tags/us-87-mil/</link><description>Recent content in US$ 87 Mil on Crypto GOD Brasil</description><image><title>Crypto GOD Brasil</title><url>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</url><link>https://br.crypto-god.com/images/og-default.jpg</link></image><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Wed, 23 Sep 2026 09:10:00 +0800</lastBuildDate><atom:link href="https://br.crypto-god.com/tags/us-87-mil/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Bitcoin a US$ 87 mil e a B3 estreia o futuro de Bitcoin em dólar: agora dá para separar o preço do BTC do risco do câmbio</title><link>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-87-mil-b3-futuro-bitcoin-dolar-2026/</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 09:10:00 +0800</pubDate><guid>https://br.crypto-god.com/posts/bitcoin-87-mil-b3-futuro-bitcoin-dolar-2026/</guid><description>O Bitcoin tocou US$ 87.374 na segunda (21/09), o maior preço desde janeiro, com US$ 998,95 milhões entrando nos ETFs americanos à vista — a maior entrada diária em 11 meses — e US$ 844 milhões em posições vendidas liquidadas. No mesmo dia, a B3 começou a negociar o Contrato Futuro de Bitcoin em Dólares Americanos (ticker BTC), de 0,01 Bitcoin por contrato e liquidação exclusivamente financeira, que convive com o futuro em reais (BIT). Com a PTAX de 22/09 em R$ 5,1161, uma unidade do novo contrato equivale a R$ 4.409,71 no preço da manhã, e a distância entre US$ 82.225 e US$ 87.374 vale R$ 26.342,80 por Bitcoin.</description><content:encoded><![CDATA[<h2 id="o-dia-em-que-o-bitcoin-voltou-ao-nível-de-janeiro--e-a-prateleira-da-b3-mudou">O dia em que o Bitcoin voltou ao nível de janeiro — e a prateleira da B3 mudou</h2>
<p>Na segunda-feira (21/09), o Bitcoin marcou US$ 87.374 na máxima do dia, o maior preço desde o fim de janeiro, e na terça-feira (22/09) ainda sustentava a região dos US$ 86 mil. O número que chama atenção, porém, não é o preço. É que no mesmo dia em que o Bitcoin rompia essa faixa, a B3 começou a negociar um contrato futuro de Bitcoin com cotação em dólar.</p>
<p>São duas notícias que se cruzam de um jeito específico: o preço de referência mundial subiu, e a bolsa brasileira passou a oferecer uma forma de operar esse preço sem carregar automaticamente o risco do câmbio no meio. Quem acompanha o mercado daqui costuma olhar só o valor em dólar e esquecer que o preço que aparece na sua tela, em reais, é a multiplicação de duas variáveis. A partir de 21 de setembro, existe na B3 uma forma de olhar para cada uma delas separadamente.</p>
<h2 id="o-que-empurrou-o-preço">O que empurrou o preço</h2>
<p>A alta não veio de uma notícia só. Ela veio de três forças na mesma direção, e uma delas tem tamanho registrado.</p>
<p>A primeira é dinheiro novo entrando por fundos de índice. Os ETFs americanos de Bitcoin à vista receberam US$ 998,95 milhões em entrada líquida em 21/09, segundo dados da SoSoValue — a maior entrada diária em 11 meses. O IBIT, da BlackRock, puxou com US$ 381,4 milhões; o ARKB, da ARK com a 21Shares, somou US$ 289,1 milhões; e o FBTC, da Fidelity, US$ 238,8 milhões (<a href="https://www.gate.com/pt-br/news/detail/spot-bitcoin-etfs-record-99895m-daily-inflow-largest-in-11-months-as-btc-24471440">Gate News</a>). Os ETFs de Ethereum à vista também tiveram seu melhor dia desde outubro de 2025, com US$ 269,98 milhões. Para efeito de comparação: em 15 e 16 de setembro esses mesmos fundos de Bitcoin tinham perdido US$ 746,3 milhões somados. O fluxo virou, e virou com força.</p>
<p>A segunda força é técnica. Na sexta-feira (18/09), o Bitcoin fechou a semana em US$ 81.159, acima da média móvel de 50 semanas pela primeira vez depois de 44 semanas rodando abaixo dela, e rompeu o intervalo em que estava preso entre US$ 75.000 e US$ 81.000 (<a href="https://forklog.com/en/bitcoin-tops-87000-as-1-billion-flows-into-spot-bitcoin-etfs/">ForkLog</a>).</p>
<p>A terceira força é a mais barulhenta: gente que apostou na queda e foi obrigada a desfazer a aposta. Um trader que vende a descoberto deposita garantia; se o preço sobe, a plataforma fecha a posição automaticamente e, para fechar, precisa comprar o ativo no mercado. Essa compra empurra o preço para cima, liquida a próxima posição vendida, e o ciclo se alimenta até não sobrar ninguém vendido.</p>
<p>Nas últimas 24 horas, mais de US$ 1 bilhão em posições foram liquidadas no mercado cripto, sendo US$ 844 milhões em apostas na queda, segundo a CoinGlass (<a href="https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/09/22/bitcoin-avanca-a-us-86-mil-com-demanda-e-fechamento-de-apostas-de-baixa.ghtml">Valor</a>). Só em Bitcoin, foram US$ 454 milhões em posições vendidas contra US$ 53 milhões em compradas, com cerca de 139 mil traders zerados e a maior posição individual passando de US$ 20 milhões (<a href="https://www.cointribune.com/pt-br/bitcoin-chega-a-us-87-mil-apos-forte-liquidacao-de-posicoes-vendidas/">Cointribune</a>).</p>
<h2 id="quem-comprou-de-verdade-e-quem-só-voltou-alavancado">Quem comprou de verdade, e quem só voltou alavancado</h2>
<p>Liquidação sozinha não sustenta preço. O que sustenta é comprador pagando.</p>
<p>E houve comprador. A Glassnode registrou a virada do fluxo agressivo de venda para compra nas exchanges, com volume subindo junto. O analista Nikolai Sondergaard, da Nansen, aponta que o caminho para US$ 87 mil, US$ 90 mil e depois a região de US$ 92 mil depende de a compra à vista e o fluxo de ETF continuarem chegando — sem isso, a alta vira um movimento de alavancagem. A Strategy comprou 950 Bitcoin por US$ 75,7 milhões, a um preço médio de US$ 79.670, chegando a cerca de 846 mil Bitcoin em tesouraria. E o sentimento nas redes sociais bateu o nível mais otimista desde 2024, segundo a Santiment (<a href="https://cryptoadventure.com/bitcoin-fomo-hits-highest-since-2024-as-etfs-pull-in-999m/">Crypto Adventure</a>, <a href="https://forklog.com/en/bitcoin-tops-87000-as-1-billion-flows-into-spot-bitcoin-etfs/">ForkLog</a>).</p>
<p>Do outro lado, tem um detalhe que costuma ser lido errado. O open interest — o total de contratos abertos — não caiu depois do short squeeze: subiu. Os futuros de Bitcoin chegaram a US$ 30,5 bilhões em posições abertas, alta de 5,5% em um dia, e o mercado inteiro cresceu 7,6%, para perto de US$ 156 bilhões. Ou seja, a alavancagem que foi destruída de um lado foi reposta do outro. Quando o preço sobe junto com o open interest, existe dinheiro novo apostando na continuação — e existe mais capital vulnerável se o movimento virar.</p>



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      ⚠️ Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. Investir em criptomoedas envolve riscos. Faça sua própria pesquisa (DYOR).
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<h2 id="o-que-exatamente-começou-a-ser-negociado-na-b3">O que exatamente começou a ser negociado na B3</h2>
<p>O novo produto é o Contrato Futuro de Bitcoin em Dólares Americanos, com ticker <strong>BTC</strong>. Ele passou a ser negociado em 21/09 e o investidor não precisa comprar nem custodiar a criptomoeda — a exposição é via derivativo, dentro da infraestrutura da bolsa brasileira (<a href="https://br.beincrypto.com/b3-futuro-bitcoin-dolar-btc/">BeInCrypto Brasil</a>).</p>
<p>As regras do contrato, em português claro:</p>
<ul>
<li><strong>Tamanho</strong>: cada contrato representa 0,01 Bitcoin. Não é um Bitcoin inteiro; é um centésimo dele.</li>
<li><strong>Cotação</strong>: em dólares americanos por Bitcoin.</li>
<li><strong>Vencimento</strong>: todos os meses, sempre na última sexta-feira.</li>
<li><strong>Liquidação</strong>: exclusivamente financeira. Não há entrega de criptomoeda no vencimento — só a diferença de preço é acertada em dinheiro.</li>
<li><strong>Referência de preço</strong>: o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price – Settlement.</li>
</ul>
<p>Junto com o contrato, a B3 iniciou a negociação da Operação Estruturada de Rolagem (ticker <strong>BC1</strong>), conhecida como spread calendário, que permite trocar um contrato próximo do vencimento por outro mais distante em uma única operação, em vez de encerrar uma posição e abrir outra em duas etapas separadas. O BTC também entrou no Programa de Formador de Mercado de Futuros de Criptomoedas da B3, que prevê dez vagas para instituições que mantêm ofertas de compra e venda de forma contínua.</p>
<p>&ldquo;O investidor passa a poder escolher entre uma referência em reais ou uma cotação diretamente em dólares e, para os participantes mais sofisticados, combinar Bitcoin e câmbio em estratégias de proteção, posicionamento e arbitragem&rdquo;, diz Marcos Skistymas, diretor de Produtos Listados da B3.</p>
<p>Vale ser direto sobre o que isso também é: um produto com margem de garantia, ajustes diários e alavancagem embutida. Alavancagem amplia ganho e amplia perda na mesma proporção, e o Bitcoin é um ativo de volatilidade alta. O contrato exige conhecimento de derivativos e disciplina de risco — não é uma versão mais prática de comprar Bitcoin.</p>
<h2 id="bit-e-btc-dois-contratos-duas-exposições-diferentes">BIT e BTC: dois contratos, duas exposições diferentes</h2>
<p>O novo BTC não substitui nada. Ele convive com o Futuro de Bitcoin em reais, ticker <strong>BIT</strong>, que já existia na B3. Os dois acompanham o mesmo ativo. A diferença está na moeda de cotação.</p>
<p>O BIT carrega duas variáveis na formação do preço: a oscilação internacional do Bitcoin e o comportamento do câmbio. Mesmo que o Bitcoin fique parado em dólar, um movimento do dólar contra o real muda o valor do contrato em reais. O BTC novo tem cotação direta em dólar — a variação do real frente ao dólar não entra diretamente na formação do preço.</p>
<p>Isso abre três usos possíveis, e nenhum deles é recomendação: expressar uma visão sobre o preço internacional do Bitcoin isoladamente; combinar a posição com contratos futuros de dólar para administrar a exposição cambial em separado; e acompanhar a diferença relativa entre o futuro em reais, o futuro em dólares e o mercado de câmbio, que é onde aparecem operações de valor relativo e arbitragem.</p>
<h2 id="quanto-vale-isso-em-reais">Quanto vale isso em reais</h2>
<p>A PTAX de venda de 22/09 fechou em R$ 5,1161, alta de 0,09% sobre o dia anterior (<a href="https://trademap.com.br/noticias/news-8332121">TradeMap</a>). Com esse câmbio, os níveis que importam viram estes números:</p>
<table>
  <thead>
      <tr>
          <th>Nível do BTC (US$)</th>
          <th>Preço em reais (R$)</th>
          <th>1 contrato B3 em dólar (0,01 BTC)</th>
          <th>R$ 1.000 compra</th>
      </tr>
  </thead>
  <tbody>
      <tr>
          <td>87.374 (máxima de 21/09)</td>
          <td>447.014,12</td>
          <td>4.470,14</td>
          <td>223.707 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>86.192,88 (22/09, 11h16)</td>
          <td>440.971,39</td>
          <td>4.409,71</td>
          <td>226.772 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>85.803,36 (22/09, 10h45)</td>
          <td>438.978,57</td>
          <td>4.389,79</td>
          <td>227.802 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>84.000</td>
          <td>429.752,40</td>
          <td>4.297,52</td>
          <td>232.692 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.500</td>
          <td>422.078,25</td>
          <td>4.220,78</td>
          <td>236.923 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>82.225 (custo médio dos ETFs)</td>
          <td>420.671,32</td>
          <td>4.206,71</td>
          <td>237.715 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>81.159 (fechamento de 18/09)</td>
          <td>415.217,56</td>
          <td>4.152,18</td>
          <td>240.838 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>80.000</td>
          <td>409.288,00</td>
          <td>4.092,88</td>
          <td>244.327 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>75.000</td>
          <td>383.707,50</td>
          <td>3.837,08</td>
          <td>260.615 sats</td>
      </tr>
      <tr>
          <td>126.198 (recorde de 06/10/2025)</td>
          <td>645.641,59</td>
          <td>6.456,42</td>
          <td>154.885 sats</td>
      </tr>
  </tbody>
</table>
<p>A leitura prática: uma unidade do novo contrato em dólar vale US$ 861,93 no preço de 11h16 de 22/09, o equivalente a R$ 4.409,71. Se o Bitcoin voltar a US$ 82.225, essa mesma unidade vale R$ 4.206,71 — diferença de R$ 203,00 por contrato em uma variação de US$ 3.967 no preço da moeda. E o mesmo R$ 1.000 que hoje compra 226.772 sats compraria 260.615 sats a US$ 75.000, uma diferença de 33.843 sats.</p>
<p>Existe ainda um detalhe que só aparece para quem opera daqui. No dia 22/09, o monitor de preços das corretoras brasileiras mostrava o Bitcoin a R$ 440.309, enquanto o preço internacional de US$ 85.803,36 convertido pela PTAX do dia daria R$ 438.978,57. A diferença de cerca de 0,30% é o espaço entre a cotação de referência e o preço praticado nas plataformas locais — em boa parte, estrutura de custo e liquidez de cada casa.</p>



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<h2 id="copom-pix-e-o-prazo-de-30-de-outubro">Copom, Pix e o prazo de 30 de outubro</h2>
<p>Três frentes mexem no bolso de quem aporta em reais nesta semana.</p>
<p><strong>A taxa de juros.</strong> O Banco Central divulgou em 22/09 a ata da última reunião do Copom, reforçando a mensagem de que vê necessidade de manter condução cautelosa da política monetária, apesar dos sinais de desaceleração da atividade e da queda recente da inflação. A reunião terminou com corte de 0,25 ponto, levando a Selic a 13,75% ao ano, e a pesquisa Focus passou a projetar 13,50% no fim do ano (<a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/dolar-hoje-abertura-fechamento-comercial-turismo-22092026/">InfoMoney</a>, <a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/copom">Copom</a>). Esse é o retorno livre de risco em reais, sem volatilidade — o número que qualquer alocação em cripto precisa superar para valer a pena.</p>
<p><strong>O caminho do dinheiro.</strong> O Pix continua sendo a via mais rápida de entrada: conta verificada com CPF e documento, opção de depósito em reais, QR Code ou chave Pix gerada pela plataforma, transferência a partir de conta de mesma titularidade — depósito de terceiro é recusado — e só então a ordem de compra. No período noturno, das 20h às 6h, transferências entre pessoas físicas ficam limitadas a R$ 1.000, a menos que o cliente peça ampliação com antecedência; no período diurno, o teto é definido por cada instituição. Guarde o comprovante do Pix, o horário da ordem e a cotação praticada.</p>
<p><strong>O prazo regulatório.</strong> As prestadoras de serviços de ativos virtuais que já operavam em 2 de fevereiro têm até 30 de outubro de 2026 para protocolar pedido de autorização no Banco Central. Até 18 de setembro, apenas cinco empresas haviam protocolado: quatro processos seguem em análise e um já foi indeferido, por problemas de documentação e por não atender ao capital mínimo exigido (<a href="https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/09/18/bc-recebeu-so-cinco-pedidos-de-licenca-cripto-1.ghtml">Valor</a>, <a href="https://portaldobitcoin.uol.com.br/so-5-empresas-pediram-licenca-cripto-ao-banco-central-e-uma-ja-foi-rejeitada/">Portal do Bitcoin</a>). O número é baixo para um prazo curto, e parte do setor trabalha com a leitura de que muitos pedidos serão apresentados na reta final. O capital exigido varia de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões conforme a combinação de atividades, e plataformas estrangeiras que atendem brasileiros precisam migrar operações e clientes para uma instituição autorizada — não há previsão de continuidade do modelo só offshore. Depois do prazo, ainda será possível pedir autorização, mas quem não estava operando antes da regra só começa a funcionar depois do aval, em um processo que pode levar de dois a três anos. Vale lembrar que o Mercado Bitcoin, mesmo já tendo autorização como corretora de títulos e valores mobiliários, optou por pedir a licença para a exchange original.</p>
<p>Na parte tributária, a regra é a mesma: pessoa física que vende cripto tem isenção no mês em que o total das vendas fica em até R$ 35.000 — só o que foi vendido entra na conta. Desde 1º de julho de 2026, o DeCripto entrou em vigor, alinhando o Brasil ao padrão de troca de informações da OCDE, e operações em plataformas no exterior acima de R$ 35.000 por mês entram na declaração (<a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/criptoativos">Receita Federal</a>). Com o novo contrato da B3, o ponto de atenção é separar as duas coisas: operações em derivativos seguem a tributação de derivativos, com apuração sobre o lucro líquido, e não a lógica de isenção de R$ 35.000 aplicada à venda de cripto à vista.</p>
<h2 id="os-níveis-que-definem-se-isso-continua">Os níveis que definem se isso continua</h2>
<p>Do lado técnico, a referência mais citada virou o custo médio estimado dos ETFs americanos, em US$ 82.225. O Bitcoin passou oito meses abaixo desse nível, e recuperá-lo devolveu o investidor médio desses fundos ao lucro pela primeira vez desde janeiro (<a href="https://blockchainreporter.net/bitcoin-tops-86000-for-the-first-time-since-january-and-the-average-etf-buyer-is-back-in-profit/">Blockchain Reporter</a>). É um nível com motivo para existir: quem estava no empate tende a vender na primeira chance, e agora quem está no lucro decide se aumenta.</p>
<p>Acima, os alvos citados pela Nansen são US$ 87 mil, US$ 90 mil e a faixa dos US$ 92 mil. Na sexta-feira (25/09) vence o trimestral de opções, e cerca de 43% do open interest está concentrado nesse vencimento, com boa parte nos strikes de US$ 85 mil, US$ 90 mil, US$ 95 mil e US$ 100 mil (<a href="https://www.moneytimes.com.br/bom-dia-bitcoin-btc-criptomoedas-precos-hoje-rens-220926/">Money Times</a>). Vencimento concentrado costuma produzir movimento brusco perto do preço de exercício — nos dois sentidos.</p>
<p>Do lado oposto, a estrutura da alta tem uma fragilidade identificada: parte da força veio de posição vendida sendo desfeita, e posição desfeita não é comprador novo. Se o fluxo para os ETFs esfriar e o short squeeze se esgotar, não sobra nada estrutural segurando o preço nesse patamar. A referência de baixa é a faixa entre US$ 82 mil e US$ 80 mil; abaixo dela, a comparação com as tentativas fracassadas de maio e agosto volta a fazer sentido.</p>
<p>Para quem aporta em reais, o saldo dos dois dias é concreto: existe um preço de referência na tela, existe um câmbio oficial de R$ 5,1161, existe um contrato novo na B3 que permite separar as duas variáveis, e existe um prazo regulatório em 30 de outubro que vai redesenhar quais plataformas continuam operando no país. O resto é volatilidade — e a velocidade desta semana mostrou que ela corre nos dois sentidos.</p>
<p><em>Conteúdo jornalístico e educacional. Criptoativos e derivativos são de alto risco, envolvem alavancagem e não contam com garantia do FGC. Confira os termos e as taxas da plataforma escolhida antes de operar.</em></p>
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